Depois de mais ou menos 2 anos e meio cozinhando esse script eu libero o "idhardware" (utilize o salvar como clicando no link com o botão direito). [update] Atualizei o arquivo para incluir a licença (GPL 3 ou superior). [/update]
Esse script executa uma série de comandos que permite identificar quase tudo que há no seu computador. Da versão da BIOS as últimas mensagens do log. Entre os programas executados temos o lshw, dmidecode, lspci, lsusb, hdparm, free, ifconfig, netstat, route, iptables, lsmod, dmesg. Além disso, vários arquivos são verificados, tais como /etc/fstab, /etc/mtab, /proc/meminfo, /etc/resolv.conf, entre outros.
O programa não vai dar erro se um aplicativo não existir nessa máquina, apenas vai incluir no output a informação "aplicativo não encontrado"
Para melhor uso e portabilidade eu não quis integrar o comando sudo ao script, mas muitos dos comandos requerem permissões administrativas. A saída está direcionada para a tela, porém a melhor forma é direcioná-la para um arquivo. Para dizer a verdade, considerando que é quase impossível ler o que está na tela caso tudo seja jogado no terminal, a única forma interessante de usar o arquivo é direcionando a saída para um arquivo.
Ou seja, eu sugiro que como root execute:
idhardware >relatorio.txt
Se preferir, utilize o sudo
sudo idhardware > relatorio.txt
nesse caso, alguns ajustes podem ser feitos, por exemplo, colocando o caminho completo da localização do arquivo, tipo:
sudo /caminho/para/o/local/de/idhardware > relatorio.txt
Antes de usar o script é necessário torná-lo executável digitando no terminal, no diretório onde está seu script, o comando " chmod +x idhardware " ou pelo seu programa gráfico favorito.
Tradicionalmente, um script desses irá ser alocado em "/usr/local/bin" ou no seu diretório binário pessoal "~/bin" a escolha é sua. Mas caso o caminho selecionado não seja reconhecido pelo comando sudo (ou pelo root) será necessário incluir o caminho completo para a execução do script.
Bom uso.
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Sunday, March 04, 2012
Tuesday, September 07, 2010
Monitorando a temperatura do HD
A temperatura máxima recomendada para o funcionamento do HD oscila na faixa de 55-60°C. Parece uma temperatura muito alta, certo ? Pois, sem ar condicionado, aqui no Rio eu somente consigo menos de 50°C no inverno. Tradicionalmente, meu HD opera na faixa de 50-55°C onde o limite crítico dele (um Seagate) é 60°C.
Esse limite é tão importante para o Hardware, que o programa de avaliação do HD da Seagate exibe a mensagem: esse HD nunca operou acima de 60°C (ou informa que ele esteve acima desse limite), para constatar que o HD passou ou não por problemas de temperatura.
Certo é que 60°C é problema. Problema ruim e eu não gosto de problemas ruins. Assim, eu criei um script que monitora a temperatura do HD e toma uma ação caso tenha excedido o limite que eu especifiquei. Com a proximidade do verão, resolvi compartilhar o meu script para o caso de ter mais alguém interessado nesse tipo de solução.
Antes de dar qualquer explicação sobre como fazer isso, vamos ao script:
Note que pela forma que fiz esse script, para desativar o programa eu preciso usar o comando "kill" depois de ter localizado o número do processo usando o comando "ps aux|grep -i hdtemperature" onde HDTemperature é o nome do arquivo do meu script.
Acredito que um monitoramento básico dessa forma seria um excelente exercício de Python para os interessados e entusiastas. O que imagino é um programa na bandeja do sistema com diversas opções pré-configuradas e com a possibilidade de executar scripts externos. Talvez até já exista tal programa, mas eu confesso que nunca procurei (era bem mais rápido escrever o script). De uma forma ou de outra é um excelente exercício.
Esse limite é tão importante para o Hardware, que o programa de avaliação do HD da Seagate exibe a mensagem: esse HD nunca operou acima de 60°C (ou informa que ele esteve acima desse limite), para constatar que o HD passou ou não por problemas de temperatura.
Certo é que 60°C é problema. Problema ruim e eu não gosto de problemas ruins. Assim, eu criei um script que monitora a temperatura do HD e toma uma ação caso tenha excedido o limite que eu especifiquei. Com a proximidade do verão, resolvi compartilhar o meu script para o caso de ter mais alguém interessado nesse tipo de solução.
Antes de dar qualquer explicação sobre como fazer isso, vamos ao script:
#!/bin/bashHá uma série de pontos para explicar:
# File: HDTemperature
# Author: J. F. Mitre http://jfmitre.com;
# Created: Seg 04 Jan 2010 18:42:19 BRST
# Last Update: Qui 07 Jan 2010 14:50:14 BRST
# NOTES: Informa quando a temperatura do hda ultrapassa um certo limite
# Dispositivo que deve ser monitorado
DEV=/dev/sda
# Temperatura máxima aceitável (acima disso é problema)
DEF=57
PAUSE=0
while [ $PAUSE != 1 ]; do
# Verificando a temperatura atual
VAR=$(sudo hddtemp $DEV|cut -d":" -f 3|sed s/..$//g)
# Se a temperatura atual for maior que a definida...
if [ $VAR -gt $DEF ]; then
# Faça ...
# Exibir uma mensagem usando o kdialog (KDE)
# kialog --msgbox "Temperatura do HD está em $VAR °C." \
# --title "Alerta de Temperatura Alta"
# Exibir uma mensagem usando o zenity (GNOME)
zenity --info --text="Temperatura do HD está em $VAR °C." \
--title "Alerta de Temperatura Alta"
# Desative o volume encriptado
# $HOME/bin/encDisk -d
# Registre a hora
date >>$HOME/HDQuente.log
# Desligue o computador
# sudo shutdown -h now
# Desative o script. Já fez seu trabalhando avisando...
# exit
fi
# Aguarde 10 minutos para repetir a verificação
sleep 10m
done
- O hddtemp é quem verifica a temperatura do HD. Em um script mais profissional, teríamos a variável:
PROG=/usr/bin/hddtemp
no início do programa e no script usaríamos essa variável $PROG. Isso é importante por dois motivos: permite que o script seja iniciado durante o boot pelo root e facilita a configuração do script caso o programa esteja em outro lugar. Para dizer a verdade, um script mais profissional encontraria o programa no sistema e faria o que tem que ser feito. De forma que essa explicação toda seria irrelevante. - Esse programa depende do sudo. Na prática, se remover todo local onde tem a palavra sudo e iniciar esse script como administrador, o sudo não é necessário.
Do contrário, eu uso no meu /etc/sudoers a linha:
%users ALL=NOPASSWD:/usr/sbin/hddtemp - Esse script monitora apenas um HD do computador. Eu monitoro apenas "um" porque não estou procurando por defeito, mas por temperatura alta devido a alta temperatura do ambiente. Eu uso o sda porque eu sei que no meu computador ele é o HD mais quente.
- A temperatura máxima que eu permito é 57°C. Acima disso (58°C), o programa vai fazer alguma coisa que foi especificada no script. Em alguns casos, eu ajusto esse valor para um valor menor, como 55 ou 56°C. É importante não usar 58°C se tiver mais de um HD. Infelizmente, esse script não monitora a temperatura de todos os HDs e é possível que um HD atinga 59 enquanto outro já está acima de 60°C. De fato, eu observo até 4 °C de diferença entre o HD mais quente e o mais frio. Tente identificar qual é o seu HD mais quente para que ele seja o dispositivo monitorado.
- Esse script fica em loop infinito checando e comparando a temperatura do HD a cada 10 minutos, exceto que em alguma etapa diga-se algo em contrário.
- Eu inicio esse script no modo gráfico (diretório Autostart do KDE). Para iniciar com o sistema, os programas devem estar com o caminho completo ou com o PATH definido dentro do script.
- Veja o comentário onde está escrito "Faça...". Tudo que está dentro daquele condicional é executado quando a temperatura é maior que o limite que eu especifiquei. Deixei vários exemplos ali:
- Exibir uma mensagem com o kdialog informando o problema (comentado)
- Exibir uma mensagem com o zenity informando o problema (ativo)
- Desativa volumes encriptados usando um script pessoal para isso (comentado)
- Regista em log o momento que tudo aconteceu (ativo)
- Desligar o computador com o sudo configurado para fazer isso (comentado)
- Para usar essa opção, adicione no /etc/sudoers a linha:
mitre ALL=NOPASSWD:/sbin/shutdown
onde "mitre" é o seu nome de usuário.
- Para usar essa opção, adicione no /etc/sudoers a linha:
- Desativa o script (comentado).
Uma vez ativo, esse script fica rodando indefinidamente. Oras, quando eu uso uma opção na tela para me informar da temperatura, eu coloco um exit para desativar o monitoramento, pois eu vou tomar uma decisão pessoalmente (normalmente significa que eu perco um ventilador e o computador ganha um ventilador).
Note que pela forma que fiz esse script, para desativar o programa eu preciso usar o comando "kill" depois de ter localizado o número do processo usando o comando "ps aux|grep -i hdtemperature" onde HDTemperature é o nome do arquivo do meu script.
Acredito que um monitoramento básico dessa forma seria um excelente exercício de Python para os interessados e entusiastas. O que imagino é um programa na bandeja do sistema com diversas opções pré-configuradas e com a possibilidade de executar scripts externos. Talvez até já exista tal programa, mas eu confesso que nunca procurei (era bem mais rápido escrever o script). De uma forma ou de outra é um excelente exercício.
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Thursday, April 22, 2010
Netbook
A pouco tempo, com aquela grande chuva desse ano aqui no Rio, em pensei nas inúmeras coisas que não fiz e teria feito se tivesse um netbook. A análise foi pessoalmente interessante, a ponto de que eu conclui que mesmo presumindo que não aconteça uma nova grande chuva, valeria apena comprar um netbook. A questão é, qual ?
Pesquisando no Boa dica percebe-se que os preços começam em aproximadamente 760 reais.
Então eu perguntei aos amigos (palmas para o Buzz !!!).
O que eu queria era um netbook com as seguintes características:
Pesquisando no Boa dica percebe-se que os preços começam em aproximadamente 760 reais.
Então eu perguntei aos amigos (palmas para o Buzz !!!).
O que eu queria era um netbook com as seguintes características:
- preço, quanto mais barato melhor.
- peso é o segundo ponto, quanto mais leve melhor.
- restringindo a mínimo de 10"
- uso de linux (ver fotos/música, ler pdf, usar o vim/gedit/kate e navegador)
O sugerido da Acer foi o modelo 1410 com processador ULV e tela 11.6 ou um acer timeline com tela 13.3. Com a vantagem para o primeiro que foi testado com o Ubuntu, cujo o preço começa na faixa de 1200 reais no Boa dica.
