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Monday, July 18, 2011

RSS: O conteúdo vai até você

A aproximadamente 10 anos atrás surgiu o que hoje se chama de RSS, um conjunto de instruções que permite a um determinado site divulgar de forma organizada e dinâmica as atualizações que ele produz a seus leitores. Passaram cerca de 10 anos e a maioria das pessoas que eu conheço não sabem o que é ou não usam  o RSS. É para essas pessoas (embora não somente para elas) que eu escrevo esse texto, pois é meio contraditório escrever sobre o que é RSS em um blog que é lido principalmente através desse mecanismo.

O conceito do RSS é bem simples, disse antes, mas vou repetir: é uma forma que o site/blog/produtor de conteúdo possui de divulgar aquilo que ele produz de uma forma organizada. De forma similar, é como se a cada texto que fosse escrito eu envia-se um e-mail para você para te avisar "criei um texto/produto novo, quer ler ?" com a diferença que, de fato, não é um e-mail que ele te envia, mas sim, o conteúdo em si (de forma resumida ou completa) em um aplicativo (que roda no seu computador ou na web) específico para a leitura de arquivos RSS. Existe um texto antigo, porém de conteúdo atual, escrito pela InfoWester que explica o que é RSS ?. Nesse texto explica-se algo que eu não vou detalhar aqui, que são os diferentes mecanismos de criação dos arquivo RSS e suas versões. Para o usuário final, basta escolher um (sim, estou simplificando a vida !!!).

Pois bem, tendo entendido que o RSS é uma forma do blog/site/gerador de conteúdo de divulgar aquilo que ele produz de forma organizada (já decorou isso ???), resta a você, potencial leitor desse blog/site/produtor de conteúdo desejar assinar esse conteúdo. Os termos usuais são: "assinar o feed" ou "assinar o blog" ou "assinar o RSS".

Sim, o termo "assinar" é normalmente vinculado a ideia de assinar um jornal ou uma revista. O conceito é exatamente o mesmo (aliás, é uma ótima metáfora do que é um RSS) exceto de que o conteúdo é gratuito, ou pelo menos, tão gratuito quanto se você, leitor, tivesse ido ao site ler o conteúdo.

Qual é a vantagem disso ? São várias:
  1. Você não perde o conteúdo,
  2. não esquece de visitar aquele seu site favorito,
  3. se não puder ler hoje (pois o dia está cheio) pode ler amanhã ou daqui a uma semana, não terá perdido nada (além de ler a notícia atrasado),
  4. o conteúdo está claro diante dos seus olhos (se for até a página que o gerou, ele pode estar na subcategoria que você nunca clica),
  5. tem a oportunidade de se manter atualizado em um certo tema,
  6. quem usa o RSS possui conteúdo dinâmico, isso significa que vai haver atualizações.
Também há desvantagem:
  1. Vicia,
  2. assinar muito conteúdo equivale a ter 100 revistas por dia chegando na sua casa (quem tem tempo para ler isso ?),
  3. se assinar o conteúdo do site errado e se assinar muito conteúdo diferentes, terá problemas com notícias/matérias repetidas.
Como usar ?
Eu já escrevi sobre isso aqui, nesse blog, tem muitas dicas aqui e vale apena a leitura , mas vou repassar e resumir os principais pontos abaixo.
  1. Tenha poucas assinaturas (o seu blog/site predileto deve fornecer esse meio, se tiver produção dinâmica de conteúdo),
  2. que as assinaturas produzam conteúdos que você realmente quer ler (não assine por assinar, ninguém vive de aparências aqui e é você quem perde tempo),
  3. se esse recurso estiver disponível e o blog te interessar, use-o (não deixe de usar o RSS se ele estiver disponível, melhor dizendo assine sempre o seu blog/site predileto).
Leia mais sobre minhas dicas no outro tópico

Hoje, eu recomendo um leitor online.
Para você que está descobrindo o universo do RSS agora, eu recomendo fortemente que use um agregador online. E recomendo o Feedly.

Como usar o Feedly, na prática !
Eu não sou bom em escrever passo-a-passo de aplicativos, pois sempre esqueço algum passo. Mas isso hoje não ia adiantar muita coisa, porque atualmente, enquanto você lê esse tópico, nós passamos uma pequena revolução nos serviços de Leitores de RSS.

O que aconteceu é que em 17 de março de 2013 o Google anunciou que iria cancelar o principal leitor de RSS do mercado. Isso provocou uma busca pela liderança do mercado. O Feedly está correndo na frente, com larga vantagem, mas seus concorrentes ainda não desistiram, ou seja, tudo está muito dinâmico. Quem escreveu alguma coisa hoje, pode encontrar amanhã muitas modificações.

Por exemplo, atualmente já existe uma versão online e independente do Feedly.

