Pages

Showing posts with label opinião. Show all posts
Showing posts with label opinião. Show all posts

Monday, November 01, 2010

Vêm aí mais um final de ano de compras pela internet: Prepare-se !

O título é absurdo ? Absurdo é esse título não ser absurdo ! O que você espera de suas compras pela internet ? Segurança, conforto e qualidade ? Tenho certeza que sim, mas tudo que você espera da compra pela internet pode ser resumido pela palavra profissionalismo.

Bom, não preciso citar nomes para me fazer entender. O fato é que profissionalismo tem diversas características e para o comércio eletrônico eu destaco:
  1. O produto deve ser entregue com perfeita integridade.
    As leis asseguram a você o direito de devolver o produto em caso contrário, mas se fosse para devolver você nem compraria, não é mesmo ? Sabe aquele livro que veio com a borda ligeiramente amassada ? Ou aquela luva de DVD que dobrada nos cantos ? Eu não reclamo por qualquer coisa, mas há produtos que são para colecionadores ... não há sentido em vender o produto com uma embalagem contendo algum defeito. Até entendo que certos produtos estejam com um pequeno detalhe não agradável, mas deve haver bom senso e entendimento que ver um canto amassado de uma caixa de um eletrodoméstico é diferente de uma caixa/box de uma coleção de DVD estar amassado. O fato é que nem sempre quem vai selecionar o produto para armazenar entende o produto que tem nas mãos e lida com ele de forma inadequada, ou seja, o treinamento e controle de qualidade das lojas não é suficiente. E aí tem um ponto interessante. "Bom" é diferente de suficiente. Suficiente é o que tem que ser, "bom" é o que eles pensam que são. Mas o foco é diferente. O serviço pode ser bom por ter erros estatisticamente aceitáveis, mas isso é suficiente ?
  2. O produto deve ser entregue dentro do prazo.
    Alguém está me ouvindo pedir para entregar dentro de 2 horas ? Não. Entregar rápido é uma coisa boa, mas mais importante do que entregar rápido é entregar dentro do prazo. Se não é possível entregar rápido, e no final de ano sempre há problemas, o profissionalismo diz que a empresa não deve prometer entregar rápido se ela não pode fazer isso. Me faz lembrar uma vez que eu fiz uma compra online em uma loja pequena do Rio. Ela prometeu entregar o produto em um mês. Não era nada fantástico, era um livro que eu poderia achar em qualquer outra loja, mas eles prometeram um mês. Achei desagradável, mas como era barato, tentei assim mesmo. Me entregaram no dia seguinte. Eu liguei para lá para entender (e elogiar, porque não ?) o caso e eles disseram que o prazo máximo de entrega era um mês. Pessoal esperto ? Eu acho, mas a loja foi a falência ! Acho que sinceridade nem sempre funciona com uma boa propaganda como nos filmes ...
  3. Atendimento/Suporte adequado
    Quase 1 ano depois eu "ainda estou" esperando a resposta de uma reclamação em uma certa empresa. O fato é que a mercadoria chegou, mas não tive resposta da reclamação até hoje...
Será que é pedir muito ? Definitivamente não. Mas vivemos um mercado formado por empresas que não entendem bem a internet, embora diga o contrário nas reportagens e pode anotar aí: vai ter uma reportagem mostrando como são embalados e entregues os produtos pela internet pela quarta vez.

Note que mesmo com tudo isso as compras pela internet apenas aumenta, o que mostra que o consumidor aceita seus problemas (ou melhor, "atura" seus problemas).

Bom, a menos que faça-se um boicote a "promoções imperdíveis" ou que exista uma concorrência mais esperta para deixar os demais espertos, as coisas não vão ser nada diferentes esse ano. Então, considere as dicas para diminuir o estresse:
  1. Sabia que haverá problemas e talvez possa ser contigo.
  2. Sabia como lutar pelos seus direitos e esteja disposto a isso ou não compre pela internet.
  3. Quanto mais perto do Natal, mas problemático será o prazo de entrega e mais barato será a compra. Encontre o meio termo e terá sorte, erre e terá problemas.
  4. Quanto mais perto do Natal, mas cansados estarão os funcionários, mas erros ele tendem a cometer. Isso é humano e não tem nada de errado com isso. Errado é empresa não pensar nisso antes e/ou quando pensar não treinar o pessoal por tempo suficiente porque, afinal eles são temporários e prazo de contratação de temporários é limitado.. Por erros, entende-se:
    • produtos trocados,
    • produto faltando,
    • embalagens com problemas (tanto no armazenamento, quanto no transporte),
    • produto danificado (muitas vezes pelo fato de estar lá a muito tempo e somente agora desencalharem aquela coleção que custava uma fortuna.),
    • sua nota fiscal ir parar na compra de outros (eu já recebi nota fiscal de terceiros, rasguei, claro, mas fiquei muito assustado com isso pois tinha os dados - CPF, inclusive - de uma cliente...),
Erros acontecem e quando o profissionalismo é mais propaganda do que ação, erros acontecem mais do que devia.

