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Saturday, December 05, 2009

KDE versus GNOME: Qual é a diferença ?

Embora o título sugira mais um flame war inútil. Eu juro que o meu objetivo não é esse. Trata-se apenas de colocar meu raciocínio pessoal escrito em algum lugar.

O que diferencia esses dois gerenciadores de janelas ?
  • A ferramenta de desenvolvimento da interface gráfica.
  • A forma com que se encontra disponibilizado as opções de configurações.
  • O gerenciador de arquivos.
  • Os aplicativos padrões preferênciais.
Quanto a ferramenta de desenvolvimento da interface gráfica

Você é programador ? Sim ? Então tem muito a acrescentar a essa discussão. Não ? Então francamente, o que pode dizer ? Afinal, o programa está pronto, rodando e funcionando. Para o usuário final que não está interessado em programar para o KDE ou para o GNOME, qual é mesmo a diferença ?
O QT, utilizado pelo KDE, até pouco tempo era considerado inferior ao GTK, utilizado pelo GNOME, porque o QT não era multiplataforma. Isso não é mais verdade e os dois são multiplataformas. O GTK é mais popular, mas se você é programador e fez essa escolha, talvez tenha um motivo de origem estrutural melhor do que simplesmente o resultado final, visto que isso pode ser igualmente obtido em ambos.

Nota-se que esses toolkits são bibliotecas que utilizam C++, assim, não há limitações específicas quanto ao uso deles, mas pode ser mais fácil fazer a coisa X em um do que no outro. De qualquer forma, novamente, para o usuário final, que não irá programar utilizando esses toolkits, isso realmente faz alguma diferença ? Eu acho que não.

Quanto a forma com que se encontra disponibilizado as opções de configurações

Talvez seja a grande diferença entre o KDE e o GNOME. A interface do GNOME oferece o menor número de opções, enquanto o KDE oferece o maior número de opções. No meu ponto de vista, isso pode produzir um impacto muito grande na forma que o usuário convive com o ambiente, ou não.

Imagine que em um belo dia de verão o usuário resolva fazer a configuração Y, que é uma coisa usual. Ele não sabe como fazer isso em nenhum dos dois ambientes. Então ele pesquisa. E descobre que no GNOME essa tarefa pode ser marcada em uma das 4 bas de um aplicativo de configuração encontrado no submenu "preferências". No KDE, é quase a mesma coisa (não existe o submenu preferências, mas sim o "Configurações do sistema"). A diferença é que enquanto nas quatro primeiras abas (e possivelmente únicas quatro abas) do aplicativo do GNOME existe uma 3-5 opções visíveis em cada aba. No aplicativo do KDE existem até 20 opções em cada aba e é provável que exista mais de 4 abas.

Isso significa que o KDE é mais personalizável que o GNOME ? Mais ou menos. Considerando a interface gráfica, não há dúvidas. Considerando que os recursos avançados de configuração do GNOME podem ser acessador pelo gconf-editor, ainda é mais ou menos, mas certamente é mais complexo fazer modificações complexas no GNOME do que no KDE, uma vez que no KDE basta ter paciência de ler o que significa cada uma das dezenas de opções que estão no aplicativo enquanto no GNOME você precisa achar a informação detalhada de qual chave deve ser modificada e como fazer antes de proceder.

Agora, sem ficar em cima do muro, o KDE é mais personalizável. E eu posso dar um exemplo de algo que o KDE faz que não se faz no GNOME. Alterar os botões que existem na decoração das janelas. Sabe onde você tem o "x" para fechar ? Também tem o maximizar, o minimizar e menu para mais opções no canto direito. Algumas das opções desse menu podem virar botões na janela quando usando o KDE e os botões podem ficar onde eu bem entendo, inclusive podem estar em uma ordem pouco natural ou usual. Para constar, eu escolhi esse exemplo porque é um recurso muito antigo, nada relacionado com as inúmeras novidades do KDE 4.

Agora vamos ser sinceros. Você vai usar todos os recursos possíveis ? Provavelmente não. Ter o poder de fazer algo não significa que você vai fazer esse algo. Na verdade isso nem sempre é uma vantagem. Eu gosto de ter todas as opções ao meu alcance, mas isso não significa que eu não entenda porque isso não é uma propaganda muito boa para, por exemplo, cativar usuários do windows.