Da Asus, me foi sugerido o Eee PC 1201HA, cujo o preço inicial é de aproximadamente 1270 reais, o detalhe é que ele não foi sequer listado nominalmente no wiki do Ubuntu e isso não foi uma boa impressão. Tudo bem que o Eee PC 1201N está na página listando problemas insignificantes (pelo menos para mim) e a diferença entre os dois são mínimas. Detalhe que apenas hoje esse modelo chegou oficialmente ao mercado brasileiro.
Questões técnicas do Eee PC 1201HA é que ele tem um processador inferior a quase todos os netbooks do mercado, ao contrário do Eee PC 1201N que é dual core. Ele é grande. A tela é gigante. É mais pesado que os de 10 in de tela (óbvio, apenas 300 gramas, mas qualquer dia desses eu coloco a análise física do problema de aumentar mais 300 gramas e continuar carregando isso durante um dia inteiro !). O teclado é fantástico. O melhor do produto, certamente.
As questões técnicas dos Acer 1410 com o Linux ficaram na base da confiança, não encontrei segunda fonte de informação. De qualquer forma, é tudo muito direitinho, certinho, etc. A questão é que no momento que eu vi o Eee PC 1008HA e percebi que esse tinha o mesmo perfil geral do Acer 1410 (ok, não exatamente o mesmo, o Acer em questão tem 2 GB de RAM, e isso é um belo diferencial técnico, mas não para mim) e total compatibilidade com o Linux (tipo, compatibilidade 100 % !!!), mas que custava cerca de 914 reais, o que me fez optear pelo Eee PC 1008 HA (acompanha comigo, faz tudo que eu queria que ele fizesse e é o mais barato !).
Sobre o netbook em si não há muito o que dizer. O Eee PC 1008HA tem, como eu disse, 100 % de compatibilidade com o Linux, vem com o XP de fábrica. Tem um HD de 160 GB e 1 GB de RAM. A tela de 10.1 e um teclado muito confortável (pelo tamanho dele) no layout "espanhol com dead til".
Confesso que a única coisa que eu não esperava é a questão do teclado. Demorei a localizar o layout correto... mas uma vez localizado não houve qualquer problema em ativar e te ele reconhecido todas as suas funções.
O processamento dessa máquina é bom o bastante para tudo que eu quero fazer e mais. A bateria, usando a máquina, dura umas 6 horas.
Bom, agora eu sou o feliz usuário de uma modesta máquina portátil desde de o dia 14 de abril (comprei para mim mesmo pelo meu aniversário que era o no dia seguinte, 15) e estou impressionado com a utilidade dessa pequena e valente máquina.
Friday, July 03, 2009
Os bons hábitos do usuário do computador
Há recomendações que deviam ser seguidas por todos nós, usuários.
Infelizmente, como toda recomendação ou regra, elas são questionadas por alguns e não são seguidas por muitos.
Da série de tópicos: faça o que eu escrevo, mas não faça o que eu faço, proponho relembrar alguns desses bons hábitos, que como já induzi a crer, não são completamente seguidos por mim, mas não deixam de ser bons hábitos.
A maior parte dessas dicas são aplicáveis em qualquer sistema operacional.
Infelizmente, como toda recomendação ou regra, elas são questionadas por alguns e não são seguidas por muitos.
Da série de tópicos: faça o que eu escrevo, mas não faça o que eu faço, proponho relembrar alguns desses bons hábitos, que como já induzi a crer, não são completamente seguidos por mim, mas não deixam de ser bons hábitos.
A maior parte dessas dicas são aplicáveis em qualquer sistema operacional.
- Use boas senhas. Nada de 123456, ou password, ou data de aniversário, etc.
- Modifique as senhas padrões dos seus aplicativos. Se usa aplicativos ou hardwares com senhas padrões, modifique-os. Você pode não ser dono de uma grande rede, mas não quer dor de cabeça do mesmo jeito.
- Não use espaços e/ou caracteres especiais nos nomes dos arquivos. Prefira letras minúsculas separadas por underlines ou notação estilo "WikiPage" (desse jeito que escrevi). Nada de apóstrofo, aspas, ponto de exclamação ou interrogação, nem símbolos como dóllar, hash, arroba, etc. O dóllar ($), por sinal, é um terror, pois $nome é variável, assim, um arquivo que se chame "algo$nome" somente é "protegido" com aspas simples ou usando barra invertida. Esse tipo de caractere trás muitos problemas.
- Registre os nomes dos aplicativos que possui e usa. Qualquer gerenciador de programas descente possui esse tipo de habilidade. Não confie na memória. Muito embora, seja interessante fazer uma limpeza no arquivo eliminando aqueles aplicativos que não te foram úteis durante as atividades.
- Faça backup. Preferencialmente do sistema inteiro, mas impreterivelmente dos arquivos pessoais em mais de uma mídia/tecnologia (se possível). Um gravador de DVD custa muito pouco hoje em dia, a mídia também é barata.
- Faça backup dos seus aplicativos online. E não adianta cobrir o sol com a peneira. Se suas notas estão no evernote e os seus e-mails no gmail, faça backup disso também. Não ignore essa necessidade.
- Anote e guarde suas configurações mais usuais. Parece que é a mesma coisa que um backup, e até é, se for para restaurar as configurações no mesmo ambiente. Mas aqui eu estou falando de manter um registro de todas aquelas configurações que de tão intuitivas você nem lembra que são uma alteração que você mesmo induziu ao sistema. Se um dia precisar de usar esses recursos em outro sistema, não tem jeito do backup ser tão eficiente assim.
- Não tenha receio de danificar o sistema. Não é a mesma coisa de "pode meter o martelo". O que quero dizer é que há pessoas que não fazem testes porque temem pelas conseqüências da estabilidade (eu mesmo faço isso, e em muitas ocasiões, com boas justificativas técnicas e morais). Mas esse temor pode lhe custar um grande benefício. Vide minha transição para o Arch Linux, eu ganhei muito, perdi nada e não tinha feito isso antes por receio de ficar improdutivo por muito tempo.
- O melhor programa é aquele que você sabe usar e que faz o que você quer fazer. Por até haver um programa que seja tecnicamente melhor que outro, mas as vezes, mudar é como utilizar uma bomba para quebrar um vaso de vidro. Use a melhor ferramenta para o seu objetivo e ponto final.
- O programa que você não usa, evolui. Mude quando o novo programa for a escolha certa. Completando o item anterior, a melhor ferramente pode ser outra no futuro. Não deixe de mudar. O equilíbrio entre o item anterior e esse é o que estimula a produtividade. A falta de equilíbrio gera problemas de diversos níveis. E lembre-se do item 8.
- O computador é uma ferramenta para um objetivo. Não se esqueça disso.
- Crie uma metodologia para gerenciar os seus arquivos. E não se acomode. Deixar muitos arquivos bagunçados no computador é algo fatal. Preferencialmente, essa metodologia deve ser tão simples quanto possível, mas não mais simples do que o necessário, intuitiva, fácil de executar e adapatável a evolução usual das idéias, ou seja, que seja facilmente gerenciável.
- Leia os manuais. Certo que há manuais mais extensos do que o tempo disponível para lê-los. Certo também que há manuais menos úteis do que devia. Mas eles existem. Se não quer ler o manual de um programa que não sabe usar, considere usar outro programa. Nota: Tutorias e exemplos ajudam muito, mas não são os bons manuais fontes de tutoriais e exemplos ?
- As atividade administrativas são executadas pelo administrador, as de usuário comum, pelo usuário comum. Isso é regra básica para gerenciamento de sistemas.
- Mantenha o registro do seu hardware. Colete todas as informações possíveis sobre o seu hardware e guarde em algum lugar seguro. Pode até ser em mídia eletrônica, mas lembre-se de não usar apenas no próprio computador.
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Sunday, September 28, 2008
De quem é esse pendrive ?
Creio que a maioria de nós usa pendrive. Talvez, todos nós tenhamos pelo menos um.
Usualmente, os pendrives eram formatados com FAT 16. Isso é um sistema de arquivos muito ruim e universal. Muito ruim, porque, bem ... é muito ruim e eu não vou listar a longa lista de problemas desse sistema de arquivos. E é Universal porque eu não conheço sistema operacional que não saiba ler e escrever nesse tipo de partição. É fato também que os pendrives grandes (maior que 2 GB) vêm com o FAT 32. Ele não é tão ruim como o FAT 16 (embora também seja ruim) e mantém a compatibilidade de seu antecessor.
Seja 16 ou 32, o fato é que o sistema é FAT. Isso têm vantagens, mas também tem problemas. E eu destaco dois problemas.
Encriptado ou não, uma partição precisa ser formatada. Aí entra uma escolha. FAT ou um sistema *NIX (tipo "ext3"). Minha escolha foi o ext3. Sem problemas, certo ?
Mais ou menos...
Se você usa apenas um computador isso não é problema. Se você encaixa esse pendrive em mais de 10 computadores diferentes isso é um GRANDE problema se não existir uma política de mesmo ID em todos os computadores. Porque, nesse caso, você monta o pendrive e descobre que não tem acesso ao arquivo porque ele pertence a outro usuário do sistema... ok, se você tiver a senha de root isso não é problema (ou melhor, até é, porque é um incômodo), mas normalmente não é assim, certo ?
Para quem não entendeu... o GNU/Linux não reconhece o arquivo como sendo do usuário "joao" ele reconhece o arquivo como sendo do usuário "1015" na máquina Y, onde você criou o arquivo. Se o usuário "1015" for o "jose" na máquina X (máquina diferente), nessa máquina o arquivo "pertence" a "jose" não a "joao". Assim, você loga como "joao" e não consegue ter acesso ao seu dado, porque segundo o sistema ele não é seu.
O que fazer ? Algumas soluções:
A solução 4 evita a zona que ficaria se tivesse que sincronizar dados com o sistema se estiver usando a solução 2, contudo, existe o risco. Eu digo risco calculado, porque eu acredito que exista um certo controle sobre onde você vai colocar esse pendrive. Para os casos onde isso não é possível eu uso FAT. Assim eu não tenho que lembrar de modificar as permissões do arquivo.
Idealmente, em máquinas onde eu sou o usuário principal (e com a senha de root em mãos), eu defino o mesmo ID entre elas, de forma que o problema não ocorre, posso até sincronizar dados entre as máquinas via pendrive.
Até agora eu falei pendrive o tempo todo. Mas pense grande. Pense em um HD externo de 750 GB e vai ver que esse tipo de problema tem que ser pensado com carinho. Especialmente se for para manter uma cópia de sincronia entre duas máquinas separadas por uma conexão de rede de "baixa" velocidade (rede que não é gigabit).