Se você fica estressado, com raiva, triste, tenso, etc, quando as coisas dão errado, porque comprar pela internet ? Existem problemas e isso não é novidade e não vai mudar de uma hora para outra. As empresas não se importam como devia com os produtos e o consumidor e isso também não é novidade. O sistema de atendimento possui problemas e isso não é novidade também. Logo, ficar estressado com algo que você sabia que poderia lhe dar stress não é aceitável.

Esteja pronto para os problemas ou não compre pela internet.

E que fique claro que esse texto não é um texto de comodismo e conformismo. É um texto de realismo. Vai ficar reclamando do que  Não compre... ou se comprar, que seja para aproveitar promoções que não existem em lojas físicas, mas sempre pronto para esperar para ter o produto, do contrário, compre em uma loja física e mais cara.

E para dizer a verdade, comprar em uma loja física não garante coisa alguma se não puder sair com o produto da loja na hora da compra.

Por exemplo, se eu vou comprar um DVD que está com o mesmo preço nas duas frentes de negócios, eu vou a loja física e escolho todos um a um, observo até aquele que tem menos marca de dedo dos outros ... entende ? Eu estou escolhendo. Cuido ao máximo de todos os detalhes.

Você pode argumentar que isso vai sair mais caro se pensar no transporte, até certo ponto é verdade (afinal, você "sempre" passa em frente a uma loja), mas também é verdade que dependendo do que você for comprar, vai ser melhor pagar mais caro no transporte ou no produto do que receber o produto com embalagem danificada ou não receber até que toda negociação com a empresa esteja concluída. Para dizer a verdade, já aconteceu comigo de eu receber o dinheiro de volta porque o produto que eu comprei, que estava disponível no momento da compra, não existia em estoque e estava fora de linha !!! Então ... você pode nem receber o produto !

Saturday, January 10, 2009

O bloco de papel e a caneta, um relato pessoal

Imagina uma cena. Você está conversando com alguém até que surge um "anota aí". O que você faz ?

Eu pego um bloco de papel (com arame) de 40 folhas e com o tamanho de 70 x 100 mm e uma caneta que estão no bolso (da calça ou camisa). Não tem erro. Em menos de 10 segundos eu estou com esses dois prontos para serem executados.

Agora, e se você tiver uma idéia brilhante quando já está deitado ?

Eu pego o mesmo bloco de papel e a mesma caneta que estão do lado da minha cama, ascendo a luminária que está no mesmo lugar, e escrevo, de forma rápida e resumida, qual foi a idéia brilhante. Seja ela um texto, uma palavra chave, uma coisa que eu preciso comprar no dia seguinte ou um desenho/esquema de como resolver o problema.

Não existe nada mais natural do que utilizar papel e caneta (ok, lápis/lapiseira também serve).
Claro que a tecnologia continua me sendo útil, assim como outros utensílios não eletrônicos. Comento como o bloco de papel e a caneta adiantam a minha vida e se integram a vida tecnológica conforme eu apresentar os erros que eu já cometi ao tentar resolver esse problema de ter que ter alguma coisa versátil para anotações em geral. Vejamos, eu já tentei:

Utilizar agenda de papel ou caderno de anotações gerais de "grandes" dimensões (maior que 80 x 100 mm ou desse tamanho, mas com mais de 200 folhas). Útil, sem dúvida alguma, mas se eu não estiver com ela em mãos não adianta nada. Nunca vi uma agenda satisfatória caber confortavelmente no bolso de uma calça/camisa junto com uma caneta. Hoje eu uso o bloquinho e anoto o que tenho que anotar. Quando chego no primeiro computador com acesso a internet que eu encontro eu passo a informação para o Google Calendar, Google Notebook ou para o Tasks do Gmail dependendo do tipo de informação que eu anotei. Se necessário, antes de sair da casa ou no dia anterior, eu faço o processo inverso. Bloco de papel maiores do que 80 x 100 mm não entram no bolso direito. Se ele for muito espesso, também não dá certo.Incomoda no bolso da calça e fica pesado para o bolso da camisa.