É aqui que eu divido os usuários do GNOME dos usuários do KDE. Eu sou um usuário do KDE, porque eu quero essas opções de configuração, ainda que eu não use nem um décimo delas e que eu possa passar 2 anos e meio usando o GNOME sentido falta de pouca coisa e gostando.

Entretanto, imagine o cenário onde o usuário recebe o computador configurado. Eu mesmo depois de configurar o KDE somente vou procurar novidades quando ocorre um upgrade de versão. Afinal, novidades não nascem do nada. Ou então quando por acaso sou informado sobre certas possibilidades que eu nunca usei, mas que poderiam tornar meu jeito de fazer as coisas mais fáceis.

Nesse cenário, a diferença do KDE para o GNOME é visual. O menu está lá, assim como o controle de som, os ícones de aplicativos preferenciais, o relógio e tudo mais que clássico nos dois gerenciadores e em outros gerenciadores e sistemas operacionais. A manutenção desse ambiente requer pouco esforço. Nesse cenário, os dois ambientes são bem parecidos, podem ser idênticos, se no processo de configuração assim for desejado.

Como eu disse, é nesse ponto que eu divido os usuários do GNOME dos usuários do KDE. Eu penso que os que estão iniciando agora na informática devem ficar com o GNOME, mas podem ficar com o KDE dependendo de quem esteja orientando e da aptidão desses jovens (de espírito) usuários da informática. O excesso de informação do KDE pode não ser agradável a alguns jovens usuários, mas quando eles quiserem mais e o GNOME não oferecer, o KDE pode ajudar nessa formação, inclusive, permitindo que ele venha a fazer por si a escolha entre o GNOME e KDE, decidindo que querem menos. Aqueles que estão migrando do windows (grande maioria dos usuários do GNU/Linux, não é mesmo ?) vão se sentir mais próximos do GNOME. Da mesma forma, alguns usuários podem ficar com aquela sede de como fazer algo mais, aí é hora de experimentar um sabor diferente. KDE, Fluxbox, XFCE, etc, estão aí para completar a formação educacional e permitir um escolha adequada do gerenciador de janelas independente da opinião de terceiros.

Como eu espero ter deixado a entender, acredito que somente o usuário pode dizer qual é o seu gerenciador de desktops. E somente há uma forma de dizer qual é o melhor para ele. Experimentando cada um e decidindo depois. Até lá, a regra mágica acima pode ser útil.

Quanto ao gerenciador de arquivos.

Quase tudo que você faz no computador é gerenciar arquivos, navegar na web, escrever/ler documentos e jogar. Gerenciamento de arquivos é uma das macro tarefas do usuário de computador. Seu gerenciador de arquivos e você devem ser tão íntimos quanto o possível.

Sem meias palavras, o Dolphin é muito mais poderoso que o Nautilus. Novamente, não vamos discutir futilidades, poder não é tudo, mas isso não significa que a frase esteja errada. A integração embutida com o terminal, o uso de abas E divisão de janelas, uso do filtro, melhor controle do previews, visualização, exibição em grupos (excelente para quem tem muitos arquivos no mesmo diretório), etc, diz o seguinte, o Dolphin faz tudo que o Nautilus faz e faz muito mais. Curiosamente, o Konqueror (antecessor do Dolphin) mais mais ainda que o Dolphin, mas talvez seja apenas uma questão de nível de desenvolvimento do gerenciador de arquivos.

Particularmente eu vejo o Dolphin como uma evolução que manteve suas raízes de KDE, mas que aprendeu um pouco com o Nautilus (sim, com ele). As opções padrões do Dolphin são muito parecidas com as opções do padrões do Nautilus.

De qualquer forma, seguindo a premissa do item anterior, as vezes mais é menos e isso não é uma crítica. É uma questão de gosto pessoal.

É importante perceber que é difícil não usar o gerenciador de arquivos padrão do seu ambiente de desktops, assim, quando você escolhe o KDE ou o GNOME, você também escolhe o Dolphin ou o Nautilus. E como é um aplicativo que você terá de usar durante muitas atividades é um ponto importante de observação.

Quanto aos aplicativos padrões como um todo.