Acredito, entretanto, que algumas referências podem ser mantidas.
  1. Usando RSS com efetividade, escrito no Aprendendo em Redes (recomendo fortemente)
  2. Como usar o Feedly ?
  3. Blog do Feedly (em inglês), para se manter atualizado.
  4. Customer Feedback & Knowledge Base for Feedly. Documentação oficial.
Ok, mas cadê o link do RSS ?
Bem, com os tutoriais acima, alguma coisa (na verdade, muita coisa/tudo que devia) foi ensinado.
Talvez já saiba, mas se ainda não viu os links acima, acho justo dizer que os links devem estar a vista, normalmente com um certo destaque.
Nesse blog, por exemplo, é um dos itens da barra lateral é: "Assine este blog" e nesse campo você encontra  a possibilidade de assinar o conteúdo completo e/ou apenas o conteúdo gerado nos comentários.

A imagem padrão dos links RSS é aquela que eu uso ao lado dos textos e que está bem grande aqui abaixo.

Ícone padrão os links RSS
Conclusão.
Então, para finalizar, se quer acompanhar a produção dinâmica de textos de um determinado local, use o RSS. Não conheço alternativa melhor para acompanhar um conjunto de blogs/sites.

Hoje, há alguns analistas que consideram as redes sociais mais importantes do que o RSS. Eles até possuem razão. Pessoas são mais importantes que objetos, por isso, grupos de pessoas com pensamentos similares podem produzir conteúdo mais interessante do que um ou outro site/blog.

Por outro lado, parece escapar de algumas análises, a dificuldade de encontrar um boa notícia sem fontes originais e, principalmente, a dificuldade de ler tudo aquilo que é compartilhado por seus amigos ou páginas oficiais dentro das redes sociais.

O RSS permite um domínio incomparável sobre o que está disponível a você. Muito superior do que qualquer rede social. Além disso, não sei quanto a vocês, mas eu possuo amigos que são ótimos amigos, grandes amigos, amigos verdadeiros, mas nem tudo que eu gosto ou preciso ler é compartilhado por eles.

Sunday, April 04, 2010

Dropbox como HD virtual

Você usa mais de um computador ? Então você certamente possui alguma solução para sincronismo de informação e dados. Seria legal se o sincronismo acontecesse simultaneamente as modificações e de forma inteligente ?

Possui dados que não podem ser perdidos ? Provavelmente precisa e faz backups. Eu uso HDs externos, mas já tive backup em quase todo tipo de formato, desde quando os disquetes eram a solução mais inteligente. O problema de fazer backups e que eles devem ser feitos fora da sua máquina ou pelo menos em um segundo HD instalado na máquina (isso não é uma solução ideal). Uma segunda partição do mesmo HD não conta como forma de backup, pois protege apenas de erros lógicos e humanos no processamento dos dados e não protege de defeitos físicos no HD em questão. Backup clássico, indubitavelmente, requer investimento financeiro (HDs, DVDs, CDs, etc).

Recentemente testei o Dropbox, por indicação de um amigo, e me surpreendi por ver utilidade no serviço.

Nesses tempos onde o espaço para o armazenamento de e-mail chega na casa dos 10GB e HDs estão na faixa de 320 GB para cima (francamente, eu penso apenas de 1 TB para cima !), os serviços gratuitos dos HDs virtuais parecem atrasados. Apenas 2 GB ... bom, me lembro do tempo que eu reclamava que era apenas 50 MB !
  • O Dropbox consiste de um serviço online que permite o uso de aplicativo cliente que roda no seu computador sincronizando seus dados dinamicamente com a internet (sua conta no Dropbox e com outros clientes que já estejam ativos).
  • Fornece apenas 2GB no modo gratuito e possui planos pagos onde o espaço em HD é maior. Na verdade o Dropbox permite 2,25 GB se você aceitar passar pelas etapas sugeridas (coisas simples, é como a apresentação do serviço, para forçar o usuário a saber tudo que o sistema faz). Agora, se você quiser encher o mundo de convites (que o convidado deve aceitar e instalar o programa do dropbox), você consegue até 10 GB de espaço (o novo valor é algo bem recente).
  • O cliente é multiplataforma. A versão para o GNU/Linux requer o nautilus instalado para alguns serviços avançados, mas funciona muito bem no KDE.
  • Esse tipo de serviço é a única solução de sincronismo via rede entre computadores (que eu conheça) capaz de funcionar quando os dois computadores estão em uma subrede, ou seja, quando nenhum dos computadores envolvidos possui um IP real. Detalhe, 'túneis' somente funcionam nesse caso se você tiver acesso ao computador intermediário a rede.
  • É possível publicar arquivos para toda a internet
  • e criar diretórios compartilhados com amigos, o que transforma o Dropbox em uma excelente forma de mandar pela rede aquele arquivos de 200 MB, ou mesmo arquivos, pequenos.
Confesso que os 2GB são como um anestésico para mim. Eu não consigo pensar além disso, mas atualmente eu resolvi um problema crônico, manter sincronizado o meu arquivo de senhas (que é criptografado com múltiplas camadas, claro !), meus dotfiles (arquivos de configuração iniciados por um ponto, como .bashrc, .vimrc, .ctags, .alias, .colourrc, etc, etc, etc !!!), diretórios de configuração pessoal ou de trabalho (~/.vim é o melhor exemplo, mas pode pensar nas notas do tomboy -caso use - no banco de dados do 'Mendeley' ou do 'Reference', no arquivo .bib, nos documentos abertos que você precisa editar de qualquer lugar, etc, etc, etc !!!), além de ter um backup virtual de muitos dos meus dados de configuração crítica (exemplo, arquivos de configuração dos servidores).