Usualmente, os pendrives eram formatados com FAT 16. Isso é um sistema de arquivos muito ruim e universal. Muito ruim, porque, bem ... é muito ruim e eu não vou listar a longa lista de problemas desse sistema de arquivos. E é Universal porque eu não conheço sistema operacional que não saiba ler e escrever nesse tipo de partição. É fato também que os pendrives grandes (maior que 2 GB) vêm com o FAT 32. Ele não é tão ruim como o FAT 16 (embora também seja ruim) e mantém a compatibilidade de seu antecessor.
Seja 16 ou 32, o fato é que o sistema é FAT. Isso têm vantagens, mas também tem problemas. E eu destaco dois problemas.
- Sistema de arquivos que não suporta permissões avançadas (tipo "dono", só por exemplo).
- Insegurança. Extremamente frágil e compatível com qualquer computador ... você não guarda sua senha do banco nele, não é ?
Encriptado ou não, uma partição precisa ser formatada. Aí entra uma escolha. FAT ou um sistema *NIX (tipo "ext3"). Minha escolha foi o ext3. Sem problemas, certo ?
Mais ou menos...
Se você usa apenas um computador isso não é problema. Se você encaixa esse pendrive em mais de 10 computadores diferentes isso é um GRANDE problema se não existir uma política de mesmo ID em todos os computadores. Porque, nesse caso, você monta o pendrive e descobre que não tem acesso ao arquivo porque ele pertence a outro usuário do sistema... ok, se você tiver a senha de root isso não é problema (ou melhor, até é, porque é um incômodo), mas normalmente não é assim, certo ?
Para quem não entendeu... o GNU/Linux não reconhece o arquivo como sendo do usuário "joao" ele reconhece o arquivo como sendo do usuário "1015" na máquina Y, onde você criou o arquivo. Se o usuário "1015" for o "jose" na máquina X (máquina diferente), nessa máquina o arquivo "pertence" a "jose" não a "joao". Assim, você loga como "joao" e não consegue ter acesso ao seu dado, porque segundo o sistema ele não é seu.
O que fazer ? Algumas soluções:
- Montar o sistema de arquivos com a opção que ignora a propriedade definida do arquivo. Não recomendo, mas o ext3 permite isso (só cuidado com o comando mv, a princípio, essa solução funciona apenas para quem copia arquivos para o pendrive, não para quem move arquivos para o pendrive).
- definir permissão 777 para todos os arquivos que copiar para o pendrive. Também não recomendo. Entre outros problemas, prejudica a eventual sincronização de diretórios definindo permissões que não é usual para um certo arquivo. E não é prático. Você vai esquecer de mudar a permissão daquele arquivo que você precisa muito e com urgência... vai ver ... a solução 1 faz a mesma coisa e não precisa de lembrar de mudar a permissão.
- Usar um grupo comum a todos os usuários. Isso é uma idéia interessante. Se mantiver o hábito de permitir a leitura para os usuários do mesmo grupo (configuração usual da maioria das distribuições), isso é a solução. Só não esqueça de definir a permissão de escrita ao grupo no diretório base do pendrive (é necessário fazer isso apenas uma única vez).
- Permissão 777 apenas para a raiz do pendrive, sem se preocupar com o modo dos arquivos. Particularmente é a solução que eu uso. Existe o risco calculado de que não se possa ler um certo arquivo em alguma máquina, mas sempre será possível escrever no pendrive. Isso é o mínimo, certo ?
- Fazer uma abaixo assinado pedindo uma política de mesmo ID em todas as redes e subredes a qual você tem algum acesso. Em empresas isso pode até ter resultado ....
A solução 4 evita a zona que ficaria se tivesse que sincronizar dados com o sistema se estiver usando a solução 2, contudo, existe o risco. Eu digo risco calculado, porque eu acredito que exista um certo controle sobre onde você vai colocar esse pendrive. Para os casos onde isso não é possível eu uso FAT. Assim eu não tenho que lembrar de modificar as permissões do arquivo.
Idealmente, em máquinas onde eu sou o usuário principal (e com a senha de root em mãos), eu defino o mesmo ID entre elas, de forma que o problema não ocorre, posso até sincronizar dados entre as máquinas via pendrive.
Até agora eu falei pendrive o tempo todo. Mas pense grande. Pense em um HD externo de 750 GB e vai ver que esse tipo de problema tem que ser pensado com carinho. Especialmente se for para manter uma cópia de sincronia entre duas máquinas separadas por uma conexão de rede de "baixa" velocidade (rede que não é gigabit).
Tuesday, June 26, 2007
CRT x LCD do ponto de vista técnico
Depois que escrevi sobre a comparação entre CRT e LCD do ponto de vista econômico, eu fiquei de passar uma breve revisão sobre as características técnicas de cada um. Mas ao contrário "do ponto de vista econômico", "do ponto de vista técnico" não é exatamente um novidade ou um texto original.
Se você tem interesse nas questões técnicas que diferem um CRT do LCD, primeiro eu recomendo fortemente a leitura dos comentários do post "original", pois estes foram muito ricos em informação escrita por diferentes perfis de usuários, com depoimentos que tornaram a discussão realmente muito interessante. Dito isso, eu não vou reinventar a rodar.
O que você deve levar em consideração quando compra um monitor LCD (copiado diretamente dos tais comentários) :
Parece pouco, mas muita coisa mudou nesse tempo, o maior exemplo está na página 2 do artigo, quando ele fala das características que eu mencionei acima. Ele considera um bom monitor, um que tenha o menor tempo de resposta possível, o que é correto, mas fornece valores razoáveis de 25 ms. E acho que nem temos mais monitores com um tempo de resposta tão alto. O artigo não pode servir de base para os "valores" considerados normais hoje em dia. Mas apresenta todas as tendências, depois que tiver entendido tudo, coloque numa lista e vá checando item por item nos diversos modelos disponíveis em lojas on-line (se for comprar algum, não se esqueça de verificar no site do fabricante para não ter dúvidas).
Por fim, fica faltando falar das qualidades do CRT. Aí a coisa começa a ficar estranha. Quem gosta de filmes e já view o "making-off" de "Guerra nas Estrelas", viu um belo monitor CRT em uma das entrevistas ... deixa eu repetir: um CRT. O motivo é a qualidade da imagem, mas eu acho muito pouco provável que alguém consiga achar (em locais comuns) no Brasil um monitor CRT que se compare com aquele do vídeo (que devia ser de 22" em resolução de 1600x1200 ou maior), de qualquer forma, é para um uso extremamente específicos, quando, literalmente, a imagem é tudo.
Hoje, para 97 % das aplicações, incluindo jogos, as atuais tecnologias dos LCDs dão conta do recado, com folga. Esse 3 % vai ficar para quem primeiro tenha uma placa de vídeo/computador/etc que possa realmente aproveitar-se de um poderoso monitor e segundo que tenha tais necessidades de qualidade imagem. O que não vale é você ter um monitor de tempo de resposta de 25 ms (modelo de 2005) e querer que ele funcione da mesma forma que um modelo barato da LG que tem tempo de resposta de 4 ms (modelo de 2007). Aliás, o pessoal desses 3 % normalmente já sabe disso a muito tempo.
A grande característica que um monitor CRT precisa ter está relacionada com o freqüência e resolução máximas. Para a resolução máxima que você definir, a freqüência tem que ser maior que 75 Hz, menos que isso é risco a saúde. Idealmente, deve-se ter 85 Hz na sua resolução escolhida, mas a regra é "quanto maior, melhor", 100 Hz é o que eu consideraria o objetivo (o pessoal que trabalha com imagens pode ser mais exigente). Eu fiz uma busca agora e não consegui achar para vender (no Brasil) um monitor de 17" CRT que fornecesse a 1280x1024 a 85 Hz de freqüência. O máximo que eu achei nesse momento foi 1024x768 com 85 Hz, em 1280x1024 apenas com 66 Hz. Isso não significa que esse monitores de qualidade não existam (nem que eles sejam muito mais caros, no lab da universidade tem vários desses monitores de 17" que fazem até 1280x1024 com 100 Hz, mas esse modelo não está mais listado na página da LG). De qualquer forma alguns CRT 19" (por exemplo,esse da LG) possuí ótimas especificações, superior a muitos LCDs diga-se de passagem.
Aliás, você viu a quantidade de itens de especificações que o CRT possuí ? Não, olha de novo. Isso já existia quando você comprou o seu último CRT.
Um grande problema dos CRTs fica por conta de como configurar o monitor. No LCD (nos atuais, pelo menos) existe um botão que você aperta, ele se auto-configura com eficiência, restando modificações a serem feitas no brilho e contraste. No CRT não existe esse "botão mágico". Você precisa configurar todas as características que você deseja no monitor. Para a maior parte dos itens (e das pessoas) as opções 'default' satisfazem e o foco é sempre o maior problema.
Mas existem muitos casos onde isso não é verdade e as pessoas não fazem idéia de que devem modificar algum valor, por exemplo, a freqüência do monitor. O default dela é baixo para compatibilizar com qualquer placa de vídeo, se o usuário não modificar esse valor, ele vai usar 60 Hz pela vida inteira e com o uso sentir dores de cabeça, cansaço na vista, etc... Alguns sistemas operacionais sabem que podem fazer essa modificação e buscam automaticamente o melhor valor, mas no caso específico dos usuários do windows, isso pode depender do modelo da placa de vídeo, em especial, se ela necessita de drives externos (note que o "necessita" é complicado, toda placa vem com drive para windows, mas nem todos os modelos requerem a instalação desse para funcionar, mas o requerem para funcionamento de todos os recursos) e em todos os OS isso depende do sistema já estar instalado e ser um simples troca de monitores ou de se é uma instalação do zero. Por fim, aquela história de instalar o drive do monitor é bobagem, afinal ele está funcionando, está errado. Se o monitor possuí um drive, instale-o, no windows isso pode fazer muita diferença. Aliás, falei tanto do windows ... é porque no linux o monitor só dá algum tipo de dor de cabeça na configuração, quando é feita uma substituição em um sistema instalado e só porque o monitor ligou o usuário não atualiza o Xorg. Isso pode realmente ser desnecessário em modelos similares, mas ao substituir um 15" por 17", por exemplo, muda tudo. Na dúvida, trocou de monitor, reconfigure ele.
Na conclusão, bem, você decide. Eu só recomendo que não se deixe levar pela onda de consumo. Seja sensato, decida o que é melhor para você em todos os sentidos, não no que as pessoas esperam que seja melhor para você. Não considere apenas uma opinião, busque outras (três, no mínimo). Vá a fóruns e veja a experiência dos usuários que já fizeram suas escolhas. Pesquise. Se você é empresário e está pensando se deve ou não atualizar sua empresa, veja os comentários outro tópico. Verá alguns depoimentos interessantes e importantes para serem levados em consideração que vão além do lado técnico ou financeiro. Só então, com todas as cartas na mesa, faça sua escolha.