Qual é o melhor navegador de internet ? Konqueror, do KDE, ou o Epiphany, do GNOME. Hum !!! Você respondeu: Mozilla Firefox ? Se sim, você está com a maioria.

E qual é o melhor editor de imagens ? Krita ou GIMP ou outro ? Eu uso GIMP e o KolourPaint (para dizer a verdade eu uso o KolourPaint e duas funções do GIMP).

E qual é o melhor leitor de PDFs ? Okular, Evince ou o Adobe ? Para pdf, eu uso o Okular quando estou no KDE e o Evince quando estou no GNOME, mas de vez em quando, infelizmente, eu uso o programa da Adobe. Por necessidade, não por opção, que fique isso registrado.

E o editor de textos simples ? Kate ou Gedit ? Eu uso o vim (e o Gvim).

Quantas dúvidas ...

Tanto o KDE quanto o GNOME possuem seus programas favoritos. Sabe o que eu faço. Uso o melhor aplicativo em cada caso. Não me deixo influenciar pelo desejo do KDE ou GNOME. Simples assim. Os dois ambientes permitem configurar aplicativos padrões para cada função e para cada tipo de arquivo, então, não há problemas (pode haver trabalho, não problema).

Muito da discussão que gira envolvendo o KDE e o GNOME é sobre esse ponto.

Isso deve-se, principalmente, ao fato de que o criadores LiveCDs tendem a respeitar a opinião do gerenciador de janelas que está no LiveCD. Uma vez instalado, a menos que use um HD de 10 GB, não há motivos significativos (bom, até existem, mas aguarde um pouco) para não ter tanto o KDE quanto o GNOME instalado. Você não precisa instalar todos os aplicativos do GNOME e todos do KDE, mas não usar o Evince porque não quer instalar pacotes do GNOME é não é produtivo (supondo que você ache o evince mais produtivo que o Okular, é só um exemplo). Minha instalação tem tudo que tem direito e mais ainda e eu não consumo 10 GB de HD. Se eu tivesse somente 10 GB, seria difícil, porque eu preciso de espaço para meus arquivos pessoais, mas meu HD é de 750 GB. Tudo bem ... se fosse de 40 GB já não apresentaria nenhum motivo para a economia de espaço em HD.

Um aspecto técnico relevante é que existe uma certa lerdeza em executar um aplicativo QT no GNOME ou GTK no KDE quando o processador é lento. Digo isso porque eu levava quase três vezes mais para abrir o Kate de dentro do GNOME do que o Gedit em um Pentium III. Para isso eu diria o seguinte: quando o tempo de uso do programa é aproximadamente igual ao tempo de abrir o programa, o programa tem que abrir rápido. Isso se aplica ao editor de textos básico e ao emulador de terminal. Do contrário, quando o tempo para abrir o programa é muito menor que o tempo de uso do mesmo, não há um problema aqui. Se o processador é "novo" (maior que Pentium IV ou equivalente) não há problemas perceptíveis nesse ponto se houver quantidade suficiente de memória RAM. E esse é um aspecto a ser pensado.

Hoje é difícil ter uma máquina nova com menos de 1 GB de RAM. Uma máquina que tenha 512 MB pode ter dificuldade de carregar programas do QT no GNOME ou GTK no KDE (tudo depende do programa, claro, programas pequenos são pequenos porque não consumem muito recursos). Algumas pessoas assumiam a "regra da maioria" se a maioria dos seus aplicativos for GTK, use o GNOME, se a maioria dos seus aplicativos for QT, use KDE. Se possuí 1 GB ou mais, não se limite por isso.

Por fim, existem aplicativos que rodam apenas em um sistema e não no outro. Lembro-me que o superkaramba não rodava bem no GNOME (na prática, não rodava, porque ele não se comportava bem rodando). Hoje, você não pode colocar os mini-aplicativos do plasma no GNOME. No GNOME há equivalentes, mas não são os mesmos. Eu não diria que isso é fundamental, mas já houve um dia que eu julgava que era muito importante ter o superkaramba no meu computador. Hoje, eu vejo que em parte eu precisa de um "monitor de sistema" e "um lugar para colocar os meus ícones prediletos", ou seja, eu abri os horizontes. Antes eu procurava executar um programa específico para resolver um problema, hoje eu resolvo o problema com o melhor programa que eu encontro.