No caso dos dotfiles, o que eu fiz foi manter o diretório/arquivo apenas no que seria o diretório do Dropbox e criei um link para o lugar onde ele deve existir no meu computador.

Por exemplo, o meu .bashrc está em /home/backup/Dropbox/.bashrc e no meu diretório diretório pessoal existe apenas um link para esse arquivo. De forma que quando eu modifico o arquivo eu, de fato, estou mantendo idênticos todos os '.bashrc's em todas as máquinas que eu tenho que utilizar. Isso é o fim das diferentes versões de '.bashrc's e todos os demais arquivos de configuração.

Claro que é possível manter o sincronismo fino desses arquivos com um pouco de cuidado, mas nenhuma outra solução me permite fazer isso com tanta facilidade e elegância.

Como ferramenta de backups de dados, o serviço gratuito falha quando a quantidade dados é significativa. E eu não estou pedindo 1 TB de espaço virtual, 20 GB seriam muito mais do que suficientes para resolver o problema sem ter que separar os seus dados em diferentes serviços similares. Embora, agora eu seja obrigado a admitir que ter apenas 10GB também já seriam de grande ajuda.

A função de compartilhamento de diretórios é um caso a parte. No meu grupo de convivência profissional e pessoal somos 3 usando o Dropbox (e esse número vai aumentar em breve, certamente). Nem sempre estamos em uma rede fechada de alta velocidade e quase sempre usamos o e-mail para compartilhar arquivos, o que não deixa de ser uma solução, mas não é tão rápido, eficiente e poderoso quanto o diretório compartilhado pelo Dropbox.

Sugiro observar a existência de um controle de versões no Dropbox. Esse controle de versões pode te livrar rapidamente dos problemas associados a modificações feitas pelo usuários. Lembra o bom e velho "subversion".

O que acontece quando cai a internet ?
Bem, os dados estão no seu computador. Isso é importante. Eles existem de fato no computador. Não é um link remoto, não é um diretório compartilhado na rede. Os dados existem mesmo no seu computador ocupando espaço, etc e tal. Se a internet cair, você continua usando o seu computador normalmente, como se nada tivesse acontecido, quando a internet voltar os dados serão sincronizados automaticamente.

O Dropbox também possui um bom sistema de controle de versões para arquivos modificados de forma independentes em diferentes máquinas quando estas estão sem internet.
Para testar, eu criei dois arquivos com mesmo nome e conteúdo diferente em dois computadores distintos antes de ativar o sincronismo. Quando ativei o sincronismo, o sistema me informou sobre o conflito de versões e anexou um nome que correlacionava a versão do arquivo com a origem dele.

Existem outros serviços ?
Sim. Eu já sabia da existência do Ubuntu One e ele parecer ser igualzinho ao Dropbox, descobri pelo google, o SpiderOak, também me pareceu bem interessante, embora eu não tivesse tido a paciência de ver como o serviço funciona. Existe o Wuala, com cliente java, fornece 1 GB de dados e ainda permite mais espaço, caso você compartilhe o espaço do seu HD que não estiver sendo utilizado para eles (sério !) ou pague (novidade, né ?). Também temos o Live Mesh, que apesar de fornecer 5 GB, funciona apenas em Windows e Mac OS X.

Em outras palavras, serviço de HD virtual é que não falta, embora um serviço que tenha a elegância do Dropbox, apenas o Ubuntu One e, ainda a sem confirmação, o SpiderOak e o Live Mesh (ainda que esse último apenas para os supracitados sistemas operacionais). Embora, na humilde opinião desse autor, o Dropbox é superior nos detalhes.

Conclusão
Para quem precisa de uma solução de backup completo, o serviço somente lhe atenderá bem caso tenha poucos dados (mesmo com 10GB). Como solução de backup de dados críticos, a solução me parece excelente.
Mas o que realmente me chamou a atenção do Dropbox foi a capacidade do sistema de funcionar como uma solução de sincronismo fino de forma mais prática e interessante que outras ferramentas tradicionais e sua habilidade de criar diretórios compartilhados com diferentes usuários.