Outros links: http://del.icio.us/jfmitre/monitor
Se você tem interesse nas questões técnicas que diferem um CRT do LCD, primeiro eu recomendo fortemente a leitura dos comentários do post "original", pois estes foram muito ricos em informação escrita por diferentes perfis de usuários, com depoimentos que tornaram a discussão realmente muito interessante. Dito isso, eu não vou reinventar a rodar.
O que você deve levar em consideração quando compra um monitor LCD (copiado diretamente dos tais comentários) :
- cores
- luminosidade
- resolução (recomendada e máxima, incluo área aqui)
- contraste
- tempo de resposta
- freqüência
- angulo de visão
- tipo de conexão com o computador
- características físicas (wide ou não, haste móvel ou não, inclinação e etc, incluindo estética).
Parece pouco, mas muita coisa mudou nesse tempo, o maior exemplo está na página 2 do artigo, quando ele fala das características que eu mencionei acima. Ele considera um bom monitor, um que tenha o menor tempo de resposta possível, o que é correto, mas fornece valores razoáveis de 25 ms. E acho que nem temos mais monitores com um tempo de resposta tão alto. O artigo não pode servir de base para os "valores" considerados normais hoje em dia. Mas apresenta todas as tendências, depois que tiver entendido tudo, coloque numa lista e vá checando item por item nos diversos modelos disponíveis em lojas on-line (se for comprar algum, não se esqueça de verificar no site do fabricante para não ter dúvidas).
Por fim, fica faltando falar das qualidades do CRT. Aí a coisa começa a ficar estranha. Quem gosta de filmes e já view o "making-off" de "Guerra nas Estrelas", viu um belo monitor CRT em uma das entrevistas ... deixa eu repetir: um CRT. O motivo é a qualidade da imagem, mas eu acho muito pouco provável que alguém consiga achar (em locais comuns) no Brasil um monitor CRT que se compare com aquele do vídeo (que devia ser de 22" em resolução de 1600x1200 ou maior), de qualquer forma, é para um uso extremamente específicos, quando, literalmente, a imagem é tudo.
Hoje, para 97 % das aplicações, incluindo jogos, as atuais tecnologias dos LCDs dão conta do recado, com folga. Esse 3 % vai ficar para quem primeiro tenha uma placa de vídeo/computador/etc que possa realmente aproveitar-se de um poderoso monitor e segundo que tenha tais necessidades de qualidade imagem. O que não vale é você ter um monitor de tempo de resposta de 25 ms (modelo de 2005) e querer que ele funcione da mesma forma que um modelo barato da LG que tem tempo de resposta de 4 ms (modelo de 2007). Aliás, o pessoal desses 3 % normalmente já sabe disso a muito tempo.
A grande característica que um monitor CRT precisa ter está relacionada com o freqüência e resolução máximas. Para a resolução máxima que você definir, a freqüência tem que ser maior que 75 Hz, menos que isso é risco a saúde. Idealmente, deve-se ter 85 Hz na sua resolução escolhida, mas a regra é "quanto maior, melhor", 100 Hz é o que eu consideraria o objetivo (o pessoal que trabalha com imagens pode ser mais exigente). Eu fiz uma busca agora e não consegui achar para vender (no Brasil) um monitor de 17" CRT que fornecesse a 1280x1024 a 85 Hz de freqüência. O máximo que eu achei nesse momento foi 1024x768 com 85 Hz, em 1280x1024 apenas com 66 Hz. Isso não significa que esse monitores de qualidade não existam (nem que eles sejam muito mais caros, no lab da universidade tem vários desses monitores de 17" que fazem até 1280x1024 com 100 Hz, mas esse modelo não está mais listado na página da LG). De qualquer forma alguns CRT 19" (por exemplo,esse da LG) possuí ótimas especificações, superior a muitos LCDs diga-se de passagem.
Aliás, você viu a quantidade de itens de especificações que o CRT possuí ? Não, olha de novo. Isso já existia quando você comprou o seu último CRT.
Um grande problema dos CRTs fica por conta de como configurar o monitor. No LCD (nos atuais, pelo menos) existe um botão que você aperta, ele se auto-configura com eficiência, restando modificações a serem feitas no brilho e contraste. No CRT não existe esse "botão mágico". Você precisa configurar todas as características que você deseja no monitor. Para a maior parte dos itens (e das pessoas) as opções 'default' satisfazem e o foco é sempre o maior problema.
Mas existem muitos casos onde isso não é verdade e as pessoas não fazem idéia de que devem modificar algum valor, por exemplo, a freqüência do monitor. O default dela é baixo para compatibilizar com qualquer placa de vídeo, se o usuário não modificar esse valor, ele vai usar 60 Hz pela vida inteira e com o uso sentir dores de cabeça, cansaço na vista, etc... Alguns sistemas operacionais sabem que podem fazer essa modificação e buscam automaticamente o melhor valor, mas no caso específico dos usuários do windows, isso pode depender do modelo da placa de vídeo, em especial, se ela necessita de drives externos (note que o "necessita" é complicado, toda placa vem com drive para windows, mas nem todos os modelos requerem a instalação desse para funcionar, mas o requerem para funcionamento de todos os recursos) e em todos os OS isso depende do sistema já estar instalado e ser um simples troca de monitores ou de se é uma instalação do zero. Por fim, aquela história de instalar o drive do monitor é bobagem, afinal ele está funcionando, está errado. Se o monitor possuí um drive, instale-o, no windows isso pode fazer muita diferença. Aliás, falei tanto do windows ... é porque no linux o monitor só dá algum tipo de dor de cabeça na configuração, quando é feita uma substituição em um sistema instalado e só porque o monitor ligou o usuário não atualiza o Xorg. Isso pode realmente ser desnecessário em modelos similares, mas ao substituir um 15" por 17", por exemplo, muda tudo. Na dúvida, trocou de monitor, reconfigure ele.
Na conclusão, bem, você decide. Eu só recomendo que não se deixe levar pela onda de consumo. Seja sensato, decida o que é melhor para você em todos os sentidos, não no que as pessoas esperam que seja melhor para você. Não considere apenas uma opinião, busque outras (três, no mínimo). Vá a fóruns e veja a experiência dos usuários que já fizeram suas escolhas. Pesquise. Se você é empresário e está pensando se deve ou não atualizar sua empresa, veja os comentários outro tópico. Verá alguns depoimentos interessantes e importantes para serem levados em consideração que vão além do lado técnico ou financeiro. Só então, com todas as cartas na mesa, faça sua escolha.
Outros links: http://del.icio.us/jfmitre/monitor
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hardware
Saturday, June 16, 2007
CRT x LCD do ponto de vista econômico
Estava fazendo cálculos sobre a vantagens econômicas de adquirir um monitor de LCD. Não que em algum momento passe pela minha cabeça que o monitor de LCD seja em termos técnicos pior do que um CRT, mas eu estava pensando unicamente no dinheiro.
Para isso eu preciso considerar alguns padrões. O primeiro é dizer que o monitor é de 17". Com isso, sabendo que um monitor CRT de 17" consome, no máximo, aproximadamente 75W e um bom monitor de LCD de 17" (não widescreen) consome aproximadamente 35W. Outro fator (e polêmico) é o custo da compra dos dois equipamento. Eu vou assumir o preço de 250 reais para um CRT e 550 para um LCD. Por fim, considere o custo do KWh de 50 centavos (aproximadamente o valor do Rio de Janeiro).
O custo total de um monitor (seja ele qual for) é dado pelos seus custos fixos (no caso compra) somado aos custos variáveis (consumo de energia elétrica) e matematicamente formulado pela equação:
Custo = VC + (EnerCons)*(HorasDiárias*dias)*(PreçoDoKWh)/1000
Sendo VC, Valor de Compra, EnerCons, energia consumida pelo monitor em W, HorasDiárias e dias, está associado ao tempo de uso do mesmo, PreçoDoKWh, preço da energia elétrica e o 1000 e um fator de correção das unidades.
Supondo que você tenha que comprar um monitor novo agora, qual a escolha mais econômica ?
Sabemos que o investimento inicial do LCD é maior e que este consome menos do que o CRT, portanto é mais econômico. Pois, em quanto tempo o custo total do CRT se iguala ao custo total do LCD ?
Com os parâmetros anteriores e considerando que o monitor será utilizado todo dia por 12h o custo do CRT é igual ao custo do LCD em 1250 dias, ou seja, pouco menos de 3 anos e meio.
Nota: De uma forma simplificada pode ver essa equação de igualdade da seguinte forma: (75-35)*(12*d)*0,5/1000=(550-250), d é o número de dias a ser determinado..
Convenhamos, utilizar o monitor por 12 por dia todo dia é algo que vai muito além da maioria das pessoas. Se você usar apenas 6h por dia, então esse tempo salta pouco menos 3 anos e meio para quase 7 anos. O que rigor significa que se você usar mais ou menos 6 horas por dia o monitor, você precisaria de ter um monitor LCD funcionando por 7 anos para justificar o investimento financeiro.
Você tem um monitor funcionando, mais quanto tempo o LCD teria de funcionar para compensar a troca agora ?
Se você tem um monitor CRT funcionando isso significa que o custo compra do CRT é zero (VC=0), e então a coisa piora, e muito, pro lado do LCD, pois temos: (75-35)*(12*d)*0,5/1000=550, o que fornece aproximadamente 2292 dias, novamente considerando 12 horas de uso diário, isso é pouco mais de 6 anos. Sem nenhum exagero, caso você use o monitor por mais ou menos 6 horas por dia, o investimento financeiro só será justificado depois de 12 anos.
O que em outras palavras significa que seria preciso que o monitor LCD funcionasse por 6 anos para compensar a troca do atual e funcionando monitor CRT. O tempo não é nenhum exagero, mas você provavelmente vai querer trocar LCD antes por causa da nova tecnologia que eles ainda não inventaram.
Alguns fatores que não foram considerados
O preço da energia elétrica vai subir, mas mesmo que você considere o aumento de anual médio, não teríamos um impacto tão grande assim para nos fazer mudar de idéia em relação aos custos. Além disso, eu não brinquei de investidor. Eu posso muito bem investir a diferença do dinheiro do LCD e amortizar um pouco (muito pouco mesmo) o valor do aumento anual (não o valor da conta). Então entre um e outro eu resolvi não considerar nenhum dos dois.
O tempo de vida médio de um monitor CRT é 3 anos. Bom, mas eu já tive monitor de 5 anos de duração... De qualquer forma, para quem usa pouco o monitor esse tempo de vida sobe consideravelmente. Já o LCD eu não sei, existe muito disse-me-disse e acredito que pouca gente tenha um monitor desses a tempo suficiente para produzir um valor médio representativo para essa informação, mas pelo que eu já ouvi, muita gente consideraria razoável algo entre 6 a 7 anos.