Utilizar um caderno de número de telefones. Quase o mesmo para a agenda. A diferença aqui é que existem várias cadernos de telefones que são verdadeiramente pequenos. Cabem facilmente no bolso junto com uma caneta. O problema é que ele só serve para isso. Você continua precisando de um outro lugar para anotar alguma coisa. O outro ponto é que eu também ando com o celular. Oras, para que ter 3 soluções para o mesmo problema ? O caderno de telefones tornou-se obsoleto (pelo menos enquanto está no bolso). No dia-a-dia eu uso o mesmo bloco de papel para anotar o telefone e transcrevo ele para o celular, para uma agenda de papel que mantenho em casa e para uma planilha no Google Docs. Quando planejado, faço o processo inverso. No imprevisto, usualmente o celular está por perto. Imprevistos são facilmente cobertos por ele.

Usar o celular para fazer anotações. Não deu certo. Eu não posso desenhar no meu celular. Sem contar que escrever nele (no meu, pelo menos) é muito pouco natural. Além disso, eu não posso passar o telefone para outra pessoa fazer uma anotação rápida do "jeito dele" no meu celular. Se essa pessoa não souber o que fazer com ele, não servirá de nada.

Não usar coisa alguma. Não deu certo. Longe disso, deu MUITO errado. Eu me esquecia de tudo. Conversávamos em um lugar e depois, cadê que eu lembrava "de fazer aquela coisa" ou do "que era que estávamos falando" !?! Também faltava um lugar para anotar aquilo que eu lembrava quando estava no ônibus ou no meio do caminho ou quando eu passo em frente ao cinema e vejo um horário ideal para mim, etc. Também tinha o fato de que toda vez que ia dormir, eu me lembrava de milhares de coisas. Até que um dia, eu resolvi escrever tudo que eu estava pensando em uma folha de papel. Deram 40 itens. Digo: Quarenta. Só para não ter confusão.

Foi desse dia em diante que eu passei a usar um bloco de papel e uma caneta onde quer que vá.

Um bloco de papel de 30 centavos e uma caneta grátis que eu ganhei mudou a minha vida. Foi um salto de qualidade e confiança extraordinário. Realmente surpreendente. Diminuiram minhas preocupações, porque afinal, eu sei que está anotado, mesmo que eu não me lembre o que é. Passei a não esquecer de coisas simples. E como conseqüência, eu não tenho mais tantas coisas na cabeça ao ir dormir (que é o melhor do GTD). Note que eu tive várias tentativas frustadas, que incluíram cadernos que não cabiam no bolso e tentativas de utilizar tecnologia básica, via internet e celular. Cheguei a pensar em usar um palm, mas vi tantas pessoas frustradas com isso que eu não arrisquei (hoje, tenho certeza de que fiz a coisa certa)

Nos dias de hoje, a maior parte das pessoas tende a mudar tudo que possuí para o digital/eletrônico. Não sou contra essa tendência, mas há mudanças e mudanças. Há mudanças que são meros hits. Tendências estabelecidas como perfeitas e que se propagam como pragas. Essas mudanças forçam o indivíduo a fazer tudo de um jeito que em seria prático e natural, mas que na verdade são exatamente o oposto. Especialmente quanto a ser ou não ser uma ação natural. E isso é a diferença entre dar certo ou não. E há mudanças que são verdadeiramente naturais. Elas entram no hábito do indivíduo e fluí naturalmente no sentido de realizar aquela ação da mesma forma que realizamos tarefas cotidianas. Essas devem ser estimuladas.

O problema (na minha simplória opinião) da tecnologia como substituto do bloco de papel é que o que é bom é caro e o que é barato não é bom. No dia que houver um dispositivo eletrônico, leve, com dimensões de 70 x 100 x 5 mm, que me permita escrever nele da mesma forma que eu escreveria em uma folha de papel e que seja barato (em outras palavras, da ordem de 30 reais). Eu o utilizarei. E eu realmente acredito que um dia teremos um equipamento assim.