Eu tinha esquecido ! Caso alguém queira aproveitar a oportunidade e criar uma conta no sistema, pode usar o meu link de indicação. Tanto eu, quanto aquele que usar esse link, irá ganhar 250 MB adicionais na conta.

Thursday, February 11, 2010

Google Buzz: você precisa disso ?

Se ainda não sabe o que é o Google Buzz (ou simplesmente não tem uma conta no Gmail para descobrir rapidamente) veja o vídeo disponível através da página oficial do serviço. Para dizer a verdade, página oficial da divulgação do serviço, já que a maior vantagem desse sistema é que ele está completamente integrado a estrutura do Gmail.

O serviço permite que uma certa pessoa disponibilize o conteúdo gerado por ela em serviços como Picasa, Google Reader, Blogger, Twitter, etc através de uma única interface para seus seguidores. Aqueles que te seguem em tudo que lugar não precisará abrir 10 serviços diferentes para ver tudo que fez naquele dia.

A idéia é maravilhosa no papel, mas deve ser encarado com um certo cuidado e caso a caso.
  • Na lista de coisas que você pode compartilhar estão todas as suas conversas no chat do gmail. Você não quer compartilhar essa informação. Erro meu, apenas o status é compartilhado, obrigado ao Hugo pelo aviso.
  • Tradicionalmente quem segue o Twitter usa o Twitter e nem todo mundo quer acompanhar a suas mensagens no Twitter (sério, gente, tem gente que não tem conta no Twitter).
  • O próprio Google Buzz tem ares de Twitter... Parece o Twitter, cheira como ele, mas ainda não tem as "praticidades" do mesmo. Digo que não devia se comportar como a mesma coisa... mas... vai saber onde isso vai dar no futuro.
  • A idéia de colocar ali o seu Picasa público/Flickr é interessante, porque empurra para os prováveis interessados a novas fotografias que você quer compartilhar.
  • Acredito que o mesmo valeria para a conta individual do YouTube.
  • Quem acompanha seu itens compartilhados no Google Reader pode ou não usar o Google Reader. O que eu vi foi uma coisa interessante. As conversações ficaram mais ativas e interessantes dentro do Buzz do que dentro do Google Reader. Minha interpretação é que quando eu compartilho a informação via Google Buzz ela atinge um número maior de pessoas que irá se interessar em dialogar com a informação, mas também atinge pessoas que eu sei que acompanham os meu itens compartilhados pelo próprio Google Reader com certa freqüência. Minha impressão seria que o sistema interno ao Google Reader saiu perdendo nessa, porque eu não quero ver duas vezes a mesma coisa em dois lugares diferentes e não posso especificar para seguir apenas um parte do que o usuário X produz eliminando a repetição.
  • A mesma complexa avaliação acima pode ser aplicada aos blogs escritos no Blogger. Eu teria a expectativa de aumentar a audiência sem esforço (muita gente, muita gente mesmo, não vai até um blog, mas aceita receber um blog dentro de sua conta).
O que eu pretendo fazer ?

No momento que eu recebi o sistema na conta eu desativei o mesmo. Depois de ler do que se tratava e entender como funcionava eu ativei o sistema novamente colocando os itens compartilhados do Google Reader, meus blogs, minha conta no YouTube (que eu espero que divulgue os vídeos favoritos) e o Picasa ativos no sistema.

Eu não gosto do Twitter e não tenho paciência para escrever como se estivesse no Twitter, portanto, não terei atualizações rápidas. Os blogs e o Google Reader serão os maiores fornecedores de conteúdo. O que pode ser bem repetitivo para quem já acompanha essas informações por outros meios.

Gostaria que o sistema tivesse uma forma que eu pudesse selecionar o que eu pretendo ver de um certo usuário, mas isso ainda não é possível. Nessa forma de pensar, eu poderia dizer que eu quero acompanhar o Picasa, mas não quero acompanhar o Twitter de um usuário que compartilha ambos. Isso seria excelente.

Seja como for, leia o texto que explica como desativar ou silenciar o Buzz. Considero a leitura desse texto fundamental para evitar distrações desnecessárias e aumentar a objetividade dentro do sistema de e-mail. Note, e-mail deve ser produtivo para quem trabalha usando e-mail. Ter esse buzz todo dentro do sistema na forma que foi projetado é um convite para ter problemas com a produtividade. Então aprenda a silenciar/esconder o Buzz... é importante.

Monday, February 01, 2010

Ordem na vida digital: A web 2.0

O termo "web 2.0" é utilizado para expressar a existência da internet onde o usuário consome e produz conteúdo. A diferença deve ser um conceito pouco assimilado pelos mais jovens, que não viram a época que até javascript era novidade. A transição foi complexa e lenta, mas hoje, com produtos como o Google Wave, delicious, Blogger, wikipédia, etc. o conceito web 2.0 ficou perfeitamente definido através do que podemos chamar de "programas online".