Agora eu realmente nunca vi um monitor de CRT durar 50 mil horas, equivalente a 12 anos, com 12 horas diárias de uso e é isso que está no manual de um monitor da universidade que durou 2 (dois) anos e deu problema. A questão da durabilidade pode fazer a balança pender para um lado ou para o outro. Infelizmente esse é um valor que foge completamente do nosso controle, quem diria que o monitor que tinha a promessa de durar 12 anos ia durar apenas 2 anos, apenas 1 ano depois de acabada a garantia ? Os monitores LCD tem a natureza de durar mais, e isso pode ser um fator decisivo na hora de comprar um novo, tendo que comprar um novo (nada disso justificaria uma eventual troca).
O pessoal de fora do Rio de Janeiro deve refazer as contas, tanto por causa do valor do monitor, quanto (e principalmente) por causa do valor do KWh, essa equação de equilíbrio que eu usei aqui pode privilegiar o LCD dependendo do valor do KWh e das horas de uso (mas se usa menos de 6 horas, nem perca tempo, vai dar na mesmo conclusão).
Conclusão: Pensando apenas em dinheiro
Eu fiquei tão impressionado com as conclusões que eu, mesmo depois de ter refeitos as contas, acabei pendido ajuda ao Sérgio F. Lima para ver se tinha algo errado, além de ser professor de física, leitor desse blog, ele ainda é tricolor (eu não podia deixar passar essa !). Valeu pela ajuda Sérgio !!!
É um fato de que a econômica na energia elétrica tendo um monitor LCD é realmente grande, quase a metade do valor relativo ao uso de um CRT. Mas não só de custos variáveis vive a economia.
Vamos considerar duas classes de pessoas aqui: as que usam muito o monitor, cerca de 12 horas diárias, e as que não usam muito o monitor, com menos de 6 horas diárias.
Para quem usa muito o monitor, vamos dizer, para quem trabalha na frente da máquina 12-14 horas por dia, então, pode-se dizer que é economicamente vantajoso escolher um monitor LCD no lugar de um CRT na hora compras, não pelo custo inicial e etc, mas principalmente pela economia futura que terá com um equipamento de durabilidade maior. Mas cuidado com a origem e reputação do monitor comprado, perder esse monitor e ser obrigado comprar outro antes do tempo dará um senhor prejuízo.
Se por outro lado existe atualmente um monitor CRT funcionando nesse momento, só seria vantagem fazer a troca se tivesse como vender o monitor para alguém e por um bom preço.
Agora se você usa pouco o monitor, não tem jeito, não há como o monitor LCD ser economicamente mais vantajoso, nem mesmo considerando a durabilidade maior do LCD conseguiríamos fazer a balança tender para o lado do LCD. A questão toda é que quem usa pouco, desgasta pouco o equipamento.
Não se iluda quando alguém lhe disser que o LCD é mais econômico do que o CRT. De fato ele é consome muito menos energia, mas ainda não é mais econômico para a maioria das pessoas.
Bom, no mundo ideal o preço do LCD se aproximaria do preço do CRT fazendo a vantagem econômica passar o bastão para o monitor de LCD, matando a tecnologia CRT de uma vez por todas. É exatamente isso que nós vamos ver, o problema é que não vivemos no mundo ideal e dado o preço atual dos monitores CRT temos uma prova irrefutável de que eles eram muito mais caros do que deviam ser no passado, quando eles eram a única opção (ou você acha que eles estão tomando prejuízo agora ?). O preço do CRT caiu tanto, mas tanto, que será impossível ocorrer a substituição por esmagamento econômico (ou você consegue imaginar um monitor LCD por 250 reais sem que exista um outra tecnologia superior para substituí-lo?).
Essas contas foram um balde de gelo nos meus planos. Eu sabia que o custo inicial iria pesar na compra do LCD, mas não imaginei que pesaria tanto, até porque eu mesmo sabendo que não vivo no mundo ideal, não imaginava me deparar com esses valores. Em casa eu me enquadro nos que usam cerca de 6 horas por dia o computador (tem dias que chego a 15, mas em outros nem 1 hora, a média é de aproximadamente 6 horas). Para mim é inviável comprar o LCD se eu pensar apenas no dinheiro.
Conclusão: Esquecendo o dinheiro por um momento
Meu sonho de consumo (em termos de informática) é um monitor LCD 19". Primeiro pelo aumento do tamanho da tela (hoje eu uso um CRT de 17") e segundo pela qualidade da imagem do LCD (que é incomparável), especialmente esse último ponto me fará fazer a migração, mais cedo ou mais tarde.
Mas não só de dinheiro vive a tecnologia. A qualidade do monitor LCD é tamanha que justificaria a compra como um investimento em saúde e em qualidade de trabalho. Eu poderia enumerar as milhares de vantagens de um monitor LCD, ele vence em praticamente todos os critérios (inclusive em termos ecológico, afinal consome-se mesmo muito menos energia), exceto custo, mas isso não é o objetivo desse post.
Eu espero não ter destruído o sonho de mais ninguém com essas contas.
Para isso eu preciso considerar alguns padrões. O primeiro é dizer que o monitor é de 17". Com isso, sabendo que um monitor CRT de 17" consome, no máximo, aproximadamente 75W e um bom monitor de LCD de 17" (não widescreen) consome aproximadamente 35W. Outro fator (e polêmico) é o custo da compra dos dois equipamento. Eu vou assumir o preço de 250 reais para um CRT e 550 para um LCD. Por fim, considere o custo do KWh de 50 centavos (aproximadamente o valor do Rio de Janeiro).
O custo total de um monitor (seja ele qual for) é dado pelos seus custos fixos (no caso compra) somado aos custos variáveis (consumo de energia elétrica) e matematicamente formulado pela equação:
Custo = VC + (EnerCons)*(HorasDiárias*dias)*(PreçoDoKWh)/1000
Sendo VC, Valor de Compra, EnerCons, energia consumida pelo monitor em W, HorasDiárias e dias, está associado ao tempo de uso do mesmo, PreçoDoKWh, preço da energia elétrica e o 1000 e um fator de correção das unidades.
Supondo que você tenha que comprar um monitor novo agora, qual a escolha mais econômica ?
Sabemos que o investimento inicial do LCD é maior e que este consome menos do que o CRT, portanto é mais econômico. Pois, em quanto tempo o custo total do CRT se iguala ao custo total do LCD ?
Com os parâmetros anteriores e considerando que o monitor será utilizado todo dia por 12h o custo do CRT é igual ao custo do LCD em 1250 dias, ou seja, pouco menos de 3 anos e meio.
Nota: De uma forma simplificada pode ver essa equação de igualdade da seguinte forma: (75-35)*(12*d)*0,5/1000=(550-250), d é o número de dias a ser determinado..
Convenhamos, utilizar o monitor por 12 por dia todo dia é algo que vai muito além da maioria das pessoas. Se você usar apenas 6h por dia, então esse tempo salta pouco menos 3 anos e meio para quase 7 anos. O que rigor significa que se você usar mais ou menos 6 horas por dia o monitor, você precisaria de ter um monitor LCD funcionando por 7 anos para justificar o investimento financeiro.
Você tem um monitor funcionando, mais quanto tempo o LCD teria de funcionar para compensar a troca agora ?
Se você tem um monitor CRT funcionando isso significa que o custo compra do CRT é zero (VC=0), e então a coisa piora, e muito, pro lado do LCD, pois temos: (75-35)*(12*d)*0,5/1000=550, o que fornece aproximadamente 2292 dias, novamente considerando 12 horas de uso diário, isso é pouco mais de 6 anos. Sem nenhum exagero, caso você use o monitor por mais ou menos 6 horas por dia, o investimento financeiro só será justificado depois de 12 anos.
O que em outras palavras significa que seria preciso que o monitor LCD funcionasse por 6 anos para compensar a troca do atual e funcionando monitor CRT. O tempo não é nenhum exagero, mas você provavelmente vai querer trocar LCD antes por causa da nova tecnologia que eles ainda não inventaram.
Alguns fatores que não foram considerados
O preço da energia elétrica vai subir, mas mesmo que você considere o aumento de anual médio, não teríamos um impacto tão grande assim para nos fazer mudar de idéia em relação aos custos. Além disso, eu não brinquei de investidor. Eu posso muito bem investir a diferença do dinheiro do LCD e amortizar um pouco (muito pouco mesmo) o valor do aumento anual (não o valor da conta). Então entre um e outro eu resolvi não considerar nenhum dos dois.
O tempo de vida médio de um monitor CRT é 3 anos. Bom, mas eu já tive monitor de 5 anos de duração... De qualquer forma, para quem usa pouco o monitor esse tempo de vida sobe consideravelmente. Já o LCD eu não sei, existe muito disse-me-disse e acredito que pouca gente tenha um monitor desses a tempo suficiente para produzir um valor médio representativo para essa informação, mas pelo que eu já ouvi, muita gente consideraria razoável algo entre 6 a 7 anos.
Agora eu realmente nunca vi um monitor de CRT durar 50 mil horas, equivalente a 12 anos, com 12 horas diárias de uso e é isso que está no manual de um monitor da universidade que durou 2 (dois) anos e deu problema. A questão da durabilidade pode fazer a balança pender para um lado ou para o outro. Infelizmente esse é um valor que foge completamente do nosso controle, quem diria que o monitor que tinha a promessa de durar 12 anos ia durar apenas 2 anos, apenas 1 ano depois de acabada a garantia ? Os monitores LCD tem a natureza de durar mais, e isso pode ser um fator decisivo na hora de comprar um novo, tendo que comprar um novo (nada disso justificaria uma eventual troca).
O pessoal de fora do Rio de Janeiro deve refazer as contas, tanto por causa do valor do monitor, quanto (e principalmente) por causa do valor do KWh, essa equação de equilíbrio que eu usei aqui pode privilegiar o LCD dependendo do valor do KWh e das horas de uso (mas se usa menos de 6 horas, nem perca tempo, vai dar na mesmo conclusão).
Conclusão: Pensando apenas em dinheiro
Eu fiquei tão impressionado com as conclusões que eu, mesmo depois de ter refeitos as contas, acabei pendido ajuda ao Sérgio F. Lima para ver se tinha algo errado, além de ser professor de física, leitor desse blog, ele ainda é tricolor (eu não podia deixar passar essa !). Valeu pela ajuda Sérgio !!!
É um fato de que a econômica na energia elétrica tendo um monitor LCD é realmente grande, quase a metade do valor relativo ao uso de um CRT. Mas não só de custos variáveis vive a economia.
Vamos considerar duas classes de pessoas aqui: as que usam muito o monitor, cerca de 12 horas diárias, e as que não usam muito o monitor, com menos de 6 horas diárias.