Conclusão
Normalmente quando eu lia textos com o título de "KDE vs GNOME" havia uma grande influência de quem escreve em focar dois pontos. O seu próprio gosto pessoal sem pesar o que seria melhor para terceiros e os aplicativos padrões que acompanham o pacote escolhido. Eu eliminei esse último ponto.

Acredito que essa discussão somente tem procedência quando há limite de hardware. Espaço em disco, processador muito antigo e/ou memória RAM limitada. Fora isso, o melhor é usar o melhor dos aplicativos.

E eu tentei não deixar minha opinião sobre o KDE influenciar na forma com que eu coloquei as diferenças. O que é melhor e o que é pior em termos absolutos é irrelevante. Minha opinião está escrita, mas não é absoluta. O que eu posso fazer ? Sou eu que escrevi, é impossível fugir de mim mesmo para escrever um texto.

Durante o tempo que passei no GNOME, eu muitas vezes pensava: se eu pudesse fazer um split da janela ou então pena que eu não posso colocar o botão "manter a janela acima das outras" na janela e por aí vai.
Na época o meu computador não era muito bom e a memória RAM disponível era limitada, eu tentava me virar da melhor forma possível com os aplicativos do próprio ambiente que eu estava. Esse foi um dos fatores que me fizeram comprar um pente de 1 GB adicional (fiquei com 1,5 GB) para não ter que viver dos aplicativos de apenas um único ambiente. De fato, olhando para os meus hábitos, eu vejo 4 aplicativos GTK, 5 aplicativos QT, 4 aplicativos java e 3 de código fechado, como os que eu mais uso.

Algumas pessoas implicam com o visual do programa GTK no KDE e vice-versa. Caros, isso é configuração. Você pode fazer o que quiser e sem desculpas nos dois ambientes. Portanto, dizer que usar um programa GTK no KDE é algo feio, não é verdade, e vice-versa.

Por fim, uma coisa que eu aprendi nos últimos anos é que nossos hábitos são muito dinâmicos, mesmo quando fazemos as mesmas coisas todos os dias, pois o mundo, o ambiente, muda e fazer as mesmas coisas todos os dias significa aprender um pouco de algo diferente todos os dias.

17 comments:

  1. Muito útil teu artigo. Eu sou uma espécie de "personal trainer" em informática, especializado na clientela da terceira idade. Geralmente as máquinas dos "jovens de espírito" desta classe de iniciantes são equipamentos de segunda mão, gentilmente doados a eles por seus filhos e netos, depois que estes adquiriram coisa melhor. Geralmente estas máquinas vêm instaladas com cópias ilegais de Windows e isto gera uma grande preocupacão nos idosos. Outra grande preocupação deles é com vírus. E a necessidade básica deste público é navegar na internet, emails e conversar por voz e vídeo. Então, como para eles qualquer sistema operacional é novidade, eu recomendo a eles migrarem o sistema para linux (Ubuntu, cujo padrão é Gnome) e tenho visto que eles se adaptam muito bem e estas preocupações desaparecem. Já o Kubuntu (padrão KDE) é considerado muito complicado, segundo eles.

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  2. Henrique,
    o KDE não tem mesmo uma boa fama de fácil. É incrível.
    Um abraço.

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  3. Leandro Rocha6/12/09 15:37

    É relamente prazeroso quando voce mostra a um usuario do ruwindows seu linux com o KDE todo configurado, com os efitos..o bicho mesmo de boca aberta defende seu piratao chei de bugs do tio Gates...
    Estou baixando o Opensuse 11.2 DVD, quando usei o 11.1 no KDE gostei muito, porém passei uns tempos usando o Ubuntu e vi que nele é muito fácil instalar temas de ícones (.tar.gz), será que vou encontrar facilidade parecida no novo KDE que acompanha o opensuse 11.2, claro, independente de da distro...?
    Obrigado... mto bom o artigo..parabéns..

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  4. Leandro,
    o novo KDE tem integração direta com o KDE-Look.org.
    Simples assim, o que está lá, pode ser instalado aqui com um clic de botão, aplica-se a tudo, ou quase, o estilo, que, em outras palavras, é a forma da borda da janela e o aspecto dos botões e demais elementos, não pode ser instalado dessa forma. O restante, ícones, cores e temas do plasma e do kdm podem. Novos widgets do plasma e da barra de ferramentas também possuem integração.

