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Wednesday, December 31, 2008

Um Feliz Ano Novo a todos !!!

Um novo ano chega em algumas horas. Normalmente eu busco inspiração para escrever nesse último tópico do ano, mas esse ano a inspiração foi zero.

Então eu peço desculpas, mas vou plagiar a mim mesmo com uma adaptação da mensagem do ano passado:
Que 2009 seja mais um ano onde cada um possa superar e aprender com as dificuldades para que todos possamos nos tornar pessoas melhores, e dessa forma, melhorar o ambiente onde vivemos como um todo. Um abraço e um bom 2009 para todos !
A mensagem pode ser uma simples cópia, mas os votos são sinceros.

Um abraço e que tenhamos todos um 2009 bem proveitoso.

Wednesday, December 24, 2008

Um Feliz Natal a todos !!!



Que o período de Paz e Confraternização do Natal se propague no tempo muito além dessa data de forma contínua e reparadora.

Figura retirada daqui

Tuesday, December 23, 2008

openSUSE 11.0 para 11.1 - parte 2

Eu fiquei surpreso com a repercussão do meu texto sobre a atualização do openSUSE do 11.0 para o 11.1.
Tive dois comentários que me fizeram crer que o meu texto era uma crítica, ou melhor, como se o processo de atualização fosse um fato crítico extraordinário.

Bem, não vejo assim. O openSUSE não foi feito para ser atualizável entre versões. Não é para ser possível/fácil atualizar do openSUSE 11.0 para o 11.1. Se eu consigo, eu devia agradecer.

A filosofia, a recomendação, é: instale do zero. Se eu não gosto disso (e eu não gosto), paciência.

Dito isso, lembre-se que essa recomendação, instale do zero, é o procedimento padrão da maioria das distribuições que não são baseadas no Debian.

Duas coisas são ruins no openSUSE:
  1. a capacidade de resolver conflitos de dependência. Melhorou muito das versões 10.x para a 11.x, mas ainda é patético frente a capacidade de fazer o mesmo trabalho dos sistemas Debian e similares.
  2. o fato de que ele baixa e instala os aplicativos ao mesmo tempo (ao contrário da maioria que primeiro baixa tudo e depois instala tudo)
Do item 1, vem a dificuldade de fazer atualizações entre versões de openSUSE - se a solução de conflitos, atualizar o sistema todo, sem ser por partes, é complexo se você tiver muitos pacotes de repositórios não oficiais.

Do item 2, mostra um problema em particular do openSUSE que eles estão trabalhando para resolver atualmente (se eu não me engano, a solução já existe, mas ainda não é habilitada por padrão). Se o pacote X é baixado e imediatamente instalado, mas se ele depende do pacote Y que ainda não foi baixado, X não funciona ou não funciona direito até que Y seja baixado e instalado. Dessa forma, eu posso ter dificuldades de continuar utilizando softwares durante o processo de atualização. Se esse processo for longo, isso é crítico. Você deve parar de trabalhar, e cruzar os braços durante o processo e só depois pensar em utilizar o sistema. Posso ter ainda mais problemas se o sistema parar em algum ponto crítico de atualização por algum problema externo como falta de luz ou queda na rede.

Ainda vale lembrar, que mesmo não sendo recomendado apenas atualizar o sistema, quem quer fazer isso, deveria fazer o que o openSUSE sugere, baixar o DVD e utilizar a opção, atualizar sistema que existe na interface do DVD. O problema dessa solução é que ela não vai atualizar pacotes que não estão nos repositórios oficiais (e portanto, no DVD). Pode, nesses casos, gerar conflitos sérios de dependências. Como eu uso 15 repositórios não oficiais, utilizar essa opção no meu caso é suicídio.

Essa é vida como ela é. Sem cobertura de chocolate ou qualquer maquiagem. Mas eu não vejo como algo crítico que o sistema não tenha uma filosofia de atualização entre versões. Vejo apenas como um bônus que mesmo não tendo essa filosofia, a atualização seja possível.

Sunday, December 21, 2008

openSUSE 11.0 para o 11.1

No último dia 18 foi lançado o openSUSE 11.1 e eu, que sou usuário dessa distribuição, entrava de férias nesse dia. Então eu fiquei naquele dilema. Atualizar, instalar do zero ou esperar tudo para fazer isso no ano seguinte.

Acabei escolhendo a menos popular das respostas: atualizar.

Há um ponto que precisa ficar claro. O openSUSE não foi feito para atualizações estáveis entre diferentes versões. Sempre tem alguém que faz isso, mas não é tido como uma solução indicada pelo pessoal openSUSE.

Então, como fazer isso ? Procurei na internet e nada. Parece que ninguém tinha tentado ainda ou tinha tentado sem sucesso.

Me arrisquei. Primeiro eu (como root) fiz um backup dos meus repositórios (não que adiante muita coisa, pois uma vez que corrompa o sistema, nada o fara restaurar o ponto de estabilidade) com um:
cp -r /etc/zypp/repos.d{,.old}
Depois eu (também como root) fiz:
cd /etc/zypp/repos.d
sed -i "s/11.0/11.1/g" *
Isso modificou todos os repositórios que eu tinha para a versão 11.1 do mesmo link.
Logo em seguida eu fiz uma atualização dos repositórios (root de novo):
zypper ref
Já aí os problemas começaram. Mas não são graves. Acontece que eu utilizo alguns repositórios não oficiais, e estes não haviam sido atualizados ainda. E mais, teve repositório (como o OpenSUSE Education) que mudou completamente a url. Nada disso é grave porque os principais repositórios estão atualizados. O que fiz foi deletar, sem piedade (para isso serve o backup), os links que não respondiam.

Depois eu fechei minha sessão gráfica e fui para o terminal (alt+F1) e lá eu fiz (sim, também como root):
gdm-stop
Em seguida eu fiz (root de novo e sempre que eu usar o zypper, ok ?) :
zypper in rpm zypper
Entendeu ? Eu fiquei com medo de algo dar errado em uma atualização completa "de cara" e primeiro instalei os softwares responsáveis por fazer instalações. Com isso eu instalei muita coisa. Nota: eu tentei utilizar a url do rpm para fazer o upgrade dele antes de todo mundo. Não deu certo.

Em seguida, eu fiz um:
zypper up
Aí vem a pergunta: porque não utilizar o formato de atualização de distribuição ? Simples. O número de conflitos que deve resolver para passar por esse ponto é extraordinário. Fazendo um simples zypper up você atualiza o grosso do sistema.

Dei um boot e ... quem disse que o sistema gráfico iniciava ...
O gdm estava corrompido, eu não sabia o porque nesse ponto. Depois de algumas tentativas eu
digitei no terminal (como usuário): startx

E o gnome entrou. Com ele eu pude acessar o yast2 (digo yast2 porque o yast em si é para terminal e eu já podia ter acessado ele antes).

Foi quando eu percebi que entre os conflitos estavam o gdm. Percebi mais que isso, percebi que minha internet estava desconfigurada. Tudo bem... reconfigurei tudo e comecei a resolver os conflitos que eu tive ao fazer o upgrade.

Todos os conflitos eram frutos da mistura de repositórios, portanto, usuários conservadores podem não sentir esses efeitos colaterais.

Depois de resolvido tudo, deixando zero pacotes para atualizar, eu reiniciei o sistema e tudo estava perfeito. Ou melhor, quase tudo. O drive da NVIDIA precisava ser reinstalado. E a internet não estava funcionando de novo.

O primeiro eu resolvi utilizando o drive mais novo do site da NVIDIA. O segundo ponto eu demorei um pouco. Acontece que eu conseguia configurar a rede, mas depois de reiniciar a placa não era acionada embora ela estivesse configurada para ser acionada no boot. Aí eu mudei a configuração para "iniciar o dispositivo quando o cabo for conectado" e tudo funcionou maravilhosamente bem.

Levei menos de 4 horas configurando e ajustando o sistema (e mais de 16 horas para baixar os pacotes)

Até o momento, das várias atualizações da nova versão, nada impressiona mais do que o nautilus com abas. Tudo mais fica invisível frente a essa modificação.

Saturday, December 20, 2008

Wall-E

Me surpreendi a alguns dias quando eu fui fazer uma comparação e me disseram que nunca tinha falado de Wall-E (Site oficial, Trailer). Foi nesse ponto que eu me dei conta que eu não tinha falado dele ainda. Bem, tem uma boa razão. Como falar de um filme perfeito ?

Uma animação que fala de amor, que possuí aventura, que emociona e que em nenhum momento decepciona. Que tem começo, meio e fim fabulosos. Trilha sonora impecável. Fotografia deslumbrante. Diálogos fantásticos. Nota especial para os diálogos, pois pondera o melhor de Charlie Chaplin com o melhor de William Shakespeare (o filme tem poucas falas, mas as que existem são, bem ... perfeitas). Alguém tem idéia de como classificar isso em termos de adjetivos ?

Uma história muito bem contada, com todos os elementos necessários para ser uma ótima história que consegue ir além, muito além. E ainda é politicamente correta ! Céus ... foi o primeiro filme politicamente correto que eu vi que não é nem um pouco forçado em seus argumentos.

É tão raro ver um filme de hoje com tamanha perfeição, que empolga na hora de escrever. Quando ver o filme novamente, observe atentamente as cenas.

A influência de Charlie Chaplin é inegável. Verá claramente, em algumas cenas, o Carlitos através do Wall-E. São as melhores cenas do filme (que só tem cenas ótimas). Verá críticas inteligentes, tal como em "Tempos Modernos", mas adaptadas com genialidade para o nosso "tempo moderno".

O William Shakespeare também deu o ar de sua graça através de algumas frases que são ditas no filme. Ouça com atenção (ok, isso já é uma empolgação minha, mas o que quero dizer segue adiante). São poucas palavras e ao contrário de Shakespeare são frase curtíssimas (portanto, o estilo e influência não são do mesmo autor - daí o meu exagero). Mas algumas são tão profundas que poderiam resultar em um livro só para descrever o que querem dizer (assim como "Ser ou Não Ser"). Aliás, você já pensou como é fascinante para uma criança aprender o significado de novas palavras ? A profundidade do significado do "aprender" algo novo é ... indescritível.

Bem, um filme perfeito. Merecia todos os prêmios do ano (drama e comédia). E digo mais, embora seja uma animação, ela devia concorrer como um filme. Veja também a crítica no Contraditorium. Aliás, ele também citou Charlie Chaplin, mas para descrever a dedicação de quem fez o filme. Nada mais justo (aqui também falta adjetivos).

Enfim, veja. Já está disponível em DVD.

Friday, December 05, 2008

Gmail & Google Docs: Melhoria silenciosa

Nessa semana não foi apenas o Google Reader que foi atualizado. Entretanto, a maior parte das modificações foram silenciosas.

Hoje, por exemplo, eu fui agraciado com o novo excelente visualizador de PDFs que está acoplado ao Gmail, permitindo ler PDFs tal como ele veio ao mundo sem a necessidade de qualquer plugin ou programa externo. Uma cortesia do "Google Docs".

Uma excelente atualização.

[update]
Descobri hoje que esse excelente visualizador de PDFs ainda não está disponível para todo mundo. Então, resolvi colocar uma imagem para todos verem que ele é realmente bom...