Permita-me definir que um programa online é qualquer programa que funcione em um servidor remoto e é acessado pelo navegador do computador local. Como exemplos de funcionalidades, podemos citar o cliente de e-mail e leitores de rss online, e também produtos como calendários, editores de textos, planilha e apresentação, gerenciadores de tarefas, gerenciadores de referências, tradutores, editores de imagens. Também há programas mais específicos, como o programa que me permite descobrir qual é o comando LaTeX de um símbolo ou letra que eu desenhei na tela.

Essa nova geração tem características bem interessantes que merecem alguma discussão.
  1. Disponibilidade. Há dois tipos de disponibilidade aqui. O primeiro é a confiança de que o programa vai estar no ar quando você estiver conectado. O segundo é a disponibilidade offline do programa.
  2. A privacidade. Partindo do pressuposto de que não estamos lidando com criminosos ou pessoas má intencionadas, o que significa nos preocupar com a privacidade ?
  3. Recursos disponíveis no programa escolhido.
  4. Compatibilidade de formatos de arquivos.
Disponibilidade. Como acessar o programa online sem internet ?

O uso do Google Gears é a melhor forma que conheço de resolver esse tipo de problema. Entretanto, o HTML 5.0 permitirá o uso offline de programas online sem qualquer extensão de navegador. Sendo assim, é uma questão de tempo até que todos os programas estejam disponíveis para uso offline. Até lá, o uso de programas que utilizem os recursos de Google Gears é a melhor solução para esse tipo de problema.

Há vários programas que utilizam o Google Gears e nem todos são do Google, ou seja, é um produto bem abrangente, mas não são todos os programas que usam esse recurso. Um exemplo disso é o Blogger, a plataforma que uso para escrever esse blog e que é do Google. Curiosamente, enquanto eu escrevia esse texto a internet caiu e eu não pude fechar a janela do navegador enquanto ela não tivesse voltado. Claro que eu poderia contornar isso usando um programa de desktop ou outro programa online que tivesse Google Gears, mas a simples expressão "contornar isso" representa o fracasso de um modelo.

Eu considero esse ponto um problema crucial. Eu não utilizaria o Google Docs, por exemplo, se eu não tivesse plenas condições de acessar meus documentos quando fico sem internet.

De qualquer forma, eu somente posso acessar os meus documentos sem internet do meu computador pessoal, o que para mim é perfeitamente aceitável.

O outro ponto é a disponibilidade online. Suponha que eu não tenha Google Gears, mas tenha internet. Então é importante que eu acesso o programa. Problemas acontecem, mas é de se desejar que eles sejam insignificantes e que não atrapalhem sua vida. E digo isso do seguinte ponto de vista: não acessar o Blogger não é um problema, o problema é não acessar o Google Docs quando eu realmente precisar dele.

Um ponto importante é testar se a disponibilidade offline está funcionando. Eu já fui pego de surpresa por erro meu ao habilitar o recurso.

O problema da privacidade

Há várias questões aqui. Primeiro vamos partir do princípio de que a empresa não será 100 % responsável.

Esse caso, que é muito grave, dependendo do tipo de empresa, é equivalente a colocar seu nome em uma procuração em branco. Imagine se a empresa em questão tem o número do seu cartão de crédito e verá bem o que quero dizer. Mas isso é um problema criminal, não ideológico. Então, eu fico por aqui.

O segundo ponto é: a empresa tem uma política de privacidade e a respeita (ou pelo menos se compromete com ela). E daí ?

Daí que eu me lembro do caso de uma operadora de cartões de crédito que "perdeu" milhares de números de seus clientes na Inglaterra. Não sei se ela teve um comportamento adequado ou não, nem me lembro direito do caso, mas sei que perder vários números de cartão de uma hora para outra não é algo que ela, empresa, gostaria que acontecesse. Pelo contrário, ela foi a grande prejudicada, pois um a vez quebrada a confiança muita gente não irá reconsiderar o fato.

Assim eu levanto a grande questão que é o fato de que não há real e permanente segurança em nada que esteja realmente conectado na web ou fora dela. Por exemplo, minha mãe nunca tinha comprado nada em lojas online ou por telefone quando teve seu cartão de crédito clonado, mostrando que o problema de privacidade não é um problema único de quem usa a web. Acontece. E quando acontece, é ruim.

Resumindo, não coloco na web nada que possa ser considerado uma informação crítica sobre mim, e tenho o hábito de dar esse conselho a quem me pergunta. Ainda assim, note que há produtos feitos para gerenciamento financeiro via programa online. De forma que embora esse seja meu hábito, há outras pessoas que não compartilham dessa mesma opinião. E mesmo no meu caso pessoal, eu faço compras pela internet. E então, como ficamos ? Eu não tenho que confiar a transação, na loja, etc e tal. Mas que confiar na qualidade da loja, na qualidade do serviço técnico da loja, que não é algo fácil de se medir.