A partir do momento que eu não tenho confiança na segurança pública do Rio, eu jamais utilizaria um dispositivo eletrônico de 1000 reais na rua. Para dizer a verdade eu jamais utilizaria ele fora da minha casa, o medo de perder, quebrar, ser roubado, etc e ter um grande prejuízo seria muito maior do que praticidade de ter um desses equipamentos E olha que o equipamento que eu idealizei acima é apenas conceitual, não sei se tem um tão prático assim hoje a venda - mesmo caro - o mais próximo do conceito, que eu conheça, é um Table PC, contudo, estes são muito maiores do que o mencionado (eu nunca tive paciência para ler sobre o iPhone, talvez ele seja tal qual idealizei - externamente, pelo menos, é exatamente como eu imaginei - contudo, é caro !).

Um detalhe que eu soltei e não comentei mais é sobre o fato de ser um bloco de papel com aros de arame. Isso permite que eu destaque as folhas já utilizadas e processadas fornecendo uma sensação agradável sempre que o utilizar e garante uma segurança razoável de que as folhas vão continuar presas no arame, mesmo que eu arranque a terceira folha e deixe as outras duas fixas.

E não se deixe enganar pela propaganda. É fato que existem equipamento tecnológicos muito úteis, mas nem sempre isso é tão fantástico assim como a propaganda diz (até porque a propaganda ignora a questão da segurança pessoal). Conheço pessoas que compraram um palm de forma empolgada e nunca o usou plenamente, pois não tinha como manusear o equipamento em qualquer lugar, como eles imaginaram.

Como esse texto é um puro relato da minha experiência pessoal, eu me abstive de procurar referências sobre o que outras pessoas pensam sobre esse assunto. Mas é fácil ver que não sou o único a pensar de forma semelhante, embora os textos que eu já vi/li não sejam tão insistentes quanto as características físicas do bloco de papel.

Monday, June 30, 2008

Ubuntu vs. openSUSE

O maior risco de quem faz uma comparação é cair na armadilha que é apontar uma forma melhor de fazer uma coisa, ou principalmente, julgar uma abordagem como sendo mais correta que a outra só porque ela lhe deu trabalho. Eu tentarei mostrar alguns pontos onde essas distribuições são diferentes, só isso. Será inevitável fazer descrições utilizando a palavra "melhor", mas eu juro que não é uma tentativa de dizer que um é mais correto que o outro. Ao me concentrar em fatos passados eu tentarei não ser influenciado pelo fato de que eu realmente gosto do Ubuntu (inclusive o meu openSUSE tem a cara - entenda temas, fontes e configurações visuais - do meu Ubuntu). A outra coisa é que por conta de objetivos profissionais, eu estou usando o openSUSE tanto na universidade (na versão 10.3) quanto em casa (na versão 11). Sim. Eu tive de deixar o Ubuntu de lado, pelo menos por hora. Vamos lá.

Placa de vídeo
Alguém que leia meu blog a um tempo já deve ter cansado de me ouvir reclamar da minha placa de vídeo de casa. Ela é o mais antiguado modelo da FX5200. Tanto o Ubuntu quanto as duas versões do openSUSE reconhecem essa placa adequadamente, mas em ambos os casos a instalação do drive proprietário feito da forma "fácil" não dá certo. O que implica em baixar e instalar o drive a partir do site oficial da NVIDIA. Ok. Aqui é onde se prova que esse negócio de drive proprietário é realmente ruim, e que as distribuições não tem nada haver com isso. Aliás, alguém conhece uma placa de vídeo que tenha recursos glx e drives opensource ? Eu não conheço nenhuma, e até lá eu terei de continuar resolvendo minha vida do "jeito que dá". Já na universidade a história é outra. O drive distribuído da forma fácil funciona maravilhosamente. A única crítica que cabe aqui é quanto a política de atualizações do Ubuntu. Não foi nem uma nem duas vezes que o ubuntu atualizou o kernel sem atualizar os módulos proprietários. Ok, uma coisa não é realmente vinculada a outra. Mas é, ao meu ver, uma falta de respeito com os usuários das placas com drives proprietários instalados permitir que seja feita uma atualização do kernel antes de ter uma versão adequada dos módulos proprietários. Se for um usuário iniciante o vídeo quebra sem que se perceba o motivo.