Para quem usa muito o monitor, vamos dizer, para quem trabalha na frente da máquina 12-14 horas por dia, então, pode-se dizer que é economicamente vantajoso escolher um monitor LCD no lugar de um CRT na hora compras, não pelo custo inicial e etc, mas principalmente pela economia futura que terá com um equipamento de durabilidade maior. Mas cuidado com a origem e reputação do monitor comprado, perder esse monitor e ser obrigado comprar outro antes do tempo dará um senhor prejuízo.
Se por outro lado existe atualmente um monitor CRT funcionando nesse momento, só seria vantagem fazer a troca se tivesse como vender o monitor para alguém e por um bom preço.
Agora se você usa pouco o monitor, não tem jeito, não há como o monitor LCD ser economicamente mais vantajoso, nem mesmo considerando a durabilidade maior do LCD conseguiríamos fazer a balança tender para o lado do LCD. A questão toda é que quem usa pouco, desgasta pouco o equipamento.
Não se iluda quando alguém lhe disser que o LCD é mais econômico do que o CRT. De fato ele é consome muito menos energia, mas ainda não é mais econômico para a maioria das pessoas.
Bom, no mundo ideal o preço do LCD se aproximaria do preço do CRT fazendo a vantagem econômica passar o bastão para o monitor de LCD, matando a tecnologia CRT de uma vez por todas. É exatamente isso que nós vamos ver, o problema é que não vivemos no mundo ideal e dado o preço atual dos monitores CRT temos uma prova irrefutável de que eles eram muito mais caros do que deviam ser no passado, quando eles eram a única opção (ou você acha que eles estão tomando prejuízo agora ?). O preço do CRT caiu tanto, mas tanto, que será impossível ocorrer a substituição por esmagamento econômico (ou você consegue imaginar um monitor LCD por 250 reais sem que exista um outra tecnologia superior para substituí-lo?).
Essas contas foram um balde de gelo nos meus planos. Eu sabia que o custo inicial iria pesar na compra do LCD, mas não imaginei que pesaria tanto, até porque eu mesmo sabendo que não vivo no mundo ideal, não imaginava me deparar com esses valores. Em casa eu me enquadro nos que usam cerca de 6 horas por dia o computador (tem dias que chego a 15, mas em outros nem 1 hora, a média é de aproximadamente 6 horas). Para mim é inviável comprar o LCD se eu pensar apenas no dinheiro.
Conclusão: Esquecendo o dinheiro por um momento
Meu sonho de consumo (em termos de informática) é um monitor LCD 19". Primeiro pelo aumento do tamanho da tela (hoje eu uso um CRT de 17") e segundo pela qualidade da imagem do LCD (que é incomparável), especialmente esse último ponto me fará fazer a migração, mais cedo ou mais tarde.
Mas não só de dinheiro vive a tecnologia. A qualidade do monitor LCD é tamanha que justificaria a compra como um investimento em saúde e em qualidade de trabalho. Eu poderia enumerar as milhares de vantagens de um monitor LCD, ele vence em praticamente todos os critérios (inclusive em termos ecológico, afinal consome-se mesmo muito menos energia), exceto custo, mas isso não é o objetivo desse post.
Eu espero não ter destruído o sonho de mais ninguém com essas contas.
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Sunday, May 27, 2007
Aterramento
O Aterramento constitui um ponto de tensão referencial constante e nula no seu sistema elétrico. Isso, em palavras bem simples, representa uma forma do seu "sistema" saber se a fase(s) e/ou o retorno estão fornecendo o valor correto.
Para simplificar a explicação, considere um no-break e uma rede elétrica de 127 V. Duas informações são importantes aqui. A primeira é que a diferença de tensão entre a fase e o retorno é de 127 V, a segunda é que a fase seja o mais próximo de 127 V e o retorno seja o mais próximo de 0 V possível quando comparado com o "terra".
Vamos supor que um rede tenha fase de 137 V e um retorno de 10 V quando comparado com um terra. A diferença de tensão entre a fase e o retorno é 127 V, e isso é ótimo, mas isso não significa que essa rede elétrica seja apropriada. Na verdade, o 137 V representa um risco para os equipamento elétricos sensíveis. Obviamente, não se observa as três diferenças simultaneamente, basta verificar que a diferença de tensão entre a fase e o retorno seja de 127 V e que a diferença de tensão entre o retorno e o terra seja inferior a 3 V (A tolerância de 3 V é o máximo recomendado).
Se você usa um no-break e usa um terra eficiente, então no exemplo acima o no-break entra em ação no lugar da rede elétrica (ou pelo menos deveria, tem muito produto ruim pelo mercado).
Agora, se você usa um no-break e não usa um terra, então, para ele no-break, não existe forma dele saber se o sistema estaria ou não funcionando corretamente. Se o seu no-break é um caro no-break verdadeiro, então ele recebe o impacto de todo o problema nele e emite sempre de sua(s) bateria(s) uma saída de tensão adequada. A maioria dos no-breaks disponíveis não funcionam assim, eles só vão entrar em ação quando for detectado algum tipo de problema (tipo a diferença de tensão entre a fase e o retorno for maior ou menor que os 127 V mais ou menos a tolerância que o equipamento permite).
Uma outra informação importante é o que é exatamente um aterramento. Por mais simples que pareça, ele é um fio ligado a uma barra metálica (exemplo: uma barra de cobre) enterrada na terra. Essa barra metálica possuí especificações e critérios para ser escolhida adequadamente, a barra de cobre é usual, mas sua espessura é determinada pela qualidade da terra (do chão) e pela quantidade de uso estimado pelos sistemas pendurados. Essa barra metálica possuí um funcionamento similar a um ânodo de célula eletrolítica, o que na parte mais importante da história significa que ela desaparece com o tempo.
Construindo um terra efetivo
Primeiro quero deixar bem claro que um terra pode ser considerado indispensável por 10 entre 10 especialistas no assunto e que eu, mesmo não sendo um especialista, também recomendo ter um terra, portanto vou mencionar abaixo quais seriam as possíveis conseqüências de não ter um terra, isso não significa que eu recomende não ter um terra.
Bom, vamos dizer o seguinte, você tem algum problema hoje ? Seu computador possuí milhares de defeitos inexplicáveis ? Você já perdeu "muitos" HDs, placas de vídeo, memória, até CPU ou placa mãe, sem que isso seja realmente uma coisa muito óbvia ? Não ? Então sua rede de eletricidade é boa. Certamente não é perfeita e um terra eficiente seria muito bom, mas a ausência não é o fim do mundo.
Talvez você leve alguns choques quando toca na carcaça do computador, talvez isso faça seu monitor tremer de vez em quando (quando alguém liga o chuveiro elétrico e isso não acontece com os LCDs). Mas nada que realmente justifique uma preocupação extra.
Acontece que o terra só será usado quando a diferença de tensão entre o retorno e o terra forma maior que um determinado valor, vamos dizer, 5 V. Oras, se na sua casa/apartamento o seu retorno de energia for sempre menor do que esse valor (sob um hipotético e inexistente terra), então ter ou não o terra não seria problema.
Você dificilmente perderia seu computador por causa de um pico de luz, se tiver um no-break ou um estabilizador de verdade (que são raros e até mais caros que os no-breaks mais simples), mesmo não aterrado, porque o retorno na sua rede elétrica é limpo, mesmo não sendo 100 %.
Agora, se o seu computador passa mais tempo com o técnico do que com você e ninguém sabe te explicar porque você tem tanto azar de ter receber sempre as peças mais problemáticas mesmo quando escolhendo as peças de boa qualidade, então pense com carinho na possibilidade de ter um problema na rede elétrica. E lembre-se que mesmo que a diferença de tensão entre a fase e o retorno seja apropriada não significa que tenha uma rede elétrica de qualidade. Vale apena pensar em investir em um teste adequado na rede elétrica construindo um aterramento ou comprando um módulo de isolamento.
Lembrando também que a distribuidora de energia possuí um sistema de aterramento que deve ser eficiente o suficiente para manter o retorno limpo, sendo assim, eventuais danos materiais provocados pelo simples uso da rede elétrica são de responsabilidade da distribuidora.
Claro que isso não resolve o problema dos eventuais dados perdidos, então, backup, backup e backup. E o mais importante, não deixe o backup conectado 24 horas na mesma energia desprotegida que o seu computador, ele corre o risco de queimar junto com o original.
E o resto da casa ?
Toda casa precisa de um terra, mas a verdade é que apenas equipamentos eletrônicos são realmente sensíveis a esse tipo de problema. Para a maioria dos outros equipamentos, tipo: geladeira, ferro elétrico, máquina de lavar, etc. o terra serve de proteção para o usuário (E, claro, isso também é importante!). Evita que você leve choque ao tocar na parte metálica da geladeira ou na parte metálica da máquina de lavar ou ao tomar banho ... Bem, pensando nisso (e em outras coisas) é que a maior parte dos produtores desses equipamento deixaram de usar tanto metal e passaram a usar plástico. Não chega a ser um problema muito grande que sua geladeira não tenha um terra conectado.
Lembrem-se, por fim, que ter um aterramento adequado é importante para a segurança pessoal e para a segurança dos equipamentos, mas é melhor não ter um aterramento, do que ter um terra que não funciona.
Para simplificar a explicação, considere um no-break e uma rede elétrica de 127 V. Duas informações são importantes aqui. A primeira é que a diferença de tensão entre a fase e o retorno é de 127 V, a segunda é que a fase seja o mais próximo de 127 V e o retorno seja o mais próximo de 0 V possível quando comparado com o "terra".
Vamos supor que um rede tenha fase de 137 V e um retorno de 10 V quando comparado com um terra. A diferença de tensão entre a fase e o retorno é 127 V, e isso é ótimo, mas isso não significa que essa rede elétrica seja apropriada. Na verdade, o 137 V representa um risco para os equipamento elétricos sensíveis. Obviamente, não se observa as três diferenças simultaneamente, basta verificar que a diferença de tensão entre a fase e o retorno seja de 127 V e que a diferença de tensão entre o retorno e o terra seja inferior a 3 V (A tolerância de 3 V é o máximo recomendado).
Se você usa um no-break e usa um terra eficiente, então no exemplo acima o no-break entra em ação no lugar da rede elétrica (ou pelo menos deveria, tem muito produto ruim pelo mercado).
Agora, se você usa um no-break e não usa um terra, então, para ele no-break, não existe forma dele saber se o sistema estaria ou não funcionando corretamente. Se o seu no-break é um caro no-break verdadeiro, então ele recebe o impacto de todo o problema nele e emite sempre de sua(s) bateria(s) uma saída de tensão adequada. A maioria dos no-breaks disponíveis não funcionam assim, eles só vão entrar em ação quando for detectado algum tipo de problema (tipo a diferença de tensão entre a fase e o retorno for maior ou menor que os 127 V mais ou menos a tolerância que o equipamento permite).