Eu juro que abri esse PDF do meu e-mail. Podem começar a contagem regressiva por esse recurso. E eu vejo além, eu vejo o dia que não teremos o "view in html" nos resultados do sistema de busca, mas apenas o "view", que abre esse visualizador.
[/update]

[update 2]
A melhoria em questão deixou de ser tão silenciosa. Ontem (12/12/2008) o Google pronunciou-se oficialmente sobre ela através do blog oficial do Gmail. Ou seja, eles deram a notícia aproximadamente 7 dias depois de eu ter escrito ela. Que demora, hein ? Talvez agora o recurso esteja disponível para mais gente.
[/update 2]

Ajustando a nova interface do Google Reader

A nova interface do Google Reader é realmente melhor que anterior. Vejo nessa nova interface muito do que eu já usava através de personalizações com scripts de terceiros.

Dessa nova interface, porém, uma coisa logo me incomodou. O destaque que deram ao botão de adicionar feeds. Confesso que eu nunca usei esse botão para adicionar um feed. Assim, esse destaque me incomodou.

E rapidamente criei uma solução para esse problema: Google Reader - Remove Subscription Section. Confesso que na correria de me livrar do problema e garantir que eu mesmo não esqueça das atualizações, eu não só não chequei para ver se alguém tinha feito isso antes, como não tirei uma screen do antes e depois.

[update]
Acabei de notar que alguém pode querer a variante desse estilo. É o Google Reader - Remove Friends' Shared Section. Ele remove tudo relacionado ao "Amigos" do novo visual. Muita gente pode achar essa configuração um crime, ou, como eu, pode achar útil. Sei que essa configuração, ao contrário da anterior, tende a não ser tão unânime, de qualquer forma pode ser útil para alguém !
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Se descobrirem algum problema, favor, me informe. Grato.

Bom proveito a quem interessar.

Saturday, November 29, 2008

Projetando os gastos para 2009

Mas um fim de ano se aproxima e mais uma vez os gastos aumentam. Todos os anos todos os canais da mídia enfatizam a necessidade de criar uma "educação financeira" e ajustar planilhas de gastos adequadamente.

Do meu ponto de vista, mas importante do que ajustar os gastos mensais a cada etapa do ano, é prever o futuro. Sim. Prever o futuro. Mas não estou falando de adivinhar com cartas ou tarô ou mapa astral o que vai acontecer no ano de 2009. Estou falando de prever todos os gastos do ano de 2009.

Normalmente, um dos maiores erros que eu já observei em quem faz planilhas é usar a frase "mais isso é um imprevisto". Deixa eu contar um segredo: "imprevistos de verdade são poucos, pouquíssimos".

Vamos colocar um caso usual. Ano que vêm "você" pagará a conta de luz, gás, água, condomínio, aluguel, plano de saúde e gastos com alimentação/supermercado e, talvez, transporte. E sim, você pode estimar os custos de todos esses itens. Como ? Pegue todos os gastos do ano de 2008, faça a média, multiplique por 1,1 e você tem os gastos médios de 2009 em um cenário quase pessimista (otimismo em alguns itens, pessimismo em outros, dá certinho na maioria). Se tiver a planilha de custos passada do ano de 2007, verifique qual foi o aumento que cada um dos seu itens teve em 2008, use 1,1 para todo item que tiver tido um aumento menor que 10 %.

Mas há um erro nessa planilha, um erro GRAVE. Ela não incluí os assim chamados "imprevistos". E eu posso dar um exemplo. Eu sempre projeto que vou gastar 700 reais com dentista todos os anos. Sabe quando eu gastei mais de 350 ? Nunca, mas todos os anos está lá, marcado, 700 reais... Pessimismo ? Alguns dizem que sim. Eu digo que se um dia eu precisar desses 700 eles vão estar reservados, separados na minha contabilidade futura e tudo que eu não usar sobra como "lucro" no final de ano.

Eu também sei que em 2009 o pessoal do trabalho deve sair para comemorar alguma coisa. E eu sei que isso deve ser de 4 a 6 vezes (duas defesas de colegas, dois aniversários - o do chefe e mais um - o fim de ano e uma despedida) e eu sei quando podem ocorrer defesas, quando são os aniversários mais prováveis, e quando será a festa de fim de ano ... o que eu não sei é quando será a despedida de alguém (despedida/bota-fora - ninguém morreu não, tá ?). Eu sei em que cada uma dessas ocasiões existe a possibilidade de eu gastar de 30 a 60 reais. Oras, assuma que serão 50 reais. Distribua esses gastos nos meses mais prováveis e o que não fizer idéia, coloque em agosto.

Eu sei que eu vou querer comprar um ou outro livro, que eu vou querer um ou outro DVD e que irei ao cinema algumas vezes. Oras, você PODE prever quanto você vai gastar em cada um desses itens. Para dizer a verdade, esses itens você pode definir quanto você quer gastar - coloque um teto.

E Novamente, parecendo pessimista, mas é verdade, raramente você termina um ano sem comprar remédios (e eu falo de remédios adicionais a remédios de uso contínuo). Quanto você gastou com esse item no ano de 2008 ? E em 2007 ? Você sabe ? Sim. Então você sabe quanto você vai gastar em 2009, no cenário pessimista, você vai ter um ou outro problema que na média pode ser muito parecido com o passado. Ok, mas em 2008 eu fiz um tratamento caro, me curei e não estou mais prevendo esse gasto, estou certo ? Sim. Não faz sentido prever gastos exagerados ou ser pessimista demais. Mas note que em 2007 você não previu que teria gastos com um tratamento caro em 2008. Não cometa o erro de achar que de que nada vai acontecer, se não acontecer, é dinheiro no final do ano, e se acontecer você não terá que se preocupar com os custos.

E se eu perder o emprego ? Existe essa possibilidade ? Até existe. Mas são raros os casos que isso realmente vem do nada. Sinais de que existem problemas a vista normalmente ficam claros com 2 ou 3 meses de antecedência. Além disso, você terá direito a seguro desemprego e outras coisas que normalmente permitem uma vida por algum tempo. Certamente se você passar por isso, vai precisar mudar suas projeções. Mas a menos que você já acredite que isso vai se tornar um realidade, não deve ser uma preocupação grande. Na pior das hipóteses, com todos os gastos já listados, será mais fácil saber onde cortar o que para contornar o problema.

Faça um pé-de-meia. Se for possível - claro - inclua um pé-de-meia mensal. Serve como um seguro pessoal contra os piores cenários. Então, inclua isso no orçamento e com valores que você realmente pode comprometer. Deixo as dicas de investimento para quem sabe do que fala.

Mantenha uma lista compras. Nela, coloque tudo que quer comprar, seja viável ou não. Exemplo, eu quero comprar a coleção de DVDs do 007 que vem em maleta e custa mais de 1000 reais e também quero comprar um ilha, um barco. Nada disso é viável para mim. Mas eu também quero comprar um fone de ouvido descente. Eu quero comprar um novo DVD player e uma nova TV. E isso é, em termos, viável aos meus recursos (embora, não de uma única vez). Mas note que eu não quero comprar um carro. Não é necessário definir o que você não quer comprar, mas definir de forma clara o que quer comprar é importante. Tente ajustar o que considera importante ou possível de comprar em 2009 nos meses que tiver dinheiro para fazê-lo (por exemplo, minha TV está com defeito, não sobreviverá 2009, logo eu precisarei substituí-la). Muitos dos itens não se enquadram no seu orçamento - no meu caso, a ilha e o barco são sonhos que hoje são impossíveis (otimista, eu não ? Felizmente sonhar e de graça). E fique de olho na próxima questão.

Resista ao máximo as tentações ou planeje quanto você vai gastar com elas. Existem pessoas que são realmente compulsivas, essas precisam de acompanhamento médico. As demais, pensam nas oportunidade imperdíveis do momento. O problema é que existem inúmeras oportunidade imperdíveis. Mas algumas são mesmo imperdíveis, oras, renda-se conscientemente. Planeje quanto você pode gastar com as oportunidade imperdíveis. Como você vai saber ? Fácil. Quanto você poderia ter gasto em 2008 ? Isso lhe dá uma idéia de quanto você pode gastar em 2009 ? Mais ou menos, mas certamente é melhor que nada. Observe também que tudo que você deseja está na lista de compras, portanto, tentações somente vão ser tentações se estiver na lista de compras, do contrário sua lista não foi bem feita.

Ei ! E não se esqueça dos impostos. Estou falando do IPTU, IR, IPVA e todas aquelas siglas que existem.

Caso tenha filhos, não se esqueça deles também. A questões relativas a filhos que transformam o problema econômico em um problema emocional. Mas até isso é previsível. Superestime esses gastos.

Uma questão importante. O que te faz pensar que eu tenho gastos excedentes ? Eu ainda não falei de excedentes em si. Note que eu estou assumindo que você quer passar o ano no azul. Isso significa ajustar os seus gastos aos seus ganhos. Oras, não dá para comprar DVD, ir ao cinema ou comprar livros ? Não tem problema, dá para ir ao jardim botânico (na cidade que tiver um, claro), passear pela cidade, ir a praia (em cidade litorâneas, claro) e outras coisas que podem estar mais ou menos disponíveis dependendo de onde vive. Dá para se divertir sem gastar. Então, esse pode não ser o problema. Diga-se de passagem, quem é do Rio é privilegiado.

O problema, muitos dirão, é que não dá para o básico. Aí a questão é que seu básico não é adequado ao seu orçamento. Não dá para considerar isso de forma mais suave. Veja bem, se não der para comprar comida, pagar água e luz (supondo que tenha casa e ela seja própria). Tem algo errado. Ah ! Mas o plano de saúde é caro demais. Concordo. Não dá para viver sem ele. Concordo em partes. Esse é problema mais comum. Por aqui, viver sem plano de saúde pode ser um problema sério, mas se você não consegue pagar as contas básicas que tem mantém vivo, o que você pretende fazer ? Não dá para fazer mágica. No máximo pode tentar dividir os custos de moradia com mais alguém, mas mágica não dá para fazer. É uma situação triste ? É. Muitos porém, não possuem planos de saúde algum, mas possuem carro, TV, DVD player, e outros itens. Ok ! Isso é válido. Mas saiba que sua escolha, foi uma escolha tão planejável quanto qualquer outra. Não dá para colocar a culpa no planejamento.

O ponto central é que quando se diz, corte os custos, estamos dizendo: "elimine os excessos". Mas também estamos dizendo: "se necessário, diminua seu padrão de vida". Isso não é considerado como sinônimo pela maioria da população. E para falar a verdade é uma frase bem triste.

E por falar em excedente. No final do ano de 2009 você pode ter a grata surpresa de ter algum dinheiro a mais no bolso. Sim, acontece. Eu por exemplo, tenho um excedente de 12 reais todo mês. Significa que na minha planilha de 2009 estou listando todos os meus ganhos, ajustando todos os meus gastos e sobraram 12 em cada mês (na média). No final do ano são 144 reais que serão somados ao que foi previsto e não foi gasto durante todo o ano (exemplo, o dentista, que como eu disse, eu sempre estimo mais do que gasto).

Esse excedente pode ter três destinos. O primeiro é ajudar no ano seguinte, ou seja, no início de 2010 você usa o excedente de 2009 para passar pelo início do ano, que sempre tem mais gastos. O segundo destino é o acumulo - junte ao pé-de-meia. E o terceiro é comprar algum item interessante para você mesmo que (de preferência) estava na sua lista de compras, mas que não estava com a compra prevista para o ano até o momento.

O planejamento não resolve a questão do como colocar dinheiro dentro de casa, mas de dá uma visão clara do que deve/pode ser feito durante o ano e na pior das hipóteses o quanto deve-se ganhar para manter aquele planejamento.