E que fique claro que nesse momento estamos falando de empresas que investiram em tudo que é possível investir para garantir a privacidade do cliente. Meu ponto é: tudo que é possível nem sempre é suficiente e isso não se aplica apenas em relações empresa/cliente feitas através de computador.

Um terceiro ponto é que mesmo no cenário perfeito do ponto anterior, todas as grandes empresas da web possuem uma política agressiva de fornecimento do programas para todas as áreas e captação de usuários. Fala-se muito do Google, que possuí uma lista muito longa de produtos que podem representar quase tudo que você faz online, mas não acho que seja mérito do Google. A Microsoft, o Yahoo! e o Zoho possuem o mesmo tipo de política, somente não são tão bem sucedidos quanto o Google.

A grande questão é que nós queremos integração. Queremos poder abrir o arquivo de documentos ou PDF facilmente na suíte de escritórios online ou a partir do e-mail marcar um compromisso.

De forma que não é trivial utilizar um serviço e não usar um outro de uma mesma empresa.

Veja só o que acontece comigo com relação ao Google. Eu uso o Gmail. Por causa disso, eu uso o Google Docs, o GTalk e o Google Calendar. E a palavra chave é integração. São serviços integrados e complementares.

Eu uso o Blogger antes desse ter sido comprado pelo Google e o Picasa por que quando eu uso o Blogger o Picasa é usado e todos os outro serviços para armazenar imagens que eu tive tiveram sérios problemas e me deram muita dor de cabeça (acabou que eu escolhi esse programa mesmo, devido ao fato de que nunca me dei muito bem com o Flickr).

Eu uso a busca do Google (francamente, todo mundo usa !) e por estar logado no Gmail, eu estou usando o histórico de busca (embora eu realmente não abra a página desse histórico). Além disso, as listas de discussão do Google Groups quase exigem uma conta Google e o uso do Gmail (não é obrigatório, mas dá um dor de cabeça quando não é usado !).

E os outros programas ? Eu queria mesmo desabilitar o iGoogle, mas volta e meia e volto para a minha página vazia dele. O Orkut é uma questão cultural. Não é que eu use, mas como dar as costas ao sistema ? Além disso, ele não era do Google quando ficou famoso. Ainda temos o YouTube, mas não fui eu quem escolheu o YouTube, que para quem não lembra, ele também não era do Google quando ficou famoso.

O que quero dizer é que os produtos integrados ao Gmail possuem um nível de sucesso (comigo) muito maior que qualquer outro produto Google, com exceção dos que foram comprados pelo Google quando já eram famosos. Os demais são esquecidos, por exemplo, quem se lembra do Google Notebook ou do Knol ? O primeiro foi "fechado" (pararam o desenvolvimento) o segundo, bem ... eu nunca fui direcionado para uma página do Knol na vida, o que induz a crer que ele não tem uma popularidade tão alta assim ...

E como eu disse, essa política de relação com o cliente não é exclusividade do Google, ele apenas teve mais sucesso que os concorrentes. O Zoho é bem pior, é tudo numa única grande interface, a Microsoft até tenta ser igual ao Google, e o Yahoo, bem, eu não consigo entender como o Yahoo perdeu o bonde, mas enfim, parte da política do Google parece ter sido criada pelo Yahoo. Coisas como o "My Yahoo!", disco online, etc, tinha o mesmo perfil do que o Google faz hoje, o Yahoo apenas dormiu demais e quando acordou com o Flickr e o delicious nas mãos já tinha perdido muito terreno. Mas até onde eu sei, o "Yahoo Mail!" ainda é o sistema de e-mail mais utilizado do mundo.

Para alguns, o ideal para preservar nossa liberdade seria pulverizar o uso dos produtos de acordo com as empresas. O grande problema disso é que é difícil fazer isso e ao mesmo tempo manter a integração necessária para uma boa fluência no trabalho. Além disso, minha opinião pessoal me diz que isso somente aumenta o número de problemas. Antes você se preocupava com a privacidade de uma empresa e agora vai se preocupar com a privacidade em várias empresas.

Esse problema é grave ? Sim. É muito grave. E a única foram de resolver definitivamente esse tipo de coisa é não utilizando produtos online. Do cliente de e-mail ao gerenciador de bookmarks. Cada um com o seu programa no desktop. O que uma pessoa precisa é de uma conta de e-mail. E muito provavelmente, um ID para comunicador instantâneo.

No meu caso particular, eu iria continuar usando o Blogger para escrever (o que eu não seria obrigado se contratasse uma hospedagem própria) e isso me faria ter o Picasa ativo. Além disso, eu não preciso mais nada.

Note que essa é uma decisão agressiva que preserva sua privacidade ao máximo, mas te faz voltar a era da "web 1.0".