    Se sua placa de vídeo é boa, recomendo dar uma olhada em "Área de Trabalho >> Efeitos da área de trabalho >> Todos os efeitos". Nesse ponto é possível habilitar efeitos especiais mais refinados (cuidado para não exagerar, uma desktop bom de usar deve ter uma dose controlada de efeitos especiais).

    Um abraço.

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  5. Mitre,
    Eu usei o Ubuntu sob o Gnome durante um ótimo tempo. Estou testando outra distro e quero experimentar o KDE 4.
    Pode paracer apenas impressão minha mas há mais informação a respeito do gerenciador padrão da distro que se usa. É claro que não é um limitador mas creio que seja um ponto importante para um usuário com menos experiência.
    O Gnome atende muito bem minhas necessidades de desktop. Como não conheço bem o KDE não posso opinar mas o Gnome me parece um pouco mais intuitivo. Para os recém-chegados no geral o gnomo será a melhor opção.

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  6. Thglara,
    isso não é impressão.

    Há dois pontos nessa questão:
    - se, por exemplo, vai usar o KDE no Ubuntu, deve saber quais os pacotes deve instalar. É simples, mas quem não tem experiência pode não achar o mesmo.
    - a velocidade da internet. Infelizmente nem todo mundo tem uma boa velocidade de internet e/ou paciência para baixar dela tantos megabytes.

    Em regra geral isso vale apenas para a família Ubuntu, pois não me recordo de nenhuma outra distribuição para usuário iniciante que não tenha durante a instalação a pergunta sobre qual será o gerenciador de janelas padrão. Se lembrar de alguma avisa aí ... Ah! ArchLinux e Slackware estão fora da lista por não serem para iniciantes, ok ?

    Um abraço

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  7. Muito interessante, mas como programador ainda vou de Gtk, por ser opensource. Eu não uso gnome uso apenas apps gtk com openbox e lxpanel me atende é questão de gosto.
    Meu irmão usuário comum usa ubuntu ele nem sabe o que é kde, mas depois do seu artigo vou gravar um kubuntu e mostrar pra ele.. veremos o resultado.

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  8. Caro Rafael,
    compartilho de sua opinião pelo GTK, embora não pelos mesmos motivos. Credito essa minha opinião pela estabilidade e idade de desenvolvimento do GTK como uma solução multiplataforma, ou seja, escolho GTK por ser a escolha conservadora.

    Mas é bem lembrado que o QT possuí uma versão comercial, contudo, é possível utilizar apenas a versão opensource, se assim desejar.

    Não deixe de registrar a opinião do seu irmão. Entretanto, insista na utilização do KDE por mais de 1 dia, do contrário a aceitação do mesmo será, muito provavelmente, pequena.

    [ ]'s

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  9. Felipe Alexandre Rodrigues7/1/10 14:20

    Muito legal o artigo ;)
    Está de parabéns, concordei com muitas coisas.
    Gosto dos 2 ambientes.
    O gnome é mais limpo e simples e kde mais bonito e completão.

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  10. Anonymous2/3/10 20:07

    Discordo da afirmação do Qt não ter sido multiplataforma no passado. Na realidade, quem não tinha versão windows no início era o GTK+. O Qt sempre teve versões windows, linux e qualquer unix.

    Discordo também das afirmações de alguns sobre a "dificuldade" do KDE para iniciantes. O kurumin usava kde 3 e ninguém reclamava de problemas de uso com ele, muito pelo contrário. O pessoal até dizia que o KDE era mais parecido com o windows do que o Gnome (que copia o Mac) e justamente por isso era o mais indicado para iniciantes que vinham do windows.

    O GTK+ só surgiu porque o pessoal implicava com a licença anterior do Qt, que exigia a compra de licenças para desenvolvedores que queriam usá-la para fazer programas para windows, mesmo que livres.

    Acho horrível aquele sistema tipo "registry" do windows que o gnome utiliza para armazenar configurações. Copiaram logo o que é mais odioso do windows, além de não ser intuitivo.

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  11. Caro Anônimo, é uma pena que não deixou nome, pois teve argumentos bem construtivos ... enfim...