Instalação
É covardia fazer uma comparação com esse item. O openSUSE é muito mais completo e lento. Enquanto o Ubuntu é muito mais rápido e claro, mesmo quando comparado com a versão "alternative" (que é a versão que dispõem dos mesmos recursos de RAID e etc que o openSUSE). Talvez se fosse para se comparar a instalação do openSUSE através do live, existiria alguma forma dele ser mais competitivo nesse item em termos de velocidade e facilidade. A única vantagem do openSUSE fica por conta da possibilidade de instalar TUDO que está disponível. Essa facilidade é realmente extraordinária se você precisa de um sistema com todo uma classe de funcionalidades, envolvendo arquivos e pacotes que você nem sabe o que significa (estou falando de instalar todos os pacotes de desenvolvimento). Essa facilidade é circunstancial. Pode ser ou não útil para você. Para mim foi útil, mas reconheço que para a maioria das pessoas isso não seria verdade.

Softwares disponíveis
Outro ponto que é covardia comparar. Falando friamente, o Ubuntu/Debian conta com a maior base de softwares pré-compilados entre as distribuições atualmente ativas. Mesmo quando se ativa os repositórios das comunidades do openSUSE, o volume de software é menor que o do Ubuntu. Para citar exemplos, o Wallpaper-Tray não está disponível no openSUSE (nem no 11). Aliás, vale lembrar que o Ubuntu é uma das distribuição mais lembrada pelos desenvolvedores na hora de disponibilizar uma pacote binário por conta própria.

Estabilidade
O Ubuntu é baseado no Debian em desenvolvimento, polido como vem de lá, ajustado para algumas funcionalidades e versões, e lançado a cada 6 meses. Já o openSUSE tem política própria de pacotes. Me parece (eu não sei, estou apenas filosofando a respeito) que é utilizado a versão estável de cada aplicativo que assim se autodenomina. Com a excessão respeitosa aos pacotes das comunidades que se auto-denominam "instáveis". Resumindo. Se você quer jogar SuperTux sem se preocupar com os bugs, você precisa usar a versão que está no openSUSE, se quer jogar a versão em desenvolvimento, você precisa da versão padrão do Ubuntu, que é a versão que está no Debian unstable, mas que não funciona lá muito bem atualmente ... Se quiser jogar a mesma versão instável no openSUSE, ou terá de procurar na base binária da comunidade (e normalmente encontrará com uma informação que se trata de uma versão em desenvolvimento), ou compilará você mesmo o pacote. Em outra palavras, o openSUSE é mais estável do que o Ubuntu, quando você considera o conjunto inteiro de pacotes distribuídos pelos desenvolvedores e incluindo os softwares que não são oficialmente suportados pelas empresas que estão por trás dessas distribuições. Se você nunca instalar nenhum software do multiverse ou do universe na sua máquina ubuntu, é provável que nunca descubra o porque de eu dizer que Ubuntu é mais instável.

Versões
Para completar a idéia anterior, qual você acha que é a distribuição com as versões mais atuais dos softwares em geral ? Não se iluda. Não é fácil responder essa pergunta. No geral a lógica ganha e na maioria dos pacotes os do ubuntu são mais atuais. Mas nem sempre é assim. No dia que o openSUSE 11 saiu havia nele pacotes mais atuais que os respectivos no Ubuntu; já a política de updates e backports é mais natural no ubuntu que no openSUSE e faz os pacotes estarem quase sempre nas suas versões mais atuais. Algo que no openSUSE só é possível mantendo habilitado os repositórios instáveis da comunidade.

Vídeo, Som e etc
Aqui é outro ponto que não muda nada. Se quiser abrir arquivos proprietários de som e vídeo, você precisa habilitar repositórios extras que contenham tais aplicativos. Ponto final.

Yast (Gerenciador de Pacotes) vs Synaptic
Deus me livre e guarde. Se eu tivesse conhecido o openSUSE de antigamente eu nunca teria instalado ele no meu computador por conta do gerenciador de softwares que vinha com ele até a versão 10.3. Ele não faz nada além de torrar minha paciência e de querer que eu tome as decisões por ele. Algumas muito longe de ser simples. Ele é simplesmente péssimo em resolver dependências e mais lento que tartaruga. Felizmente isso mudou muito na versão 11. E ele já dá para chamar de software e já dá para pensar em comparar com o Synaptic. Ele ainda é mais lento e ainda é mais burro, mas já não é tão burro quanto os seus antecessores e nem tão lento a ponto de deixar você ir almoçar enquanto atualiza uma lista. Dá para conviver.