Eu também costumo fazer mais de um planejamento. Isso me permite ter uma visão otimista, pessoal, muito pessimista, restritiva (ou seja, só com gastos fundamentais) e provável da minha situação (a pessoal é a que eu uso, que é apenas um pouco mais pessimista que a provável). Também me permite pensar antecipadamente o que eu faria se certas coisas acontecessem. Exemplo, o "cano do banheiro furou". É possível ajustar o orçamento ? E considerando o orçamento provável ? No cenário otimista é possível ? Se no cenário otimista não for possível é possível no cenário restrito ? Aí eu sei que se nesse último não for possível, não há como resolver o problema sem entrar no vermelho ou sem recorrer a algum recurso externo (seja o pé-de-meia ou um empréstimo).

Se exercitar sua capacidade de estimar diferentes cenários, verá que os imprevistos são realmente muito, mas muito raros e pode até ser contornados com eficiência pelo pé-de-meia ou mesmo pelos gastos que foram estimados, mas não foram consumidos.

Muito importante ! Seja sincero nas suas estimativas. Não se traia. Se não estiver interessado em manter os controles das contas, nem perca tempo começando. O compromisso deve ser sério, do contrário, não adianta nada. Ser otimista demais ou pessimista demais pode lhe oferecer perspectivas interessantes, mas só isso.

Conforme for passando o ano, vá substituindo os valores previstos, pelos valores realmente gastos (não deixe de passar um mês sem atualizar). Isso vai lhe permitir entender bem como vai sua vida financeira e te ajudar a otimizar os recursos no caso dela ter uma súbita e agradável melhora ou a antecipar os problemas que estejam se formando.

E só para constar, eu uso o moneylog para gerenciar minha vida financeira. A prova mais eficaz que não é necessário mil opções para colocar o orçamento no papel. Aqui vai o link para o moneylog v3, mas eu ainda uso a segunda versão.

Note também que planejamento financeiro guarda implicitamente muitas das técnicas do GTD. Por exemplo, colocar fora da sua cabeça tudo que pretende comprar em curto, médio, longo e longuíssimo prazo. Seja real ou não. No orçamento, é possível definir com clareza se o que pretende fazer é compatível com que pode ser feito.

Wednesday, November 19, 2008

Gmail ganhou suporte a temas !!!

Daqui a algum tempo a internet inteira vai dar a mesma notícia. Fica até chato. De qualquer forma, o Gmail implementou o suporte a temas e eu já ganhei o meu.

Para te dizer a verdade, eu testei todos os temas que eles disponibilizaram e o que eu mais gostei foi o novo "default" (o velho padrão virou "classic", mas mesmo assim ficou ligeiramente diferente).

NOTA.: Dá uma sacada nas tags que eu utilizei para classificar esse tópico !!! Expressa bem minha opinião sobre o assunto. Se não fosse no Gmail, não valeria a nota

Sunday, November 16, 2008

Os meus aplicativos Google

Depois de ter voltado ao Google Reader e abandonado de vez o Bloglines, eu listei os aplicativos do Google que eu tenho utilizado atualmente
  1. Gmail - Esse é o meu preferido. Dificilmente eu deixaria o gmail.
  2. Google Reader - Já falei muito do porque estou usando ele.
  3. Google Docs - Bom, eu poderia substituir esse pelo Zoho, mas não fiz.
  4. Google Calendar - A integração com o Gmail, mesmo quando era precária ou dependia de scripts, a integração é um recurso fundamental.
  5. Google Groups - Como usuário, ele não é escolha minha, embora ele realmente tenha superado o Yahoo! Groups com facilidade.
  6. Google Notebook - Eu juro que eu tentei usar o Tomboy, mas aí eu precisei de uma nota que eu tinha feito que estava no meu computador e aí eu percebi que era importante manter o sincronismo com a internet. Por falar nisso, esse sistema é muito bom.
  7. Picasa - Está aí um "perdedor" que eu uso. Eu acho que sou a única pessoa que eu conheço que não conseguiu usar o Flickr.
  8. Google Translate - Eu usava o BabelFish. Mas a nova versão do tradutor do Google está muito melhor.
  9. Blogger - Óbvio, não ? Deixa eu dar uma dica... veja !!!
  10. Web History - Veja bem ... eu uso o Google para fazer pesquisa.
  11. Google Alerts - Mesmo que o anterior. Não faria sentido usar outro sistema.
  12. Knol - Muito potencial, mais eu ainda não uso. Estou pensando se faço isso ou se deixo documentos compartilhados do Google Docs.
  13. YouTube - Não é que eu goste do YouTube, quem coloca o material de vídeo na internet é quem gosta do YouTube. E eu vou ver ...
  14. Google Sites - Uso para completar o Blog disponibilizando a partir de uma conta nele os arquivos para download.
  15. Orkut - De fato, usar é a palavra errada. Eu ativei a minha conta, mas não uso, não aceito convites e não escrevo no perfil de ninguém. Ativei a conta porque tem muito material que está publicado no Orkut que merece a atenção. Veja esse material de tópicos sobre física.
  16. iGoogle - Eu não uso, mas de vez em quando é ele quem abre para mim quando eu digito pelo sistema de busca.
  17. Google News - Eu uso o Google News porque é a forma mais fácil de acompanhar as notícias sem se fixar em uma única fonte/tendência de informação. A variedade é a chave. Sabendo usar o sistema, você não fica supersaturado.
  18. Google Talk - Conseqüência de usar o Gmail. Muito embora o uso que faço desse aplicativo seja pequeno.
  19. Google Maps - Já foi o tempo que para chegar em algum lugar você precisava pagar para ter essa informação em forma de mapa. Incluí-se aqui o Google Earth.
Resumindo, eu não preciso do Knol, o Picasa é a minha escolha, mas é a escolha ruim do mercado e o Google Docs tem substituto a altura. O YouTube e o Orkut não são escolha minhas, mas sim, uma necessidade de acessar certas informações.

De qualquer forma, fica claro que eu tenho uma grande dependência do Google. Francamente, eu não gosto disso, mas é verdade...

[update]
Fiz uma pequena atualização adicionando os itens 17, 18 e 19 a lista.
Outra coisa, eu não coloquei as divesas formas de pesquisa na lista intencionalmente. Considero a classificação delas como serviço direto ao usuário algo dúbio (pode ou não ser assim chamado).
[/update]

Bloglines, problemas ... de novo !!!

Pela segunda vez depois de ter voltado a funcionar, o Bloglines voltou a funcionar !!!

Aposto que não entendeu nada, não é ? Bem, eu explico... ou melhor, não explico, eu mostro. Veja o primeiro, o segundo e o terceiro anúncio de retorno ao funcionamento. Observe que estamos falando de 20 de outubro, 13 de novembro e 15 de novembro de 2008.

O anúncio do dia 20 de outubro está relacionado ao meu tópico antigo previamente mencionado. Os outros 2 eu nem falei. E eu não falei porque muito a contragosto eu estava voltando ao Google Reader depois de tanto defender o Bloglines (eu estava até induzindo outros a mudar para o Bloglines, lamento por ter me ouvido !).

Eu continuo achando que o Bloglines Beta está melhor que o Google Reader em termos de funções, mas as inúmeras paradas sem explicação alguma me fazem perder tempo. Eu até posso deixar para ler alguns tópicos com 2 ou até 1 semana de atraso, na verdade hoje eu estava lendo muito do que foi publicado na semana passada. Mas eu monitoro todos os artigos científicos que me interessam pelo RSS. Se esse feed parar ou perder alguma atualização pode me fazer perder muito tempo no futuro, tempo que eu não precisaria perder.

Para quem usa o RSS com um foco mais profissional, a confiança na atualização é importante. E isso eu não consigo ter mais com o Bloglines. Infelizmente. O que me faz lembrar, com um certo receio, quantos aplicativos do Google você tem usado ultimamente ?

Saturday, November 01, 2008

Novo template no ar !!!

Ainda falta alguns ajustes... mas tem esse blog finalmente tem um novo template.

Para quem espera algo inovador, não espere. Ele é um dos padrões disponíveis para o blogger. Largamente utilizado pela internet, com algumas personalizações de cor e estilo.

E eu continuo seguindo o princípio de que mais é menos.

Além das cores, as principais modificações são que agora o template é adaptativo a resolução utilizada e que o link para assinar o feed dos comentários ganhou um merecido destaque na barra lateral.

Aliás, endereço dos feed de todos os comentários desse blog é:

http://jfmitre.com/feeds/comments/default

Todo blog Blogger que não tenha sido configurado em contrário possuí um feed de comentários na forma apresentada, substituindo o domínio adequadamente. Tenha em mente, entretanto, que cada tópico desse blog possuí um feed próprio, ou seja, ninguém precisa acompanhar todos os comentários feitos no blog para acompanhar os comentários de um certo tópico de interesse.

Opiniões positiva e negativas serão bem muito recebidas.

Sua senha é "forte" ?

Há um ano e meio atrás eu escrevi um texto que levantava a preocupação que eu tinha sobre a "força" das senhas.

Recentemente, eu li no Lifehacker, sobre um site que criou uma calculadora que estima o tempo que levaria para quebrar um certa senha. Vejam os resultados por si mesmo.

Uma nota na parte de baixo dessa página chama atenção sobre a origem desse algorítimo. Recomendo, fortemente, olhar essa planilha criada pela Mandylion Labs , porque é onde está o manual do programa e instruções de como utilizar os campos. Note apenas que a planilha foi criada em 2004 e o aplicativo online foi criado esse ano, então é interessante ler a planilha para saber o que escrever em cada campo e usar o aplicativo online para uma melhor precisão nos resultados.

Outra observação interessante é que o poder computacional utilizado na estimativa foi considerado 10 % do poder de uma máquina atual. Eu não sei qual é a opinião geral sobre isso, mas eu dividiria o tempo por 5, para obter o resultado caso a máquina usasse 50 % do seu poder.

Por fim, lembro que a maior parte dos sistemas que existem no mercado travam as tentativas de quebrar a senha após um certo número de falhas. Isso fornece certa tranqüilidade com relação a aquela sua senha de banco que 8 caracteres puramente numéricos.

Wednesday, October 29, 2008

Qual é o IP mesmo ?

Eu nunca tinha pensado nisso...

ifconfig dsl0 | grep -o '[0-9]\{1,3\}\.[0-9]\{1,3\}\.[0-9]\{1,3\}\.[0-9]\{1,3\}'| head -1

Basta utilizar a interface adequada (no exemplo, dsl0). Perfeito para scripts.

Essa dica foi adaptada, quase copiada, do Tech Observer: Linux and Open Source

[update]
Do comentário de "Anônimo" temos:
ifconfig ppp0 | grep -oE '([0-9]{1,3}.){4}[0-9]{1,3}'| head -1

Com a dica dele eu pensei: porque não a forma ...
ifconfig dsl0 | grep -oE '([0-9]{1,3}.){4}'| head -1


e não é que funcionou ???

Valeu "Anônimo" !!!

Eu ainda tenho quase certeza de que esse comando pode ficar menor (o grep é uma caixinha de surpresas)... não se intimidem em contribuir...
[/update]

Tuesday, October 28, 2008

Google Calendar e Google Docs no Gmail

O Gmail Labs adicionou, finalmente, a integração do Google Calendar com o Gmail e de quebra, adicionou uma integração com o Google Docs. Embora a integração com o Google Docs seja inesperada (por mim, pelo menos) a com o Google Calendar veio tarde.