A pergunta que fica é: até que ponto vale apena usar um programa online ? Melhor dizendo: o que o programa online te oferece que o de desktop não oferece ?.

Eu uso programas online porque na maior parte das vezes eu divido o meu tempo na frente de mais de um computador. Assim, acessar meu e-mail e lista de tarefas é algo muito mais simples e fácil por estar registrado na internet. Do Google, eu selecionei 4 produtos: a busca, o Gmail, o Google Reader e o Blogger. O restante é conseqüência.

Quais são minhas alternativas ?

Usar outra busca na internet ? Não... definitivamente não. Isso não é alternativa. Posso até usar mais um sistema de busca, mas não posso usar apenas outro sistema. O Google se tornou sinônimo de processo de busca de informação na web.

Posso usar um cliente de desktop para ler meus e-mail. Isso significa que os anexos serão baixados de qualquer forma. Sendo assim, o uso dos programas locais é a melhor solução para visualizar anexos. Note que isso não me livra de ter um servidor de e-mails de alguma empresa externa. A alternativa para isso seria montar um servidor em casa e colocar ali o seu servidor de e-mail e internet. Mas eu não vou fazer isso... não tenho infraestrutura satisfatória para isso.

A questão de onde colocar o blog também passa por esse ponto. Ou eu mantenho no Blogger (ou qualquer outro serviço online), ou eu contrato uma hospedagem, ou eu monto um servidor em casa. Descartando a última opção, resta duas. Uma custa dinheiro e a outra não. Uma acaba quando eu parar de pagar e a outra poderá (imagino) ser encontrada séculos depois de eu ter falecido.

No lugar do Google Reader eu deveria usar um programa de desktop.

E essa é uma excelente solução. Ao usar um programa de desktop, "ninguém saberá o que você lê" (quero dizer, você não deixa rastro dentro do Google ou de outro serviço qualquer). E isso, muito mais que o e-mail, revela muito sobre você. O lado desagradável fica por conta da incapacidade de compartilhar informações com colegas através do share que existe no Google Reader, certo ? Errado. Compartilhe a informação de qualquer página da web utilizando o bookmarklet "Note in Reader". Não precisa assinar o feed do Google Reader. Nem precisa de um feed. Isso permite a você utilizar o Google Reader apenas para compartilhar informação. Nem para ler, aqueles que acompanha você precisa do Google Reader (você pode utilizar o feed da pessoa que compartilha a informação).

Mas existem dois pontos que devem ponderar nosso exercício de migração. Sincronização entre dois computadores e disponibilidade de qualquer lugar. O primeiro problema é relativamente fácil de contornar através de scripts e outros pequenos códigos que fazem os arquivos de configuração irem de um lado para o outro. Há alguns inconvenientes no tamanho e formato de armazenamento dos emails que pode ser um obstáculo extra para quem não quer deixar as mensagens na web, assim como a diferença entre sistemas operacionais, mas ainda assim, é algo simples de resolver. O segundo ponto é mais complexo. Como acessar meu e-mail de um lanhouse ou qualquer outro computador genérico se todo o conteúdo dele estiver em um ou dois computadores específicos ? Eu não sei resolver esse problema e por isso uso o Gmail. Essa é a razão de eu utilizar o Gmail e suas conseqüências.

Para escrever esse artigo eu fiz um teste de como seria a migração do Google Reader para o desktop. Eu ganhei privacidade. Além disso, eu não tinha "disponibilidade". Assim, por não ter acesso aos feeds quando estou longe do meu computador pessoal, eliminei uma distração e tornei-me mais produtivo.

Fiquei entre dois programas: o Akregator e o RSSOwl. O primeiro é parte do KDE e integra-se a esse com perfeição invejável. O segundo possui mais poder que qualquer outro programa do gênero que eu conheça, seja de desktop ou online.

Resumindo: Tudo funcionou perfeitamente bem. Quase não senti falta do Google Reader.

Não posso deixar de comentar o maior ponto negativo de utilizar um programa de desktop: o consumo de memória RAM. O Akregator, por exemplo, está consumindo incríveis 82 MB e o RSSOwl perto de 105 MB. É muito. Embora não seja tanto quando comparado com minha disponibilidade de RAM.

Recursos disponíveis no programa escolhido

Na maior parte das vezes, o programa online é mais fraco que o programa de desktop. Não apenas por causa do desenvolvimento recente desses, mas porque existe mais poder de processamento e memória usando um programa de desktop (isso é regra geral com exceções).

Entretanto, nem sempre mais é mais. As vezes, mais é menos. E essa afirmação pode ser aplicada facilmente nesse problema.

Além disso, as vezes achamos um programa para descobrir qual é o comando LaTeX de um símbolo ou letra que foi desenhado na tela e vemos que ele não tem nenhum equivalente de desktop.