Uma outra informação importante é o que é exatamente um aterramento. Por mais simples que pareça, ele é um fio ligado a uma barra metálica (exemplo: uma barra de cobre) enterrada na terra. Essa barra metálica possuí especificações e critérios para ser escolhida adequadamente, a barra de cobre é usual, mas sua espessura é determinada pela qualidade da terra (do chão) e pela quantidade de uso estimado pelos sistemas pendurados. Essa barra metálica possuí um funcionamento similar a um ânodo de célula eletrolítica, o que na parte mais importante da história significa que ela desaparece com o tempo.
Construindo um terra efetivo
- Se você não tem um terra e mora em uma casa, faça um buraco na parece, passe um fio de 4 mm por ele e conecte, com solda, a uma barra de cobre de 10 mm de espessura e 2 metros de comprimento para assegurar uma tomada com um terra hiperdimensionado. Para uma casa inteira eu recomendo contatar uma empresa especializada.
- Para um prédio, infelizmente, a empresa especializada é realmente a única opção de construir um terra efetivo. Qualquer outra medida pode parecer eficiente, mas pode se tornar uma senhora dor de cabeça no futuro.
- Para ambos os casos, podemos ignorar um terra e comprar um módulo de isolamento. O que esse módulo faz é simular um terra efetivo sem qualquer tipo de obra na casa ou no prédio. Ele se parece com um estabilizador, mas o estabilizador ou o próprio no-break, devem ser ligados nele. O problema é que os módulos disponíveis ainda têm pouca potência, fazendo-se necessário ter mais de um para manter um monitor e um computador de (pen)última geração.
- Se você tem um terra, não deve ignorar que deve trocar a tal barra metálica do aterramento periodicamente. De 6 em 6 meses seria uma boa escolha. Se não for possível, pelo menos de ano em ano. Não pense que o terra de hoje estará funcionando daqui a 3 anos sem manutenção apropriada, porque não estará.
- Existe uma ordem na tomada se o terra estiver conectado para conectar a fase e o retorno. Ignorar essa ordem da tomada (ou seja, ter uma "tomada invertida") pode trazer sérios problemas para todo o circuito do terra. Veja a ordem correta na figura, a imagem representa a tomada na parede (fêmea), cuidado com o efeito espelho no plug (macho) para não trocar a ordem. Dica, o plug costuma ter escrito nele a informação de quem é o terra, fase e neutro (retorno).

- Você não deve ligar o terra no retorno. O motivo explicado pela internet é de possíveis problemas com relação a inversão do retorno com a fase na caixa de energia. De fato isso seria um problema grave, mas também seria um problema (em menor escala) se alguém fizesse isso com o terra ativado criando uma tomada invertida. Para mim o motivo mais lógico para você não fazer isso, é que não serve para nada, não existe qualquer benefício, já que o sistema (o no-break, por exemplo) continuaria se limitando a fazer a verificação de diferença de tensão entre a fase e o retorno (que também seria o terra). Além de não trazer vantagens, trás o risco de alguém que não devia fazer a besteira de inverter a conexão ligando o terra na fase.
- Você não deve ligar o fio terra ao vergalhão da pilastra do seu apartamento. Lembra que lá em cima eu disse que a tal barra metálica desaparece com o tempo ? Leu depois que eu disse que é preciso trocar a tal barra metálica periodicamente ? Então, por favor, reflita sobre isso: Como vai fazer para trocar a barra metálica da pilastra do seu apartamento ? Eu não sou engenheiro civil, mas eu posso apostar que a pilastra "serve" para alguma coisa, conseqüentemente, o vergalhão idem. Não me parece razoável usar esse vergalhão como ânodo de um sistema. Aliás, imagina se a moda pega e todo mundo no prédio resolve fazer a mesma coisa. Em "pouquíssimo" tempo não teria vergalhão algum no prédio.
- Não deve usar a tubulação esgoto/água de chumbo/metálica para ser o condutor do terra. Pelo amor de Deus, eu preciso explicar isso ? Acreditem, tem gente que faz isso. De qualquer forma, só para não dizerem que eu não expliquei direito, lá vai: você vai fazer um belo buraco no tubo de água/esgoto. Se isso não é o bastante para considerar isso uma idéia estúpida, lembre-se dos possíveis choques ao se abrir a torneira, enfim: NÃO faça isso.
Primeiro quero deixar bem claro que um terra pode ser considerado indispensável por 10 entre 10 especialistas no assunto e que eu, mesmo não sendo um especialista, também recomendo ter um terra, portanto vou mencionar abaixo quais seriam as possíveis conseqüências de não ter um terra, isso não significa que eu recomende não ter um terra.
Bom, vamos dizer o seguinte, você tem algum problema hoje ? Seu computador possuí milhares de defeitos inexplicáveis ? Você já perdeu "muitos" HDs, placas de vídeo, memória, até CPU ou placa mãe, sem que isso seja realmente uma coisa muito óbvia ? Não ? Então sua rede de eletricidade é boa. Certamente não é perfeita e um terra eficiente seria muito bom, mas a ausência não é o fim do mundo.
Talvez você leve alguns choques quando toca na carcaça do computador, talvez isso faça seu monitor tremer de vez em quando (quando alguém liga o chuveiro elétrico e isso não acontece com os LCDs). Mas nada que realmente justifique uma preocupação extra.
Acontece que o terra só será usado quando a diferença de tensão entre o retorno e o terra forma maior que um determinado valor, vamos dizer, 5 V. Oras, se na sua casa/apartamento o seu retorno de energia for sempre menor do que esse valor (sob um hipotético e inexistente terra), então ter ou não o terra não seria problema.
Você dificilmente perderia seu computador por causa de um pico de luz, se tiver um no-break ou um estabilizador de verdade (que são raros e até mais caros que os no-breaks mais simples), mesmo não aterrado, porque o retorno na sua rede elétrica é limpo, mesmo não sendo 100 %.
Agora, se o seu computador passa mais tempo com o técnico do que com você e ninguém sabe te explicar porque você tem tanto azar de ter receber sempre as peças mais problemáticas mesmo quando escolhendo as peças de boa qualidade, então pense com carinho na possibilidade de ter um problema na rede elétrica. E lembre-se que mesmo que a diferença de tensão entre a fase e o retorno seja apropriada não significa que tenha uma rede elétrica de qualidade. Vale apena pensar em investir em um teste adequado na rede elétrica construindo um aterramento ou comprando um módulo de isolamento.
Lembrando também que a distribuidora de energia possuí um sistema de aterramento que deve ser eficiente o suficiente para manter o retorno limpo, sendo assim, eventuais danos materiais provocados pelo simples uso da rede elétrica são de responsabilidade da distribuidora.
Claro que isso não resolve o problema dos eventuais dados perdidos, então, backup, backup e backup. E o mais importante, não deixe o backup conectado 24 horas na mesma energia desprotegida que o seu computador, ele corre o risco de queimar junto com o original.
E o resto da casa ?
Toda casa precisa de um terra, mas a verdade é que apenas equipamentos eletrônicos são realmente sensíveis a esse tipo de problema. Para a maioria dos outros equipamentos, tipo: geladeira, ferro elétrico, máquina de lavar, etc. o terra serve de proteção para o usuário (E, claro, isso também é importante!). Evita que você leve choque ao tocar na parte metálica da geladeira ou na parte metálica da máquina de lavar ou ao tomar banho ... Bem, pensando nisso (e em outras coisas) é que a maior parte dos produtores desses equipamento deixaram de usar tanto metal e passaram a usar plástico. Não chega a ser um problema muito grande que sua geladeira não tenha um terra conectado.
Lembrem-se, por fim, que ter um aterramento adequado é importante para a segurança pessoal e para a segurança dos equipamentos, mas é melhor não ter um aterramento, do que ter um terra que não funciona.
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Friday, May 04, 2007
USB: Review
O que você sabe sobre o USB ? Já houve um tempo que era necessário ler manuais para saber como conectar alguma coisa a porta USB, hoje, isso se torna cada vez menos comum. A porta USB chegou a lugar comum onde todo mundo parece saber tudo sobre ela desde sempre. Além disso, cada vez mais são lançado produtos realmente exóticos que podem ser conectados a sua porta USB.
Por esses motivos é interessante fazer um review sobre o assunto. Os links que cito abaixo são fontes de informação mais importantes e precisas do que qualquer coisa que eu consiga escrever sobre o assunto. De qualquer forma eu cito alguns pontos que eu considero importantes resumidos logo abaixo.
Por esses motivos é interessante fazer um review sobre o assunto. Os links que cito abaixo são fontes de informação mais importantes e precisas do que qualquer coisa que eu consiga escrever sobre o assunto. De qualquer forma eu cito alguns pontos que eu considero importantes resumidos logo abaixo.
- A maior para das pessoas sabe que existem diferentes versões de USB, 1.0, 1.1 e a 2.0, só que elas não são as únicas. Existem as 0.7, 0.8, 0.9, e até a 0.99, sem contar a Release Candidate da 1.0.
- A versão 1.0 não é tão popular quanto se imagina, ou melhor, quanto os rótulos dos equipamentos fazem parecer. Na verdade o que é realmente utilizado é a 1.1, exceto em casos muito específicos (e antigos). A versão 1.1 é apenas uma correção de diversos problemas da 1.0, a maioria relacionadas com os hubs usb. Portanto, a 1.1 é a 1.0 com os problemas corrigidos e não duas versões tão diferentes assim.
- A versão 1.0 (e como visto no item anterior, a 1.1) transmite dados a no máximo 12 Mbps, enquanto a 2.0 vai a 480 Mbps, portanto, muito melhor.
- O USB também transmite uma pequena quantidade de energia elétrica. Isso permite recarregar pilhas, ligar um ventilador ou ouvir música usando um MP3 Player sem o uso das pilhas ou interface gráfica (muito útil se o seu computador não tiver som), tudo através da porta usb, mas por favor, não ligue tudo isso ao mesmo tempo.
- Aliás, cada porta USB por suportar até 127 dispositivos simultaneamente, utilizando Hubs USB. A grosso modo um Hub USB na mais é do que um equivalente USB do que o filtro de linha é para uma tomada de energia, ou seja, ele transforma um único ponto usb em quantos você quiser a um máximo de 127. Com mais ou menos 60 reais você compra um modelo moderno (USB 2.0), elegante (o pessoal realmente cuida da estética) e de 4 portas, como esse.