Wednesday, October 22, 2008

E o Bloglines voltou a funcionar ...

Finalmente resolveram o problema da atualização (que não era apenas com o feedburner) dos feeds no Bloglines. De quebra, vários feeds que estavam com o código em cache foram atualizados (exemplo, o Planeta GNU/Linux que teve o RSS modificado recentemente e que ainda não tinha sido atualizado no Bloglines).

Pela saga, volto "novamente" ao Bloglines. Eu realmente gostei da idéia que eles deram para a salvar e navegar nos itens (mais informações). Contudo, ir de um lado para o outro a toda hora é cansativo. Se repetirem os problemas, creio que será o fim do Bloglines para mim...

Aliás, será que eu sou o único a escrever em português que pensa que ter apenas um único agregador de RSS online eficiente no mercado é um monopólio exagerado ? Vamos lá ... o Bloglines (quando funciona) é o único desse aplicativos que possuí porte e estilo para concorrer com o Google Reader. Se ele cair, fica apenas o Google Reader. E isso é ruim, MUITO ruim.

Friday, October 10, 2008

Foi só elogiar ...

Foi apenas eu elogiar o novo Bloglines, o Bloglines Beta, para esse começar a apresentar problemas mais sérios. No momento, vários feeds que estão vinculados ao feedburner e não estão funcionando adequadamente no Bloglines (seja beta ou tradicional). Não são todos, mas são muitos, e que estão funcionando adequadamente no Google Reader (ao qual eu tive que voltar por conta desse problema)

Fico na espectativa de que a culpa seja somente do Bloglines. Ele possuí um antigo histórico de problemas com o feedburner, em todo caso, eu não esperava um novo problema repentinamente. Note que seria muito decepcionante descobrir que essa falha não é culpa exclusiva do Bloglines - que não se pronuncia a respeito e cujo o fórum têm mais spam do que mensagens.

Wednesday, October 08, 2008

São 3 anos !!!

No dia 8 de Outubro de 2005 às 22:10 o seguinte tópico foi publicado (mantendo os erros de escrita que eu só vi quando escrevi esse texto):
Primeira notícia
Este blog acaba de ir ao ar!
O Objetivo deste blog e me auto auxiliar na indexação comentada de documentos, tutoriais, dicas e informações gerais
Impressionante. Pode parecer egoísmo ou falta de confiança, mas eu nunca acreditei que esse blog teria as dimensões que possuí hoje. É uma simples questão de estratégia. Eu criei o blog por um motivo, não achei, por pura ignorância do modis operanti da coisa, que alguém fosse achar o meu blog.

Foi com muita surpresa e satisfação que eu percebi que outras pessoas também liam esse blog e que também eram favorecidas por aquilo que eu escrevia. Espero, francamente, que de alguma forma eu possa, um dia, comemorar o aniversário de 10 anos de blog. Eu espero apenas que o português não seja mais tão maltratado !

Wednesday, October 01, 2008

Bloglines Beta vs Google Reader

Me lembro como se fosse hoje o dia que decidi acompanhar notícias por RSS. Eu fui entusiasmado em busca de uma solução "perfeita" e acabei ficando com o Bloglines. Na época, o Google Reader não existia e eu não queria um leitor de desktop (na época também tinham muitos problemas, pelo menos os de versão linux).

Alguns meses depois o Google Reader surgiu e eu vi um dos piores aplicativos online para leitura de RSS até então disponível. Sim, quem viu lembra. A primeira versão do Google Reader era completamente inútil se você tivesse mais que 50 feeds para ler (a quem diga - eu por exemplo - mais que 1 feed já era problema, mas deixo a polêmica a parte). Então, o Google, que não é bobo, atualizou seu aplicativo para algo muito próximo do que temos hoje. E no caso, algo bem superior em vários pontos que existia então no Bloglines. O Google simplesmente copiou tudo que o Bloglines fazia e acrescentou diversos recursos que todo mundo pedia e o Bloglines nunca implementava. Eis então que a roda gira e os usuários migraram do Bloglines para o Google Reader.

E o Bloglines não morreu. Ele tentou recuperar o crédito inseriu um recurso chamado Playlist (disponível até hoje na versão não beta do bloglines e que tentava competir com a forma de organização do Google Reader). E dizem as más línguas que ele nunca foi superado como o aplicativo mais popular no EUA (questionável, afinal, podem ser contas inativas, eu mesmo nunca deletei minhas 3 contas no bloglines, mas ... outra polêmica que fica para quem quiser).

Havia "um" problema. Toda a crítica feita (vamos dizer: 99 %) pelos blogueiros ou revistas especializadas aponta o Google Reader superior ao Bloglines. O Bloglines ouviu isso e quebrando todos os paradigmas fez a única coisa possível de ser feita em um caso desses. Criou um novo aplicativo do "zero". E o lançou como "Bloglines Beta".

Na ocasião do lançamento, ele parecia um Bloglines melhor, sem muitos recursos ou funções que chamassem a atenção para ele. Hoje, ele é uma cópia do Google Reader, com recursos adicionais e particularidades únicas, mas uma cópia estrutural tal qual o Google fez quando modificou o Google Reader para o visual atual.

Vamos colocar desse ponto. O Bloglines Beta não faz tudo que o Google Reader faz por que é um beta em desenvolvimento com uma "to do list" visível, tipo: vamos acrescentar o suporte a dispositivos móveis (algo ainda não feito enquanto escrevo esse texto, mas que existe na versão não beta do bloglines - dizem que é bom, eu nunca usei.).

A navegação entre os feeds do Bloglines Beta e o Google Reader é exatamente a mesma (com a opção secundária de ler o Bloglines Beta da mesma forma que se lê no Bloglines atual). Estrutura de diretório no Bloglines e Labels no Google Reader. O que significa que o mesmo feed pode estar em dois labels no Google Reader e apenas em um diretório no Bloglines. Para mim é indiferente. De qualquer forma, os itens vão sendo marcados como lidos individualmente no modo padrão de visualização de ambos. Nos dois sistemas também existe o modo de leitura de tópicos. Onde apenas o título é mostrado. E no Bloglines Beta existe um terceiro modo de visualização com 3-painéis que é similar a aplicativos de Desktop e ao Alesti (alguém ainda lembra dele ?). Vantagem para o Bloglines Beta, que permite 3 modos de visualização e cuja o modo é definido por feed ou diretório e não para todo o sistema como é no Google Reader (e existe a opção secundária de no Bloglines Beta de usar os modos de visualização no sistema todo, tal como no Google Reader). Ou seja, você pode querer ver um certo feed/diretório no modo de "3-painéis" e outro no modelo "quick" e outro no modo "full" e o sistema vai lembrar dessa configuração que você fez sempre que abrir aquele feed/ diretório.

O Google Reader permite marcar um artigo em um certo "marcador" e compartilhar essa label marcada como share. O Bloglines permite salvar um um certo artigo em um certo diretório e permite definir esse diretório como público. Portanto, ambos tem uma função similar. Ocorre que naturalmente o Google Reader tem uma integração melhor com o Gmail e possuí um compartilhamento mais sofisticado entre amigos e o Bloglines organizou melhor o lugar onde ficam os feeds salvos.

Embora eu não acredite que o compartilhamento entre amigos do Google Reader possa ser superado, eu diria que em termos práticos, é mais fácil achar material compartilhado no Bloglines. A baixa adesão do compartilhamento entre amigos do Google Reader é o motivo dessa observação. Conheço dezenas de pessoas que usam o Google Reader (sei disso porque estão disponíveis para mim no Google Reader) só 2 delas usam o sistema para compartilhar algo. Assim eu creio que o modelo de compartilhamento impessoal do Bloglines seja mais eficaz.

O Bloglines Beta tem um recurso chamado "My Start Page", lembra o iGoogle, porém, comparado ao iGoogle é muito inferior, sendo superior "apenas" as possibilidades de página inicial do Google Reader (era só isso que ele tinha que ser, então não é para pensar negativo por conta desse "apenas"). De qualquer forma, me parece que ele quer ser uma página inicial "quando crescer".

Em poucas palavras, deixei o Google Reader de lado e voltei para o Bloglines, mas para usar o Bloglines Beta. Ele possuí tudo que eu gosto no Google Reader e melhorou muito a forma de salvar os artigos de interessante (superando o Google Reader nesse ponto). Seu modo diferenciado de visualização também é um atrativo a parte. Há feeds que eu quero ver no modo de 3-painéis, exemplo, notícias de jornal, e outros que eu prefiro ler no modo full, mas o grande ponto é que eu defino o modo de visualização individualmente. Isso é muito bom.

Uma questão interessante é que você usa o Beta ou o Tradicional de acordo com sua vontade. Ou seja, se algo der errado no Beta, você pode viver no Tradicional por algumas horas até alguém corrigir o problema. Outro ponto, é para os paranóicos. Eu, por exemplo, já estou começando a ficar incomodado com a minha dependência do Google. Com a mudança, dos meus 8 principais aplicativos online, "apenas" 5 são do Google.

O lado negativo dessa história é eu retirei os tópicos compartilhados do blog. Não faz sentido manter esse sistema se eu não usar o Google Reader (acho que o Bloglines Beta vai permitir o mesmo recurso em um futuro próximo). Eu vou buscar uma solução alternativa. Pensei em algumas coisas, mas ainda não testei. Quando e se acontecer eu apresento o como eu fiz isso.

Aliás, a estabilidade do Bloglines Beta é aceitável, ou seja, você vai ver algumas coisas esquisitas, mas não vai ter grandes problemas. De qualquer forma é razoável manter um backup atualizado do opml. Nunca se sabe ... nunca se sabe...

Segue algumas imagens do "Bloglines Beta" (tiradas recentemente da conta que eu uso para gerenciar o blogroll ao lado). Clique nas imagens para ampliar.

Primeiro temos o modo full. "Cópia" do estilo difundido pelo Google Reader.
Tal como o modo "quick" também é uma cópia de um estilo difundido pelo Google Reader ("list view")
E de forma diferenciada, tempo o modo de visão em 3 painéis, estilo comum nos leitores de desktop e do Alesti.
Observe também o "My Start Page", muito melhor que página inicial do Google Reader, muito pior (menos recursos) que a maioria das "primeiras páginas" existentes por aí, tipo iGoogle.
E por fim, uma imagem da região onde você gerencia os artigos salvos. Note que eu tenho três diretórios nessa conta. Posso criar quantos eu quiser e eles ficam separados dos feeds. Para ver os itens salvos, pode-se selecionar qualquer um dos modos de visão.

Sunday, September 28, 2008

De quem é esse pendrive ?

Creio que a maioria de nós usa pendrive. Talvez, todos nós tenhamos pelo menos um.
Usualmente, os pendrives eram formatados com FAT 16. Isso é um sistema de arquivos muito ruim e universal. Muito ruim, porque, bem ... é muito ruim e eu não vou listar a longa lista de problemas desse sistema de arquivos. E é Universal porque eu não conheço sistema operacional que não saiba ler e escrever nesse tipo de partição. É fato também que os pendrives grandes (maior que 2 GB) vêm com o FAT 32. Ele não é tão ruim como o FAT 16 (embora também seja ruim) e mantém a compatibilidade de seu antecessor.