Yast (outros módulos) vs "Os diversos aplicativos Ubuntu"
Eu já li sobre quem sugerir que se tivesse uma central integrada de configurações no Ubuntu. Realmente, ter tudo no mesmo ambiente ajuda muito. Muito mesmo. Você sabe que se você não encontrar naquela lista não haverá outro lugar para procurar, logo o que você quer está ali.
Alguns módulos são realmente muito legais. Com o que configura a conexão DSL e o que configura o firewall, outros são muito exóticos. Como o que configura opções do Kernel. Do mais, a única vantagem visível de um sobre o outro é o lugar onde ele se concentram.

Programas proprietários e programas java
Uma coisa deve mudar em inúmeras distribuições, o java (agora totalmente opensource). Está ficando cada vez mais fácil instalar um programa que tenha sido feito para rodar em java através do gerenciador padrão de instalação. Por ser mais recente isso é mais fácil de perceber no openSUSE 11 (nem o 10.3 é assim tão fácil), mas duvido que demore a chegar nas outras distros. Já o outro lado é polêmico. Você quer que programas freeware estejam misturados as seus pacotes opensource no instalador oficial da sua distribuição ? Pois é. Isso dá muito o que falar, não? No openSUSE você encontra vários aplicativos com licenças diversas. Se isso é bom ou ruim fica para outro tópico. Por hora eu deixo aqui uma observação prática: "Você instalou o plugin para flash ? Você usa o Adobe Reader ? Então pelo menos dois softwares acima definidos fazem parte dessa lista de aplicativos não opensource instalados no seu computador".

Organização dos menus
Instale o Ubuntu e depois instale o kde-core. Vá no KDE e organize o menu. Volte no Gnome e veja o que aconteceu com o menu. Corrija. Volte ao KDE e veja como ele fica uma zona. Para quem nunca fez isso, saiba que uma das tarefas mais ingratas do Ubuntu é organizar um menu que fique igualmente organizado no Gnome e no KDE. É tarefa extremamente trabalhosa (mais possível, basta deletar todas as entradas e recriá-las manualmente em cada ambiente). Já no openSUSE isso não é problema. Os menus estão sempre organizados e organizados de forma consideravelmente inteligente nos dois ambientes (ou em tantos quantos você tiver que siga o mesmo protocolo). O único "senão" acontece se você instalar o KDE3 e KDE4 no computador. Ele criar algumas entrada duplicadas, mas isso não é problema expressivo, porque ao esconder em um menu, você também esconderá no outro.

Facilidade de uso
Esse é um tópico largamente utilizado por pessoas que fazem comparações entre distros, e que eu normalmente discordo muito. O que é "facilidade de uso" ? Linux é linux. Existem uns que vêm com softwares para fazer configuração de tudo e outros que não utilizam nenhum software gráfico para realizar configurações. Estamos falando da distribuição tal qual ela fica logo após que terminamos a instalação ? Ou estamos falando de quão intuitivo pode ser assumir que ali é o que você procura?
Para a mim esse tópico é muito obscuro. De qualquer forma, ambas as distribuições possuem aplicativos gráficos que estão acessíveis aos usuários iniciais. Em pouco cliques ele deve ser capaz de fazer o que quiser. Todavia quando eu abri o openSUSE pela primeira vez eu quase não descobri onde ficava o botão desligar. O motivo era o menu "inovador" que o openSUSE adota. Você pode dizer que isso é algo mais complicado ? Não. É algo diferente, mas 10 minutos depois eu estava desesperado por uma forma de colocar o menu clássico de volta para o lugar, quando fiz isso minha vida voltou ao normal. Então o que torna uma distribuição mais fácil de usar do que a outra é muitas vezes a praticidade com que você lida com certos elementos e princípios. Acredito que o menu clássico seja mais intuitivo, mas eu acredito isso por que "eu realmente acredito" ou porque "eu não consegui fazer o negócio funcionar ao meu favor" ? Em todo caso, como disse lá em cima, o meu openSUSE é igualzinho ao que era o menu ubuntu. Tema (cores, fontes, e ícones), configurações visuais, posições dos itens na barra de ferramentas, etc. Você só descobriria que era o openSUSE quando abrir o menu e ver que nele a organização é diferente do Ubuntu.