- Só porque cada ponto USB pode suportar até 127 dispositivos, não significa que ela tenha energia para alimentar os 127 dispositivos simultaneamente (eu fico com receio já com 4, imagine 127). Portanto esse número de dispositivos é teórico, exceto para os Hubs USB que permitem uma alimentação de energia diretamente da tomada... não vale cabo adicional de USB (como o modelo que eu apresentei acima), nesse último caso, o Hub conta com a energia de 2 portas USB, mas isso não permitiria alimentar 127 dispositivos simples (tipo pendrive)
- Existem quatro tipos de conectores USB. Isso deve ser trivial para quem o usa no dia-a-dia, mas já vi muita gente achar que estava sonhando.
- USB: Wikipédia em Português
- USB: Wikipédia em inglês
- USB: InfoWester
- USB 2.0: InfoWester
- Como Conectar Dois Micros Usando um Cabo USB-USB
- USB, Firewire e DVI - Recomendo a leitura das três partes, mas a primeira é a única que se encaixa nesse contexto.
Friday, February 23, 2007
Seu computador está lento ? Troque o mouse
Você não leu o título do tópico errado. Se o seu computador estiver mais lento do que ele já esteve um dia, se ele parece estar enferrujando, então existe uma grande possibilidade do seu problema ser o mouse.
Esse pequeno periférico é por onde passa a maioria das sensações que experimentamos dia-a-dia na frente do computador. Já reparou que os periféricos usuais limitam-se a teclado e mouse ? Já percebeu que excetuando quando o teclado apresenta nítidos problemas (tecla que não digita), todas vezes que reclama com o seu computador da lentidão é quando está usando o mouse ? Existem razões para isso.
Hoje chegou o meu mouse novo e parece que comprei um computador novo por 32,90 reais.
Só não vale ter um "Pentium 100" e esperar que ele vire um "Duo Core 2" com a troca do mouse !
(*) Não sabe quais são eram os seu programas ativos ? Não sabe se isso aumentou hoje ? Bem isso pode ser um problema. Evite essa pergunta, faça uma lista de todos os programas ativos, não é tão difícil quanto parece. Exemplo: Uso o KDE com o superkaramba (6 temas), amarok, klipper, 4 áreas virtuais. Por baixo dos panos eu tenho o servidor ssh, o apache, servidor mysql. Usualmente estou com o firefox e o kate aberto. Esses são os básicos, aqueles que estão sempre por ali, abertos, não importa o que eu esteja fazendo. Se tentar fazer a sua lista verá que é muito simples. É mais fácil fazer essa lista do que escrever ela em um blog destacando os nomes de softwares em itálico.
Esse pequeno periférico é por onde passa a maioria das sensações que experimentamos dia-a-dia na frente do computador. Já reparou que os periféricos usuais limitam-se a teclado e mouse ? Já percebeu que excetuando quando o teclado apresenta nítidos problemas (tecla que não digita), todas vezes que reclama com o seu computador da lentidão é quando está usando o mouse ? Existem razões para isso.
- O teclado nunca parece lento, porque você é mais lento que o teclado, ou seja, nós demoramos mais tempo para digitar do que o computador leva para escrever na tela.
- Por outro lado, com o mouse é exatamente o contrário. Nós primeiro pensamos: quero o mouse "aqui" e depois fazemos o movimento com a mão. Tudo leva alguns milésimos entre o raciocínio e o movimento, mas a verdade é que a mente já está esperando o movimento terminado quando começamos a executar ele. Então, qualquer atraso que o mouse "adicione" a esse processo, por menor que seja, é sentido.
Hoje chegou o meu mouse novo e parece que comprei um computador novo por 32,90 reais.
Só não vale ter um "Pentium 100" e esperar que ele vire um "Duo Core 2" com a troca do mouse !
(*) Não sabe quais são eram os seu programas ativos ? Não sabe se isso aumentou hoje ? Bem isso pode ser um problema. Evite essa pergunta, faça uma lista de todos os programas ativos, não é tão difícil quanto parece. Exemplo: Uso o KDE com o superkaramba (6 temas), amarok, klipper, 4 áreas virtuais. Por baixo dos panos eu tenho o servidor ssh, o apache, servidor mysql. Usualmente estou com o firefox e o kate aberto. Esses são os básicos, aqueles que estão sempre por ali, abertos, não importa o que eu esteja fazendo. Se tentar fazer a sua lista verá que é muito simples. É mais fácil fazer essa lista do que escrever ela em um blog destacando os nomes de softwares em itálico.
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Monday, February 19, 2007
Dados estatísticos sobre falhas e mantunção de HDs
Essa eu encontrei através do Br-Linux. Mas merece um belo comentário. Primeiro um comentário bastante perspicaz de quem escreveu a notícia no Br-Linux me chamou a atenção: "... na hora de buscar estatísticas sobre durabilidade e manutenção de discos rígidos, que fonte poderia ser melhor do que o Google, que tem centenas de milhares de micros, e usa HDs "comuns" (SATA ou não, de 80 a 400GB, de 5400 a 7200rpm) neles?. Isso é a mais pura verdade. Não apenas a generalidade dessa observação, como no exato ponto que ela se concentra.
Muitos de nós, aqui no Brasil especialmente, possuem um rede elétrica de baixa e péssima qualidade. Usamos estabilizadores cuja a eficiência é mais questionável ainda. E as fontes ? Você especificou as fontes do seu computador ? Ou comprou o que veio ?
Nós temos o hábito de tomar cuidados com HDs, placa-mãe, CPU, placa de vídeo e, alguns de nós, com marca da memória. Mas muito poucos de nós se preocupam com as certificações do gabinete, da fonte, do estabilizador, do coolers !!! Enfim, com os adicionais.
A questão é que esse estudo do Google é feito nos mesmos padrões no nosso uso. Bom, pelo menos, muito mais próximo. Muitas das máquinas do Google possuem todos os padrões e especificações, muitas outras não. Tá certo que a rede elétrica deve ser de boa qualidade, mas ainda assim é uma visão muito mais realista do que dos testes feitos em laboratório sobre condições muito bem controladas de tensão, temperatura, etc ...
A segunda coisa que me chamou a atenção foi o texto. Trata-se de um artigo científico que segue algumas regras básicas do experimentalismo que, infelizmente, não são vistas em muitos artigos científicos. TODOS os dados possuem barra de erro. E isso não é pouca coisa. Eles utilizaram o software "R" para fazer a análise estatística.
Bom, para quem quiser ler o arquivo pdf. Eis o link direto.
Para quem não quer ler o texto, mas assim como eu possuí um computador em um quarto sem ar condicionado, considere que nós estamos na faixa crítica de temperatura operacional de HDs, que não deve ser maior que 55 °C, mas é recomendado que seja menor que 45 °C, vide manual. Mas aqui, no Rio de Janeiro, nível do mar, o HD gabinete atinge fácil a temperatura de 39-41 °C, com picos de 46-47 °C. Oras, nenhuma parte interna do computador (todas produzem calor) podem estar a uma temperatura menor que a temperatura no interior do gabinete (física básica). No meu computador a temperatura do HD atinge, com freqüência os 48 °C, e só não passa de 50 °C porque eu desligo a máquina quando isso acontece.
Enfim, o estudo mostra a associação das falhas com temperatura de operação. E para grande surpresa (existem várias surpresas, mas essa me impressionou muito) a alta temperatura de operação não está associada com as altas taxas de falhas nos HDs. Incrível, não ? Eu criei uma educação de backup (que já falhou na hora que mais precisei, mas ainda assim a preocupação sempre existiu) por causa das elevadas temperaturas de operação do HD. Mas esse estudo coloca por terra a associação da falhas no HD com a temperatura de operação.
Outro dado que me deixou impressionado está relacionado com as falhas do HD em relação a idade. Não deve ser surpresa para ninguém que quanto mais velho mais suscetível a erros o está HD. Ok? Mas se o HD tiver uma grande "freqüência uso", então a maior probabilidade de erros está entre os HDs "mais jovens". Isso só não é mais triste por causa da garantia do equipamento ... mas ainda assim é decepcionante.
Muitos de nós, aqui no Brasil especialmente, possuem um rede elétrica de baixa e péssima qualidade. Usamos estabilizadores cuja a eficiência é mais questionável ainda. E as fontes ? Você especificou as fontes do seu computador ? Ou comprou o que veio ?
Nós temos o hábito de tomar cuidados com HDs, placa-mãe, CPU, placa de vídeo e, alguns de nós, com marca da memória. Mas muito poucos de nós se preocupam com as certificações do gabinete, da fonte, do estabilizador, do coolers !!! Enfim, com os adicionais.
A questão é que esse estudo do Google é feito nos mesmos padrões no nosso uso. Bom, pelo menos, muito mais próximo. Muitas das máquinas do Google possuem todos os padrões e especificações, muitas outras não. Tá certo que a rede elétrica deve ser de boa qualidade, mas ainda assim é uma visão muito mais realista do que dos testes feitos em laboratório sobre condições muito bem controladas de tensão, temperatura, etc ...
A segunda coisa que me chamou a atenção foi o texto. Trata-se de um artigo científico que segue algumas regras básicas do experimentalismo que, infelizmente, não são vistas em muitos artigos científicos. TODOS os dados possuem barra de erro. E isso não é pouca coisa. Eles utilizaram o software "R" para fazer a análise estatística.
Bom, para quem quiser ler o arquivo pdf. Eis o link direto.
Para quem não quer ler o texto, mas assim como eu possuí um computador em um quarto sem ar condicionado, considere que nós estamos na faixa crítica de temperatura operacional de HDs, que não deve ser maior que 55 °C, mas é recomendado que seja menor que 45 °C, vide manual. Mas aqui, no Rio de Janeiro, nível do mar, o HD gabinete atinge fácil a temperatura de 39-41 °C, com picos de 46-47 °C. Oras, nenhuma parte interna do computador (todas produzem calor) podem estar a uma temperatura menor que a temperatura no interior do gabinete (física básica). No meu computador a temperatura do HD atinge, com freqüência os 48 °C, e só não passa de 50 °C porque eu desligo a máquina quando isso acontece.
Enfim, o estudo mostra a associação das falhas com temperatura de operação. E para grande surpresa (existem várias surpresas, mas essa me impressionou muito) a alta temperatura de operação não está associada com as altas taxas de falhas nos HDs. Incrível, não ? Eu criei uma educação de backup (que já falhou na hora que mais precisei, mas ainda assim a preocupação sempre existiu) por causa das elevadas temperaturas de operação do HD. Mas esse estudo coloca por terra a associação da falhas no HD com a temperatura de operação.
Outro dado que me deixou impressionado está relacionado com as falhas do HD em relação a idade. Não deve ser surpresa para ninguém que quanto mais velho mais suscetível a erros o está HD. Ok? Mas se o HD tiver uma grande "freqüência uso", então a maior probabilidade de erros está entre os HDs "mais jovens". Isso só não é mais triste por causa da garantia do equipamento ... mas ainda assim é decepcionante.
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