Seja 16 ou 32, o fato é que o sistema é FAT. Isso têm vantagens, mas também tem problemas. E eu destaco dois problemas.
  1. Sistema de arquivos que não suporta permissões avançadas (tipo "dono", só por exemplo).
  2. Insegurança. Extremamente frágil e compatível com qualquer computador ... você não guarda sua senha do banco nele, não é ?
Dito isso, eu atualmente mantenho dois pendrives. Um pequeno com o sistema FAT 32 para transporte entre sistemas operacionais ou para apresentações em ambientes externos e outro grande, com um sistema de encriptação a prova de curiosos. Mas não é sobre o sistema de encriptação que eu quero falar hoje, mas o que está dentro do sistema de encriptação (falei nisso apenas para ilustrar o meu caso real).

Encriptado ou não, uma partição precisa ser formatada. Aí entra uma escolha. FAT ou um sistema *NIX (tipo "ext3"). Minha escolha foi o ext3. Sem problemas, certo ?

Mais ou menos...

Se você usa apenas um computador isso não é problema. Se você encaixa esse pendrive em mais de 10 computadores diferentes isso é um GRANDE problema se não existir uma política de mesmo ID em todos os computadores. Porque, nesse caso, você monta o pendrive e descobre que não tem acesso ao arquivo porque ele pertence a outro usuário do sistema... ok, se você tiver a senha de root isso não é problema (ou melhor, até é, porque é um incômodo), mas normalmente não é assim, certo ?

Para quem não entendeu... o GNU/Linux não reconhece o arquivo como sendo do usuário "joao" ele reconhece o arquivo como sendo do usuário "1015" na máquina Y, onde você criou o arquivo. Se o usuário "1015" for o "jose" na máquina X (máquina diferente), nessa máquina o arquivo "pertence" a "jose" não a "joao". Assim, você loga como "joao" e não consegue ter acesso ao seu dado, porque segundo o sistema ele não é seu.

O que fazer ? Algumas soluções:
  1. Montar o sistema de arquivos com a opção que ignora a propriedade definida do arquivo. Não recomendo, mas o ext3 permite isso (só cuidado com o comando mv, a princípio, essa solução funciona apenas para quem copia arquivos para o pendrive, não para quem move arquivos para o pendrive).
  2. definir permissão 777 para todos os arquivos que copiar para o pendrive. Também não recomendo. Entre outros problemas, prejudica a eventual sincronização de diretórios definindo permissões que não é usual para um certo arquivo. E não é prático. Você vai esquecer de mudar a permissão daquele arquivo que você precisa muito e com urgência... vai ver ... a solução 1 faz a mesma coisa e não precisa de lembrar de mudar a permissão.
  3. Usar um grupo comum a todos os usuários. Isso é uma idéia interessante. Se mantiver o hábito de permitir a leitura para os usuários do mesmo grupo (configuração usual da maioria das distribuições), isso é a solução. Só não esqueça de definir a permissão de escrita ao grupo no diretório base do pendrive (é necessário fazer isso apenas uma única vez).
  4. Permissão 777 apenas para a raiz do pendrive, sem se preocupar com o modo dos arquivos. Particularmente é a solução que eu uso. Existe o risco calculado de que não se possa ler um certo arquivo em alguma máquina, mas sempre será possível escrever no pendrive. Isso é o mínimo, certo ?
  5. Fazer uma abaixo assinado pedindo uma política de mesmo ID em todas as redes e subredes a qual você tem algum acesso. Em empresas isso pode até ter resultado ....
Apenas a solução 2 e 4 estão nas mãos unicamente do usuário. A solução 1 e 3 depende do administrador do sistema (mais a 3 do que a 1). A solução 5 depende da sua fé e das máquinas que nós estamos falando (Imagina a cena: "Crie uma conta para mim, mas eu quero o ID '2234'. Eis que respondem - na boa vontade -, mas esse já está em uso ... você tem que escolher outro". ).

A solução 4 evita a zona que ficaria se tivesse que sincronizar dados com o sistema se estiver usando a solução 2, contudo, existe o risco. Eu digo risco calculado, porque eu acredito que exista um certo controle sobre onde você vai colocar esse pendrive. Para os casos onde isso não é possível eu uso FAT. Assim eu não tenho que lembrar de modificar as permissões do arquivo.

Idealmente, em máquinas onde eu sou o usuário principal (e com a senha de root em mãos), eu defino o mesmo ID entre elas, de forma que o problema não ocorre, posso até sincronizar dados entre as máquinas via pendrive.

Até agora eu falei pendrive o tempo todo. Mas pense grande. Pense em um HD externo de 750 GB e vai ver que esse tipo de problema tem que ser pensado com carinho. Especialmente se for para manter uma cópia de sincronia entre duas máquinas separadas por uma conexão de rede de "baixa" velocidade (rede que não é gigabit).

Saturday, September 27, 2008

Screenshot Ubuntu vs OpenSUSE

Estava devendo essa a uma eternidade. Como promessa é dívida, paga-se ou morre tentando, segue então três imagens...






A primeira imagem é do meu Desktop atual, com o OpenSUSE. A segunda imagem também é do meu desktop, de uma conta "fantasma" (criada apenas para essa fotografia) que apresenta a configuração padrão do OpenSUSE. E a terceira imagem é a configuração padrão do Ubuntu (que eu peguei daqui)

Salvo o papel de parede e os ícones dos meus programas usuais, o meu desktop OpenSUSE passa fácil-fácil como um Ubuntu. Aliás, quase ... se você reparar na imagem do meu desktop ao lado (direito e esquerdo) do tomboy na barra superior (para quem não sabe, é o ícone amarelo que lembra o post-it) repara-se as duas únicas coisas que existe nesse desktop que não existia no meu desktop com o ubuntu. De um lado está o Yast e do outro está uma caixa que permite executar comandos para abrir aplicativos diretamente dali (algo muito útil).

Busca no blog

Já faz muito tempo que eu coloquei uma caixa de busca no blog (veja no lado). Isso foi feito em uma época que o Blogger ainda não era do Google. Depois disso, muita coisa mudou e a barra de navegação (que eu já não uso nesse meu blog) ficou realmente útil para esse tipo de busca.

Além disso, já existe um Gadget que faz o que o código do formulário ao lado faz sem grandes mistérios e ainda melhor integrado ao blog para diversos tipos de uso.

Ainda assim, é um dos pedidos mais freqüentes que eu recebo, seja por e-mail ou comentário (e que eu vergonhosamente não tenho respondido ultimamente. Sinto muito !).
Segue então, um arquivo com o código do meu formulário de busca.

Nesse arquivo você encontra o código que uso nesse blog, que funciona em qualquer plataforma de blog ou site, e um código atual e moderno que deveria ser a escolha de quem quer usar um sistema de busca no blogger atual (será que alguém ainda usa a antiga versão ?), mas que a priori não funciona em outras plataformas ou site.

E assim, eu começo a pagar as minhas dívidas. Espero que seja útil ...

Saturday, August 09, 2008

Vários filmes e uma crítica

Acho que estou exagerando nesse negócio de criar filmes com títulos pretensiosos, mas o objetivo é fazer uma limpeza da linha lista de filmes para comentar antes que eles se tornem antes que todos os cidadãos que viveram a época de lançamento do filme morram de velhice.

Então, dando continuidade ao processo, agora temos vários filmes, com comentários curtos. Quase todos os filmes dessa lista já estão em DVD, excessões, como "O Procurado e Hancock" são raras.
[update] Agora que vi que publiquei o texto sem fazer a revisão ortográfica. Um acidente e tanto ! Sorry ! Espero que agora não tenha ficado nada para trás. [/update]
  • Speed Racer - Eu pensei que esse filme ia ser pior. Não acreditei quando vi o resultado. Ficou um filme agradável de ser visto.
  • Eu Sou a Lenda - Oscila entre cenas fantásticas e cenas confusas. Achei exagerado a crítica positiva feita pela maioria na época, mas não compromete. Não é indicado para quem não gosta de pensar enquanto vê um filme. O que lembra, veja o final alternativo.
  • Hitman - Assassino 47 - Esse é indicado para quem não quer pensar. É preciso muito esforço para achar uma história nesse filme. Não é perda de tempo, mas está longe de ser qualquer coisa similar a bom
  • Diamante de Sangue - Drama/Ação de boa intensidade. É um filme politicamente correto que tem um desfecho muito bem realizado.
  • Volver - É um filme de Pedro Almodóvar. Preciso acrescentar algum outro comentário ? Mesmo o pior Almodóvar (que, na minha humilde opinião, não é caso) consegue ser melhor que muito filme por aí.
  • O Assassinato de Jesse James - Eu esperava muito mais desse filme. Achei interessante porque nele os "bandidos" e "heróis" do velho oeste são retratados como seres humanos, não como super-heróis que matam 500 caras com uma pistola.
  • O Procurado - É a pior adaptação de quadrinhos que já vi e creio que nunca verei nada pior, mas é um filme interessante. Só não se pode dizer que é uma adaptação de alguma coisa. Vamos dizer que é um filme mediano de um enredo completamente original. Aliás, a Fox nos quadrinhos tem a cada da Hale Berry. A pior parte mesmo é que eu fui ver isso no cinema...
  • Hancock - Invenção interessante. Possuí inúmeras mensagens subliminares, mas, por incrível que pareça, estas foram utilizadas com um artifício de propagar mensagens corretas, como amor, compreensão, respeito, coisa e tal. Eu espero que tenha um Hancock 2, já que nele nós já conheceremos o herói e os desafios podem ser mais dinâmicos. Ainda assim, vale lembrar que o charme desse filme está na origem. Está no princípio da mudança do antes para o depois. Um filme 2 pode ser uma oportunidade de aprofundar discussões ou de não fazer nada.
  • Cloverfield - Monstro - Eu esperava menos desse filme. Ele é muito melhor do que eu imaginei, mas muito mesmo. Para detalhes eu aconselho ler esse texto do Cardoso. Esse texto explica algumas coisas, e detalha as contra-indicações do filme. Aliás, obrigado ao Cardoso, porque se não fosse esse texto eu NUNCA teria visto esse filme. Quem ia acreditar que isso era bom olhando a resenha do filme ?
  • Babel - É um filme riquíssimo em conceito, mas é muito importante que esteja com disposição para ver filme. Eu achei um filme cansativo.
  • Memórias de um Gueixa - Um dos mais velhos da lista. É um filme excelente especialmente devido a fotografia do filme. Uma das melhores dos tempos recentes.
  • O Ilusionista - Esse é outro filme que eu esperava menos. Esperava menos tudo, mas no fim é um bom filme. Não é para quem gosta de bang-bang, mas também não é parado. Não é uma história de amor mel-com-açúcar (sim, mel), nem é completamente sem sentimentos. Um filme despretensioso e de qualidade.
  • Xeque-Mate - Nome imbecil para um filme muito bom. Eu ainda não sei o que é isso, um suspense/ação/drama ? Talvez tudo isso um pouco. Se gosta desses gêneros e ainda não viu esse filme, procure imediatamente por ele na locadora mais próxima.
  • O Mestre das Armas - É engraçado como Jet Li faz bons personagens e histórias quando seus filmes são feitos na China. É um filme do gênero "O Tigre e o Dragão", mas baseado em fatos reais.
  • A Rainha - Uma "Rainha" também é gente. Se você gosta de um drama de qualidade, interpretado de forma perfeita, esse filme é obrigatório. Até comprar DVD ! Fique atento a conversa entre a Rainha e o Primeiro Ministro no fim do filme e depois pense um pouco em tudo que aconteceu na história mais ou menos recente.
  • Conduta de Risco - Drama/Suspense envolvendo advogados. Um filme politicamente correto com um título prá lá de comprometedor. Deve ser muito difícil dar um nome a um filme. Esse filme vale apena ser visto por quem gosta do gênero.
  • Onde os Fracos Não Têm Vez - Um filme deve ter três elementos básicos. Começo, meio e fim. Esse filme não tem "Começo" e nem "Fim", ou pelo menos eles não estão presentes da mesma forma que supostamente deveria estar presente um um filme. Eu vi esse filme a um bom tempo e ainda não me decidi sobre o que achar dele. Certamente, isso, por si só, é surpreendente.
  • Tropa de Elite - Acredite ou não, só vi esse filme a pouco tempo. Achei ele muito melhor do que eu imaginei. É, provavelmente, a melhor comédia do cinema nacional dos últimos tempos. Sim, comédia, tem algumas situações tão absurdas, mas tão absurdas, que você não acredita que alguém possa ter imaginado uma coisa dessas. Aquela cena do carburador do carro !!! Impagável. E aquela história de mudar o corpo do bandido de lugar. Fala sério, eu rio só de pensar na situação. Tem alguns depoimentos bem impactantes, etc e tal. Mas é como se disse muito por aí, todo mundo que pode pensar sobre esse assunto, sabe que traficante depende de quem compra drogas e quem compra drogas tem dinheiro. Não sei porque polemizar um assunto tão batido. Aliás, eu ouvi gente dizer que o filme retratava um estado "fascista". Eu acho que eu desaprendi o que é fascismo. Se quiser levar para um lado político, diga que ele retrata um estado "totalitário". E só para constar, todo regime fascista é totalitarista, mas o inverso não é verdadeiro. O que me lembra, leiam "1984" de George Orwell. De qualquer forma, para mim o filme é uma comédia/ação com um certo teor de discussão político-social.