Considerações Finais
Para o usuário comum o Ubuntu está na frente em quase tudo, exceto na questão da atualização dos drives proprietários (especialmente devido a questão que mencionei sobre os drives de vídeo). Por outro lado, do ponto de vista de um desenvolvedor eu vejo a facilidade que é de encontrar, compilar e instalar bibliotecas e programas que não estão nos repositórios oficiais no openSUSE. Diga-se de passagem, esse foi o motivo de eu ter migrado para o openSUSE, é a distribuição que melhor lida com o código fonte da versão em desenvolvimento do OpenFOAM (o tal software de simulação CFD opensource que eu mencionei antes). Note que eu disse: "lidar com o código fonte". Seu eu quisesse usar apenas os binários, eu não precisaria do openSUSE, o Ubuntu dava conta direito e com folga. Eu ainda vou recomendar o Ubuntu para quem me perguntar sobre uma distribuição prática e fácil de utilizar. Talvez até por causa da instalação do openSUSE (que faz mais perguntas do que a do Ubuntu) ele não seja muito indicado para quem descobriu a palavra Linux ontem e quer usar sua primeira distro instalada. O curioso, para meu caso particular, é que eu só me lembro que uso o openSUSE quando abro o Yast. Em quase todo o tempo eu vejo e respiro o Ubuntu. Nada como um bom trabalho na configuração para fazer o visual ficar exatamente como sempre.

Wednesday, April 30, 2008

Declaração polêmica de um "professor"

A essa altura muita gente já sabe da declaração atribuída a um coordenador de um dos cursos de medicina que estão sob observação. Eu não vou entrar na polêmica do quanto a declaração é infeliz, especialmente vindo de alguém que supostamente estudou alguma coisa relacionada a medicina.

A questão aqui é como as pessoas tendem a se eximir dos próprios erros. E erros, nesse caso, me refiro ao curso. Até onde eu sei, uma pessoa só passa em uma disciplina se for aprovada. E ela só é aprovada se estiver preparada ou se a avaliação foi fraca (não exigindo o suficiente do aluno). Então, se um profissional concluí um curso e não está preparado é porque a instituição permitiu que o aluno fosse aprovado sem estar preparado (seja lá o que isso signifique).

Então, não tem desculpa! Os alunos não devem ser desculpa para ter uma baixa qualidade de formandos ou de alunos em estágios intermediários (nem mesmo no primeiro período, pois o aluno só entra se for aprovado na escola de onde veio e no vestibular), ou seja, se você parte do princípio que a instituição faz sua parte, nunca haverá alunos cursando etapas para o qual não estejam preparados. Aluno é aluno, só passa se for aprovado e ponto final.

Eu até ignoraria esse tema se tivesse sido atribuído a uma pessoa completamente desvinculada da realidade educacional, mas vindo de um professor, um profissional que supostamente teria que ter essas observações acima como diretriz, é simplesmente revoltante.

Eu até entendo que há certas questões circunstanciais que atenuem o valor positivo das notas - um exemplo disso seria discutir se 4 é realmente pior que 5, isso dá muito o que falar - mas nada justifica atribuir 1 e 2 a falha dos alunos eximindo a instituição de qualquer responsabilidade. Triste.

Tuesday, August 07, 2007

A Liberdade e a Responsabilidade de Imprensa

A primeira regra da imprensa diz que toda liberdade deve ser preservada. Subentende-se, entretanto, que tal liberdade só está assegurada quando ponderada pela responsabilidade. Há, portanto, um desequilíbrio, pois toda liberdade está assegurada, ponderada pela responsabilidade definida por cada um, ou seja, a liberdade é universal, mas a responsabilidade é pessoal. Se todas as pessoas fossem perfeitas essa relação também seria, mas a vida não é assim...

O parágrafo acima só serve mesmo para ilustrar uma realidade no mundo da fantasia. Por que nem de perto os jornalistas são tão livres, como também a responsabilidade não está nas mãos de um só. Mas o problema é justamente essas duas questões. Os jornalistas são obrigados a cumprir pautas. Devem obedecer a alguém. Devem produzir matérias que vendam jornais ou tempos de propaganda. Há muito dinheiro envolvido e tudo fica muito mais turvo, porque é preciso ter qualidade e manter o funcionamento do jornal ao mesmo tempo.