    Quando eu falo de QT no texto eu falo do QT opensource. Eu não faço idéia de como diferenciar um o outro. Confesso que normalmente esqueço dessa questão. Seja como for, antigamente não existia nenhum produto opensource feito para Windows porque no Windows o programa não podia ser opensource o que gerava um grande problema que não tinha solução.

    Quanto a dificuldade do KDE, eu não digo isso por mim, pessoalmente. Digo isso pelo que ouço. Me lembro bem da fase Kurumin, tenho amigos que passaram a usar o Linux por causa deles, adoravam etc e tal e quando descobriram o GNOME acharam mais fácil. Loucura ? Não sei... sei o que me dizem.

    Outro ponto é que o Kurumin não era exatamente um sistema verde. Ele já vinha tão configurado, tão configurado, que raramente um usuário precisava fazer modificações mais profundas no sistema. Seja como for, seu argumento é mais que válido.

    Aquele seu último comentário, sobre o gconf, eu também não gosto dele. Mas não sou tão radical. Para muitos pode ser mais fácil mandar alguém copiar+colar uma linha em um terminal ou janela de execução do que descobrir o que coloca-se em cada aba.

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  12. Anonymous10/3/10 01:44

    Na minha opinião os dois maiores ambientes gráficos do Linux deveriam se unir de uma vez, resolver problemas de desempenho e qualidade, para incentivar o usuário comum a adotar o Linux de vez. Quando um novato é apresentado e se depara com essa dicotomia entre aplicativos KDE e Gnome ele corre de volta pro Windows Cap. Gancho.

    Deixem esse papo de ambiente gráfico alternativo para o XFCE e o fluxbox, para aqueles que tem tempo de personalizá-lo. Acho esses ambientes o máximo, leves e personalizáveis (embora de maneira mais dificil do que os mainstream KDE- Gnome).

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  13. Meu caro,
    Ainda assim eu não saberia dizer se isso é uma Utopia ou um Pesadelo. E tenho certeza de que a maioria dos usuários do GNU/Linux concordaria que é Pesadelo, embora todos eles concordem que resolver os problemas um do outro é algo bom.

    Mas uma coisa deve ficar claro. O GNU/Linux é um sistema operacional que é como é. Mudar muito é não usar o GNU/Linux é usar outro sistema operacional, como o Mac OS X ou outro ainda não inventado.

    E aí eu fico pensando... isso é bom ou ruim ? Sinceramente, eu não sei.

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  14. Tudo é uma questão de gosto e necessidades pessoais de cada um usuário. Considerando que o maior atrativo no linux, além de ser gratuito, é a "segurança", tanto faz usar o KDE ou GNOME - eles fazem o sistema funcionar. Eu uso os dois e não tenho dificuldades. Basta cada um testar, analisando os pontos positivos e facilidades e, por fim, decidir-se. Mitre: valeu pelo texto. Parabéns!!!

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  15. Revisitando o seu post aqui, Mitre.
    Sou usuário Debian com Gnome tradicional. Tudo bem, comecei com o Kurumin e passei muito tempo no KDE. Gostava muito do KDE, mas acabei deixando de mão quando surgiu a versão 4 e, na época, me irritava com a instabilidade e bugs. Então fui para o Debian e passei a amar o Gnome.
    Novamente me vejo naquela mesma situação com a nova geração do Gnome, não por conta de bugs e instabilidades, mas por conta da exigência de hardware (aceleração gráfica). Então estou pensando em abraçar o KDE e ver no que dá. Farei isso nesse sábado, antes do retorno às aulas.

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  16. Eu também não gostei desse novo Gnome. É bem certo que lá fora o hardware mínimo deve ser o mais barato, mas aqui é difícil.

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  17. dificil falar sobre kde e gnome quando não dizem a quem estamos indicando. Ambos tem otimos efeitos e desempenho, logico, cada um com suas prioridades e caracteristica. Mas digamos que estamos indicando para um usuario comum. Logico que indicaria gnome! E um usuario avançado? Ha! estes sabem bem os mais variados desempenho. Alem do mais da pra usar os dois e alternar quando quizer. Sendo kde ou gnome da pra imprecionar. E para meus amiguinhos do ruindows? Usem seus piratas s.o. peguem bastante virus, desfragmentem sempre... Não sacaneiem quem usa win, pois passar horas desfragmentando pode ser um hobby!!!

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