Tuesday, August 05, 2008

Três filmes e uma crítica

Algumas vezes a gente tem tanta coisa para fazer que têm filme que pega poeira na lista de "para comentar". Resolvi limpar essa lista em três partes, começando por esse texto.

Falemos sobre Apocalypto, Desbravadores e 10.000 A.C.. Todos, já disponíveis em locadora.

O tempo é aquele que reina a espada, machado e o arco e flecha. Aqueles que dominam o conhecimento são personagens místicos, que falam com sabedoria quase sempre por metáforas incompreensíveis, prevendo o futuro com uma precisão assustadora. A história é sobre uma pequena aldeia ameaçada por forças incrivelmente mais poderosas e mostra a luta de um homem para salvar sua família, contra tudo e todos.

De que filme eu estou falando ? Dos três. Francamente, isso é decepcionante. Parece que vai chegar o tempo que será possível fazer resenhas apenas com ctrl+c e ctrl+v. Fica pior quando percebemos que os três tem a mesma tonalidade fotográfica (pelo menos na maior parte do tempo) e a mesma narrativa conceitual, ainda que cada um tenha um acabamento e corte diferente.

De qualquer forma, os três filmes não são iguais.

Apocalypto não é, em termos de qualidade, nem sombra do que foi a Paixão de Cristo de Mel Gibson, mais segue o mesmo estilo (inclusive na questão violência), ainda que em uma tonalidade diferente. Ele se passa na América, alguns dias antes da chegada do espanhóis a região. Trata com uma certa "realidade" (realidade sobre o ponto de vista de alguns historiadores) o que se passava aqui quando os espanhóis chegaram (é aquela questão: como alguns homens com arma de fogo mataram milhões de usuários de espadas ? Ainda que fosse possível, faltaria munição - e não, isso não é o filme, o filme é apenas com os nativos, só estou situando o cenário). A história é mesmo aquela contada acima, mas aqueles não gostam de muita fantasia, podem ficar despreocupados. O filme termina e você diz a si mesmo: "isso poderia ter acontecido" (Ei, tem aspas ali, você viu, né ?). A realidade mata a fantasia, mas fantasia sobra nos dois outros filmes.

Desbravadores é um filme com um poster muito impressionante. Não se prende a uma América real, pelo contrário, deixa a imaginação fluir em uma hipótese velha da chegada do povo nórdico na América - mas tudo é completamente sem sentido - sob certo ponto, pelo menos. O retrato histórico aqui é apenas um efeito visual. Os acontecimentos são exagerados, extremos, bem ao estilo cinema pipoca. Não compromete muito - nem na narrativa - ainda que não seja algo que tenha o valido o ingresso de quem foi ao cinema ver o filme (e pensar que eu quase fiz isso !). Ainda assim, se gosta de ação com sangue e não quer prestar atenção em mais nada, esse é o seu filme. Ah ! Esse filme está cheio de "cenas comuns", ou seja, tem dezenas de situações que você já sabe o que vai acontecer porque já viu isso acontecer em vários outros filmes.

10.000 A.C. é uma adaptação de um quadrinho que eu nunca li. Então sobre isso, fico sem comentários. Como dito antes, o filme tem a mesma narrativa dos dois anteriores, um homem que quer salvar sua família. E sim, eu entendo que o conceito de família, nos três casos, seja o conceito de família tribal, ou seja, muito mais que uma ou duas pessoas, apesar destas serem sempre o foco. A história se passa na África e, como sugere o título, em um período muito mais antigo que os dois mencionados acima. Note que a África é mais rica em mitos conhecidos do que a América. É outro filme visualmente bonito, mas cansa. É o terceiro filme parecido em menos de 1 ano e meio (Apocalypto esteve no cinema no início de 2007). Ok, que tudo aqui é diferente. Os problemas, os ritos, etc e tal, mas quando se vê algo, se vê dentro de algo maior. Daqui alguns anos os detalhes sumirão da sua mente (na verdade são algumas horas). O que fica é o tronco da história, e isso não é nada.

Se estiver pensando em ver esses filmes, veja, mas não veja no mesmo dia. Você vai odiar o terceiro filme, não importa qual seja.
Se pensarmos em compra, eu sugiro apenas Apocalypto. Eu sempre penso naquele cenário onde você tem uma lista de desejos para comprar e não tenho dinheiro para tudo, logo nunca vai comprar tudo. Sendo assim, apenas Apocalypto vale o ponto de uma anotação. 10.000 A.C. também é bom, eu não comprarei, mas se tiver uma promoção assim, 3 por 10 reais é possível pensar no assunto (estou falando de DVD original de segunda mão vendido em locadora - a chamada revenda -, é melhor forma de economizar na compra de um DVD).

* O título do tópico é um trocadilho com título "Três solteirões e um bebê".

Wednesday, July 30, 2008

Gmail: melhoria no gerenciamento do spam

Senhores, antes de mais nada, eu não esqueci de ninguém. Eu sei que estou devendo uma imagem do visual do meu sistema, mas acontece que mal tenho tido tempo para respirar. Em vista disso, minhas dívidas acumuláveis vão acumulando.

Pois bem, então, o que eu estou fazendo aqui? Estou aqui para divulgar algo que realmente merece a atenção de todos os usuários do Gmail. O Gmail fez uma atualização no seu sistema de criação de filtros, sendo assim, agora existe a opção: "Never send it to spam". Percebe a importância disso ?

Sabe todas aquelas mensagens de sua lista de discussão que vão parar no meio do spam ? Sabe todas aquelas mensagens importantes de destinatários que não importa o que aconteça ou o que te enviem, você tem que receber ? Sabe aqueles sistemas de publicidade que as vezes você assina para receber e repentinamente percebe que perdeu uma ótima promoção que estava ali porque a mensagem foi parar no spam ? Pois é, está tudo resolvido.

Daqui por diante é válido possível criar um sistema de filtro tal que não importa o que aconteça, o o conteúdo, a mensagem será entregue. Eu já estou ajustando os filtros das listas de discussão que assino (e devia ter vergonha de dizer isso, porque mal participo) com a opção de nunca enviar para o spam não eliminar o e-mails nunca e tão logo termine isso, construirei um filtro apenas para impedir que eu perca mensagens de usuários importantes.

Mais informações, veja o link:Gmail Tip: Gmail Adds "Never Send It to Spam" Filter Option

Nota: Ninguém mais (além do link citado e do link citado no texto dela) comentou isso até agora, que parece ser uma novidade recém lançada (E pode não estar disponível em todas as contas). Nem o Blog do Gmail comentou até agora, nem outras fontes igualmente valiosas, como o underGoogle. Tenho certeza de que ambos vão fazer isso logo que descobrirem a novidade.

Monday, June 30, 2008

Ubuntu vs. openSUSE

O maior risco de quem faz uma comparação é cair na armadilha que é apontar uma forma melhor de fazer uma coisa, ou principalmente, julgar uma abordagem como sendo mais correta que a outra só porque ela lhe deu trabalho. Eu tentarei mostrar alguns pontos onde essas distribuições são diferentes, só isso. Será inevitável fazer descrições utilizando a palavra "melhor", mas eu juro que não é uma tentativa de dizer que um é mais correto que o outro. Ao me concentrar em fatos passados eu tentarei não ser influenciado pelo fato de que eu realmente gosto do Ubuntu (inclusive o meu openSUSE tem a cara - entenda temas, fontes e configurações visuais - do meu Ubuntu). A outra coisa é que por conta de objetivos profissionais, eu estou usando o openSUSE tanto na universidade (na versão 10.3) quanto em casa (na versão 11). Sim. Eu tive de deixar o Ubuntu de lado, pelo menos por hora. Vamos lá.

Placa de vídeo
Alguém que leia meu blog a um tempo já deve ter cansado de me ouvir reclamar da minha placa de vídeo de casa. Ela é o mais antiguado modelo da FX5200. Tanto o Ubuntu quanto as duas versões do openSUSE reconhecem essa placa adequadamente, mas em ambos os casos a instalação do drive proprietário feito da forma "fácil" não dá certo. O que implica em baixar e instalar o drive a partir do site oficial da NVIDIA. Ok. Aqui é onde se prova que esse negócio de drive proprietário é realmente ruim, e que as distribuições não tem nada haver com isso. Aliás, alguém conhece uma placa de vídeo que tenha recursos glx e drives opensource ? Eu não conheço nenhuma, e até lá eu terei de continuar resolvendo minha vida do "jeito que dá". Já na universidade a história é outra. O drive distribuído da forma fácil funciona maravilhosamente. A única crítica que cabe aqui é quanto a política de atualizações do Ubuntu. Não foi nem uma nem duas vezes que o ubuntu atualizou o kernel sem atualizar os módulos proprietários. Ok, uma coisa não é realmente vinculada a outra. Mas é, ao meu ver, uma falta de respeito com os usuários das placas com drives proprietários instalados permitir que seja feita uma atualização do kernel antes de ter uma versão adequada dos módulos proprietários. Se for um usuário iniciante o vídeo quebra sem que se perceba o motivo.

Instalação
É covardia fazer uma comparação com esse item. O openSUSE é muito mais completo e lento. Enquanto o Ubuntu é muito mais rápido e claro, mesmo quando comparado com a versão "alternative" (que é a versão que dispõem dos mesmos recursos de RAID e etc que o openSUSE). Talvez se fosse para se comparar a instalação do openSUSE através do live, existiria alguma forma dele ser mais competitivo nesse item em termos de velocidade e facilidade. A única vantagem do openSUSE fica por conta da possibilidade de instalar TUDO que está disponível. Essa facilidade é realmente extraordinária se você precisa de um sistema com todo uma classe de funcionalidades, envolvendo arquivos e pacotes que você nem sabe o que significa (estou falando de instalar todos os pacotes de desenvolvimento). Essa facilidade é circunstancial. Pode ser ou não útil para você. Para mim foi útil, mas reconheço que para a maioria das pessoas isso não seria verdade.