A boa imprensa mostra a verdade como ela é, e em todos os lados da questão. Não julga enquanto faz isso. Depois, e ela pode*, sim, apresentar a sua opinião própria deixando claro que se trata de opinião, seja ela qual for (*o "pode" é o que define a imprensa de esquerda, direita ou chapa branca, em alguns países isso é crítico, no Brasil nem tanto).

Eu não preciso dizer que a imprensa deixa um pouco (às vezes muito, às vezes não) a desejar, mas pela forma do que pelo conteúdo (no Brasil eu acredito que ela diga verdades do jeito errado, mas isso é minha opinião). Mas isso faz parte. Não vale gritar e dizer que é isso ou aquilo, que é justo ou não, etc. Quem lê/vê imprensa de verdade e entende, absorve o conteúdo e não a forma. Quantas vezes você não comentou com um amigo que achava que "ontem" tinha sido exagerado ou esquecido coisa A ou B ?

Sim, você! Porque quem lê blogs de informação, normalmente têm uma preocupação com a qualidade daquilo que lê/vê. Ele quer opiniões diversas, de diversas fontes, de diversas formas, contrárias e iguais as suas. Ele quer ver os diversos lados que ele sozinho é incapaz de visualizar, porque simplesmente, é uma pessoa apenas. Isso enriquece e fortalece culturalmente o indivíduo, no caso, você leitor, permitindo ter uma visão acurada da forma que as coisas são, e assim, lutar para melhorar o seu ambiente de vida pessoal e social.

Pois bem. Agora imagine se tudo que eu disser aqui for mentira. Cruel, não ? Então imagine que não é mentira, mas apenas cópia de outro lugar. Mais cruel ainda! Te fez perder um bom tempo, atrás da mesma informação que as vezes nem é a opinião de quem escreveu, é apenas aquilo que te faz ficar bem no google, o que faz ter bons visitantes e gerar um boa renda.

Ok! Claro que generalizar é um absurdo tão grande quanto ignorar o problema. Mas é preciso entender de frente uma questão: cresce o número de blogs, mas e a qualidade ? São os autores capazes de diferenciar o conteúdo da forma ? São eles capazes de fazer uma pequena pesquisa para determinar a veracidade ou a mentira de um fato antes de publicar ? São eles aptos a perceber que não entendem de centenas de assuntos com a mesma profundidade, e portanto não podem comentar tudo como se fosse os maiores especialistas no assunto ? Bom, resumindo a história, não imagina a minha tristeza que foi ler os blogs depois do recente acidente de avião.

Não vou dizer tudo que vi, mas apenas para me justificar, tinha gente publicando uma falsa foto de uma pessoa cremada supostamente uma das vítima que tinha sido publicada pelo portal UOL e que foi retirada do ar algum tempo depois porque era falsa. É claro, se o UOL cometeu esse erro, porque fulano também não podia cometer ? Seria uma detalhe se não fosse duas coisas, post em questão foi publicado dois dias depois, muito tempo depois do UOL ter retirado a foto do ar e dado destaque a engano. E segundo: Porque publicar isso ? Tá, o UOL fez. E daí ? Todos tem a liberdade de fazer isso - a liberdade de imprensa assegura - mas e a responsabilidade ? E o bom senso ? Alguém pode achar certo divulgar uma foto verdadeira que ilustre esse fato, outros errado. Eu acho errado. Esse é um caso, de um blog, de uma foto, mas teve outros. Não sei se piores, mas casos que me fizeram virar o rosto da mesma forma. Que fique claro que escrever sobre o assunto não é o problema, mas é forma que é feito que é a questão. Isso tudo me fez lembrar do apresentador Ratinho, que em entrevista, certa vez, ele disse que não gostava que os filhos vissem o programa dele. Mas um exemplo de "forma". A forma que ele apresentava era boa para os filhos dos outros, mas para os dele não.

Eu passei um bom tempo pensando o que fazer, e o que estou fazendo é repensar o que leio e como leio. Simples assim. Dos meus quase 600 feeds (entre blogs nacionais, internacionais e agências de notícias de tecnologia), agora eu tenho pouco menos de 200. É uma pena, porque minha vontade era ver 450 opiniões diferentes sobre um determinado tema, o que eu vi foram 400 blogs replicando ou resumindo o conteúdo de portais de notícias. Então eu volto a perguntar: o número de blogs cresce todos os dias, mas e a qualidade ? Como está ?