Softwares disponíveis
Outro ponto que é covardia comparar. Falando friamente, o Ubuntu/Debian conta com a maior base de softwares pré-compilados entre as distribuições atualmente ativas. Mesmo quando se ativa os repositórios das comunidades do openSUSE, o volume de software é menor que o do Ubuntu. Para citar exemplos, o Wallpaper-Tray não está disponível no openSUSE (nem no 11). Aliás, vale lembrar que o Ubuntu é uma das distribuição mais lembrada pelos desenvolvedores na hora de disponibilizar uma pacote binário por conta própria.

Estabilidade
O Ubuntu é baseado no Debian em desenvolvimento, polido como vem de lá, ajustado para algumas funcionalidades e versões, e lançado a cada 6 meses. Já o openSUSE tem política própria de pacotes. Me parece (eu não sei, estou apenas filosofando a respeito) que é utilizado a versão estável de cada aplicativo que assim se autodenomina. Com a excessão respeitosa aos pacotes das comunidades que se auto-denominam "instáveis". Resumindo. Se você quer jogar SuperTux sem se preocupar com os bugs, você precisa usar a versão que está no openSUSE, se quer jogar a versão em desenvolvimento, você precisa da versão padrão do Ubuntu, que é a versão que está no Debian unstable, mas que não funciona lá muito bem atualmente ... Se quiser jogar a mesma versão instável no openSUSE, ou terá de procurar na base binária da comunidade (e normalmente encontrará com uma informação que se trata de uma versão em desenvolvimento), ou compilará você mesmo o pacote. Em outra palavras, o openSUSE é mais estável do que o Ubuntu, quando você considera o conjunto inteiro de pacotes distribuídos pelos desenvolvedores e incluindo os softwares que não são oficialmente suportados pelas empresas que estão por trás dessas distribuições. Se você nunca instalar nenhum software do multiverse ou do universe na sua máquina ubuntu, é provável que nunca descubra o porque de eu dizer que Ubuntu é mais instável.

Versões
Para completar a idéia anterior, qual você acha que é a distribuição com as versões mais atuais dos softwares em geral ? Não se iluda. Não é fácil responder essa pergunta. No geral a lógica ganha e na maioria dos pacotes os do ubuntu são mais atuais. Mas nem sempre é assim. No dia que o openSUSE 11 saiu havia nele pacotes mais atuais que os respectivos no Ubuntu; já a política de updates e backports é mais natural no ubuntu que no openSUSE e faz os pacotes estarem quase sempre nas suas versões mais atuais. Algo que no openSUSE só é possível mantendo habilitado os repositórios instáveis da comunidade.

Vídeo, Som e etc
Aqui é outro ponto que não muda nada. Se quiser abrir arquivos proprietários de som e vídeo, você precisa habilitar repositórios extras que contenham tais aplicativos. Ponto final.

Yast (Gerenciador de Pacotes) vs Synaptic
Deus me livre e guarde. Se eu tivesse conhecido o openSUSE de antigamente eu nunca teria instalado ele no meu computador por conta do gerenciador de softwares que vinha com ele até a versão 10.3. Ele não faz nada além de torrar minha paciência e de querer que eu tome as decisões por ele. Algumas muito longe de ser simples. Ele é simplesmente péssimo em resolver dependências e mais lento que tartaruga. Felizmente isso mudou muito na versão 11. E ele já dá para chamar de software e já dá para pensar em comparar com o Synaptic. Ele ainda é mais lento e ainda é mais burro, mas já não é tão burro quanto os seus antecessores e nem tão lento a ponto de deixar você ir almoçar enquanto atualiza uma lista. Dá para conviver.

Yast (outros módulos) vs "Os diversos aplicativos Ubuntu"
Eu já li sobre quem sugerir que se tivesse uma central integrada de configurações no Ubuntu. Realmente, ter tudo no mesmo ambiente ajuda muito. Muito mesmo. Você sabe que se você não encontrar naquela lista não haverá outro lugar para procurar, logo o que você quer está ali.
Alguns módulos são realmente muito legais. Com o que configura a conexão DSL e o que configura o firewall, outros são muito exóticos. Como o que configura opções do Kernel. Do mais, a única vantagem visível de um sobre o outro é o lugar onde ele se concentram.

Programas proprietários e programas java
Uma coisa deve mudar em inúmeras distribuições, o java (agora totalmente opensource). Está ficando cada vez mais fácil instalar um programa que tenha sido feito para rodar em java através do gerenciador padrão de instalação. Por ser mais recente isso é mais fácil de perceber no openSUSE 11 (nem o 10.3 é assim tão fácil), mas duvido que demore a chegar nas outras distros. Já o outro lado é polêmico. Você quer que programas freeware estejam misturados as seus pacotes opensource no instalador oficial da sua distribuição ? Pois é. Isso dá muito o que falar, não? No openSUSE você encontra vários aplicativos com licenças diversas. Se isso é bom ou ruim fica para outro tópico. Por hora eu deixo aqui uma observação prática: "Você instalou o plugin para flash ? Você usa o Adobe Reader ? Então pelo menos dois softwares acima definidos fazem parte dessa lista de aplicativos não opensource instalados no seu computador".

Organização dos menus
Instale o Ubuntu e depois instale o kde-core. Vá no KDE e organize o menu. Volte no Gnome e veja o que aconteceu com o menu. Corrija. Volte ao KDE e veja como ele fica uma zona. Para quem nunca fez isso, saiba que uma das tarefas mais ingratas do Ubuntu é organizar um menu que fique igualmente organizado no Gnome e no KDE. É tarefa extremamente trabalhosa (mais possível, basta deletar todas as entradas e recriá-las manualmente em cada ambiente). Já no openSUSE isso não é problema. Os menus estão sempre organizados e organizados de forma consideravelmente inteligente nos dois ambientes (ou em tantos quantos você tiver que siga o mesmo protocolo). O único "senão" acontece se você instalar o KDE3 e KDE4 no computador. Ele criar algumas entrada duplicadas, mas isso não é problema expressivo, porque ao esconder em um menu, você também esconderá no outro.

Facilidade de uso
Esse é um tópico largamente utilizado por pessoas que fazem comparações entre distros, e que eu normalmente discordo muito. O que é "facilidade de uso" ? Linux é linux. Existem uns que vêm com softwares para fazer configuração de tudo e outros que não utilizam nenhum software gráfico para realizar configurações. Estamos falando da distribuição tal qual ela fica logo após que terminamos a instalação ? Ou estamos falando de quão intuitivo pode ser assumir que ali é o que você procura?
Para a mim esse tópico é muito obscuro. De qualquer forma, ambas as distribuições possuem aplicativos gráficos que estão acessíveis aos usuários iniciais. Em pouco cliques ele deve ser capaz de fazer o que quiser. Todavia quando eu abri o openSUSE pela primeira vez eu quase não descobri onde ficava o botão desligar. O motivo era o menu "inovador" que o openSUSE adota. Você pode dizer que isso é algo mais complicado ? Não. É algo diferente, mas 10 minutos depois eu estava desesperado por uma forma de colocar o menu clássico de volta para o lugar, quando fiz isso minha vida voltou ao normal. Então o que torna uma distribuição mais fácil de usar do que a outra é muitas vezes a praticidade com que você lida com certos elementos e princípios. Acredito que o menu clássico seja mais intuitivo, mas eu acredito isso por que "eu realmente acredito" ou porque "eu não consegui fazer o negócio funcionar ao meu favor" ? Em todo caso, como disse lá em cima, o meu openSUSE é igualzinho ao que era o menu ubuntu. Tema (cores, fontes, e ícones), configurações visuais, posições dos itens na barra de ferramentas, etc. Você só descobriria que era o openSUSE quando abrir o menu e ver que nele a organização é diferente do Ubuntu.

Considerações Finais
Para o usuário comum o Ubuntu está na frente em quase tudo, exceto na questão da atualização dos drives proprietários (especialmente devido a questão que mencionei sobre os drives de vídeo). Por outro lado, do ponto de vista de um desenvolvedor eu vejo a facilidade que é de encontrar, compilar e instalar bibliotecas e programas que não estão nos repositórios oficiais no openSUSE. Diga-se de passagem, esse foi o motivo de eu ter migrado para o openSUSE, é a distribuição que melhor lida com o código fonte da versão em desenvolvimento do OpenFOAM (o tal software de simulação CFD opensource que eu mencionei antes). Note que eu disse: "lidar com o código fonte". Seu eu quisesse usar apenas os binários, eu não precisaria do openSUSE, o Ubuntu dava conta direito e com folga. Eu ainda vou recomendar o Ubuntu para quem me perguntar sobre uma distribuição prática e fácil de utilizar. Talvez até por causa da instalação do openSUSE (que faz mais perguntas do que a do Ubuntu) ele não seja muito indicado para quem descobriu a palavra Linux ontem e quer usar sua primeira distro instalada. O curioso, para meu caso particular, é que eu só me lembro que uso o openSUSE quando abro o Yast. Em quase todo o tempo eu vejo e respiro o Ubuntu. Nada como um bom trabalho na configuração para fazer o visual ficar exatamente como sempre.

Sunday, June 29, 2008

Alterando o tamanho padrão da janela do Terminal do Gnome

Qual a resolução da sua tela ? Muito provavelmente é maior que 800x600. Ainda assim o tamanho padrão do gnome-terminal é aproximadamente o ideal para a mencionada configuração (com o detalhe de que gosto não se discute, claro !).

Bom. No meu caso, a janela ideal é de 115x37. Posso configurar quase todos os meus links editando manualmente os itens do menu com alacarte e adicionando "gnome-terminal --geometry=115x37" no lugar do simples "gnome-terminal" que lá se encontra (digo quase porque há links que eu criei manualmente, esse são editados por mim, não pelo alacarte). Mas ainda assim restará um problema: o "Abra no Terminal", que aparece no menu do botão direito do mouse ao usar o nautilus. Toda vez que abrir o terminal por esse link a janela abrirá o tamanho padrão atípico para os atuais tamanhos de tela.

Então nós configuramos esse tamanho modificando o tamanho em "Sistemas > Aplicativos Preferenciais" na aba "Sistema". Lá você seleciona "Personalizado" e coloca na lista de argumentos o --geometry=115x37. Feche o aplicativo e quando vai verificar ... não funcionou.

Eu realmente não sei porque ele não usa os argumentos... mas não tem problema. No mesmo lugar você pode substituir o "gnome-terminal" por "gnome-terminal --geometry=115x37" aí vai funcionar...

Mas vamos supor que esteja com problemas nisso também. Bom, isso também tem solução:

gconf-editor /desktop/gnome/applications/terminal/exec

na chave exec, modifique o "gnome-terminal" por "gnome-terminal --geometry=115x37" (é exatamente essa chave que é modificada na aba "Sistema" de "Aplicativos Preferenciais)"

Saturday, June 14, 2008

Quando mentir deixa de ser coisa feia ...

O Marcos, do Webcetera, fez uma promoção no dia da mentira. Eu ganhei com este texto eu escolhi o prêmio em dinheiro, que dividi com o Sérgio, assim ambos recebemos um vale de R$50,00 das Americanas.com. O Sérgio contou nesse texto o que fez com o prêmio dele. Eu confesso que também pensei que o prêmio fazia parte da brincadeira ... houve uma pequena demora - tá houve uma boa demora - estamos falando de algo que aconteceu em 1 de abril, não tem como esconder isso, né ? E para complicar as coisas até a entrega do pedido gasto com o prêmio foi complicada, demorou quase 3 vezes mais por causa de um interfone quebrado.

Agora pense rápido, o que você compraria com R$ 50,00 ? E antes de tudo, eu não estou reclamando do valor do prêmio, longe isso - até porque eu NÃO era obrigado a dividir o prêmio com o Sérgio, fiz isso "apenas" para aliviar a culpa - estou apenas filosofando sobre aplicação de valores. Eu tinha que fazer um compra de 50 reais. Não podia ser menos, porque não tem troco (esclarecendo, o vale você usa só uma vez, se fizer uma compra de 10 reais você perde os 40 restantes), nem podia ser mais, por eu teria que completar o valor, algo que eu realmente não gostaria de fazer ... ah ! Eu tinha apenas alguns dias para efetuar uma compra.

Não seria algo de informática, porque um quad-core ainda não é tão barato e de suprimentos não há nada que eu realmente queira (ou precise). Não seria um CD de música, porque eu tenho um repertório musical extremamente limitado em volume (eu ouço quase os mesmos 10 CDs a muito tempo). Não seria utilitário para casas, porque eu também não poderia comprar uma TV LCD 42" HDTV com 50 reais (e esse é realmente o único sonho de consumo que tenho, ficaria perfeita ao lado do meu DVD Player). Não seria um livro, porque os mais de 6 livros que estão na estante (inclusive "O Código Da Vinci" devidamente embalado em plástico) denunciam de forma vergonhosa que eu não tenho tido muito tempo para ler (e mais um livro para pegar poeira na estante seria ainda mais vergonhoso). Então, sobrou para o meu vício... queimei os 50 reais em DVDs.

Dois títulos: o "Homem-Aranha" (o primeiro filme) em widescreen (para quem não sabe, as pessoas de inteligência questionável que lançaram o DVD do Homem-Aranha, lançaram cheio de extras, mais em fullscreen, foi uma grande decepção. Não houve versão widescreen até muito pouco tempo quando foi lançado com o preço superinflacionado, agora melhorou, mas só recomendo comprar essa versão wide se tiver ganho algum prêmio pela net e, ainda assim, não tiver nada melhor para comprar) e "300", edição especial (DVD Duplo), que tava uma pechincha, saiu por 19,90 - nem pergunte ... outra dessas vai demorar - foi quase um segundo prêmio. No total, incluindo o frete deixei de gastar R$ 1,30, algo razoável.

Parabéns ao Marcos pela promoção e obrigado pelo prêmio!

Download de arquivos anexados no Gmail

Desde que o Gmail foi atualizado (é a chamada atualização para a versão 2.0) eu não conseguia fazer o download de arquivos anexados sem sair da página atual (a que tinha o e-mail aberto). Eu entrava em uma página em branco que se recusava a permitir o "back history" funcionar. Isso era um verdadeiro problema no começo. Todas as vezes que eu abria um arquivo anexado eu acabava deixando a página do e-mail... mas, sabendo que se trata de uma versão beta, julguei que era um problema do Gmail e deixei de lado. Também ignorei o fato de tinha esse problema aprendendo a usar o "botão do meio" do mouse para fazer um download.

Ontem eu fui baixar os slides de um curso que assistia e este estava anexado a um e-mail. Eu abri o Gmail e baixei os arquivos sem problema. Foi quando percebi que baixei os arquivos pelo método de clique tradicional ("botão esquerdo do mouse", certo ?) e não tive problema algum.

Fiquei pensando: corrigiram o bug ? Ao chegar em casa eu testei e o problema se manteve. Aí eu criei um perfil em branco e testei novamente. E o problema havia desaparecido. A essa altura todo mundo que acompanhou o raciocínio já sabe onde está o problema... em uma extensão instalada.

Lá vou eu testar o efeito de cada uma das minhas extensões, são muitas, mas os meus chutes iniciais bateram certinho. O vilão era a "Tab Mix Plus". Mas não se engane pelas minhas palavras, a extensão não era em si o vilão, mas sim, uma configuração que essa extensão possuí. Configuração essa que pode existir em outras extensões que possuam funções similares.

Bom, a maioria de nós usa o Firefox, mas nem todo mundo usa a Tab Mix Plus e o Gmail, quem fizer isso também e estiver enfrentando esse problema, verifique se a opção da aba "Links" referenciada como "Prevent blank tabs when downloading files" está marcada (isso é padrão da extensão). Certifique-se de que ela fique desmarcada para não enfrentar mais problemas no download de arquivos anexados no Gmail.

Uma questão interessante é de que se o Gmail abre uma janela, ela é muito pequena e certamente fecha imediatamente depois. Então, caso apareça algum problema com o redimensionamento da janela, verifique se na mesma aba do Tab Mix Plus em "JavaScript popups" está selecionado a opção "Allow resized popups". Eu não testei para verificar se algo esquisito acontece quando a opção "Open all popups in tabs" está selecionado, mas eu tenho quase certeza de que se essa opção estiver selecionada juntamente com a permissão de abrir abas em branco ao fazer downloads haverá algum comportamento esquisito em algumas páginas, mesmo que isso não aconteça dentro do Gmail.

Se você não usa o Tab Mix Plus, mas enfrenta esse problema, então, certamente o problema está em uma extensão que de alguma forma regula o funcionamento de popups ao fazer download de arquivos . Isso é comum na maior parte das extensões que permite aprimorar o funcionamento das abas e em extensões que prometem "radicalizar" ou "regular de forma rígida" o bloqueio de javascript. Comece por elas e boa sorte.

Friday, June 13, 2008

Configurando Wallpaper Tray no OpenSUSE 10.3

Para quem não sabe, o Wallpaper Tray é um aplicativo que permite trocar o papel de parede automaticamente, de acordo com regras de configuração específicas.

O título desse tópico poderia ser "Configurando o Wallpaper Tray na unha". Ocorre que ninguém em sã consciência faria uma coisa dessas sabendo que para configurar o Wallpaper Tray basta clicar com o botão direito nele e selecionando "Configuration".

O problema é que ao tentar fazer isso no OpenSUSE eu simplesmente não consegui. Eu consegui compilar a versão 0.4.6 (já está compilada para 32-bits, mas o meu OpenSUSE é 64-bits) e consegui colocar ela para rodar. É fácil compilar e instalar (./configure && make && make install) e só haverá problemas caso não tenha feito uma instalação completa dos compiladores. Caso tenha alguma coisa faltando ela será listada no final do ./configure, bastando, então, instalar.

Mas como eu estava dizendo, compilar e instalar foi fácil. Rodar não. Eu não conseguia configurar o bendito e seguia sem ter o software configurado.
Foi aí que pensei, "oras, é exatamente o mesmo arquivo de configuração que eu uso no ubuntu" então é fui até o meu backup e encontrei o arquivo de configuração do Wallpaper Tray em ~/.gconf/apps/wp_tray/%gconf.xml e o editei manualmente.

Ele é basicamente o seguinte:

<?xml version="1.0"?>
<gconf>
<entry name="b_follow_links" mtime="1213358845" type="bool" value="false">
</entry>
<entry name="b_img_check" mtime="1213358845" type="bool" value="false">
</entry>
<entry name="b_wp_logon" mtime="1213358845" type="bool" value="true">
</entry>
<entry name="b_timeout" mtime="1213358845" type="bool" value="true">
</entry>
<entry name="n_timeout" mtime="1213358845" type="int" value="10">
</entry>
<entry name="dir_list" mtime="1213358845" type="list" ltype="string">
<li type="string">
<stringvalue>/files/fotos/diretorio1</stringvalue>
</li>
<li type="string">
<stringvalue>/files/fotos/diretorio2</stringvalue>
</li>
</entry>
</gconf>

Quase todas as opções do Wallpaper Tray 0.4.6 estão listadas acima. Não é possível configurar se o papel de parede será centralizado ou os outros tipos ou se a ordem de apresentação será randômica ou por alfabética ou por data. Não sei porque essas opções não aparecem listadas ali. Talvez nem funcionem direito.

Então a pergunta que fica é: o que significa cada coisa acima.

Repare que cada configuração (entry) possuí um nome (name), um tal de mtime, o tipo (type) e um valor (value). Eu vou dizer o que significa cada nome e apontar quais são as opções de valor (value).

  • b_follow_links configura se o aplicativo deve seguir links simbólicos. Como opções permite false ou true. Nunca usei isso. Sempre deixo em false.
  • b_img_check checa se os arquivos são imagens, assim como o anterior permite usar false ou true e eu também nunca usei isso. Crie um diretório só com imagens para usar esse programa, sim ? É mais prático e dispensa essa opção.
  • b_wp_logon quando verdadeiro (true) troca o papel de parede ao logar no sistema, quando for falso (false) mantém o último papel de parede utilizado ao deslogar do sistema até que ele seja trocado automaticamente ou manualmente (com um clique no ícone do "tray"). Meio inútil caso venha a ativar a opção seguinte, a b_timeout.
  • b_timeout também aceita true ou false. Quando true o papel de parede será trocado automaticamente segundo o intervalo de tempo estabelecido na opção seguinte n_timeout
  • n_timeout configura o intervalo de tempo em minutos que será utilizador para trocar o papel de parede. Só faz sentido se b_timeout for true
  • dir_list é uma variável que mantém a lista de diretórios onde estão suas imagens. É obrigatório que exista pelo menos um grupo:

    < type="string">
    < stringvalue>/files/fotos/diretorio1</stringvalue>
    < /li >

São permitidos tantos grupos quanto desejados.

Dessa forma terá um arquivo de configuração que será corretamente lido mesmo que não consiga editar as opções via método normal.

Eu menciono várias vezes que eu instalei a versão 0.4.6, mas existem várias versões 0.5.x. Ocorre que mesmo depois que eu compilei (que não foi tão trivial) eu não consegui fazer as versões 0.5.x funcionarem (sequer consegui fazer ela iniciar). Muito provavelmente devido a versão do gnome que está acompanhando a distribuição que eu utilizei. Eu não sei se o arquivo de configuração mudou muito entre as versões, mas o aplicativo muito muito, muito mesmo. Não será nenhuma surpresa se o arquivo de configuração da versão 0.4.6 não for compatível com as versões superiores desse software.

Verifique na página do software se não existe uma versão compilada para sua distribuição e plataforma antes de tentar compilar. Não sei onde nem porque o erro que apresentei aqui aparece, se aparecer aí já sabe a solução ...

Eu falei do OpenSUSE, certo ?
Pois é, agora eu estou usando o OpenSUSE na universidade. Para mim que estou em vias de aprender a usar o OpenFOAM (é um software para simulação CFD de código livre) o OpenSUSE é a melhor distribuição possível. São feitos um para o outro, então quando o Ubuntu que estava nessa máquina quebrou por conta de uma atualização de kernel (parte da culpa é minha, pois não percebi que a partição /boot estava cheia ao fazer a atualização) eu tive uma desculpa perfeita para substituir um pelo outro. O OpenSUSE não me agradou em um primeiro contato, mas agora estou levando numa boa. Têm tudo que eu preciso, exceto esse CRUCIAL software que é o Wallpaper Tray. Ah! Estou em 64-bits e com a versão 10.3, sei que a 11 está para sair, mas eu tinha mesmo que fazer essa instalação e realmente não concordo com o uso de versões de desenvolvimento em máquinas produtivas.