Use a ferramenta certa para resolver o seu problema e ponto final.

A compatibilidade de formato dos arquivos

No mundo ideal isso não seria um problema. No meu mundo, tem sempre alguém que me manda um .docx que não abre do Gmail e abre errado no OpenOffice. Como nem sempre você pode pedir por um formato específico, eu tenho que contornar esse problema usando minha cópia do MS Office (sim, eu comprei a versão de estudante somente para resolver esses e outros probleminhas). E note que eu uso o LaTeX, Google Docs e TXT para escrever documentos, planilhas e apresentações. Várias vezes uso o OpenOffice para planilhas e raramente uso outra coisa.

O que eu poderia fazer ? Nós estamos ganhando a guerra dos formatos, mas a vitória está longe. Até lá, teremos anos de incompatibilidade legada que as vezes nem os desenvolvedores do programa fechado irá resolver, mas que de qualquer forma é um arquivo que deverá existir ou ser convertido. E nesse último caso, isso tende a demorar um pouco. Nós não "devemos sonhar com a utopia e viver o agora" (ou algo parecido com isso !!! - Nem me lembro se foi Darcy Ribeiro ou Paulo Freire quem disse isso) ? Pois bem...

Eu e a Web 2.0

Gosto de programas online.
Gosto do delicious e da capacidade de gerenciar bookmarks independente do navegador e sistema operacional (em breve, um artigo sobre esse tema).
E do Remember The Milk para gerenciar minhas tarefas.
E do Google Reader para os feeds.
Gosto do Gmail. Para mim, a melhor interface para gerenciamento de e-mails que existe hoje. Inclusive, eu uso o Gmail para gerenciar outros e-mails. Como já disse, o uso do Gmail leva a comodidades e essas comodidades a um par de programas do Google.
Além disso, utilizo a busca do Google e por conseqüência, uso por omissão a configuração padrão de programas que eu não gosto tanto assim, mas vem no pacote conta Google e sistema de busca.
O LinkedIn e o Orkut são as redes de contatos, profissional e social.
Eu não compartilho vídeos meus na web, os que compartilho ou vejo, em geral, estão no YouTube e foram colocados lá por outra pessoa.
E quem nunca usou a Wikipédia ? Pois bem, minha relação com ela é estilo web 1.0.
E tem as listas de discussão, e aí quem decide onde fica a lista é o dono dela, mas minha escolha é o Google Groups. Seja como for, o sistema de gerenciamento do Yahoo é igualmente exigente de contas e registros ao do Google.
Utilizo um número razoavelmente grande de aplicativos online, mas regularmente, são 7 aplicativos. O que não é um número muito grande.
Entretanto, um número interessante é em quantos lugares existe alguma informação pessoal e por informação pessoal, entenda, qualquer coisa além de nome e e-mail. A resposta é três lugares, o LinkedIn, o Remember The Milk e o Google (e aqui você entende tudo que é do Google, mas se pensar no Orkut, verá que é onde existe mais informações sobre mim).
Nem o Yahoo possui minhas informações pessoais. Note que em dois desses três sistemas há informações públicas porque eu quis que fosse assim (no Google e no LinkedIn).

Eu não me sinto ameaçado com essa questão de privacidade considerando os meus hábitos pessoais, mas considero que "1984" não é passado, mas futuro no qual nós não tivemos cuidado a partir desse presente que vivemos.

Embora eu, como tenho dito acima, goste de programas online, isso não significa que eu não me preocupe com eles. Pelo contrário, cheguei a um ponto que não faço mais cadastros na rede sem ter certeza de que é necessário e assim vou convivendo com a era educada do "Big Brother".

Conclusão

Procurei misturar meus hábitos, minha opinião e informações impessoais durante o texto. O objetivo é transmitir minha experiência e observações. Nada além disso.

Eu não vejo um futuro onde a tendência seja diferente em relação ao presente. O que eu vejo no futuro varia entre o desastre completo e o equilíbrio perfeito, mas isso é vocábulo.

Meu desejo consiste em ter um servidor em casa onde todos os programas que rodam na web possam rodar nele, de fato, por muito tempo fiz algo parecido utilizando o localhost para executar aplicativos até que isso se tornou um fator limitante e eu tive que abdicar dessa idéia. De qualquer forma, isso é utopia até mesmo para os utópicos.

A verdade é que programas online vieram e vão ficar. Nadar contra maré é gasto de energia. O que devemos é assegurar a todos que estamos dispostos a gastar energia caso as águas se tornem turbulentas demais para navegação tranqüila. Ao dizer que não somos reféns do sistema somente porque gostamos muito de utilizá-lo, nós damos um recado para dizer que concordamos com a Web 2.0 enquanto ela não ferir os nosso direitos à privacidade que desejamos.

No meu delicious (link direto para a tag relevante) você encontrará vários aplicativos online. Seja o link direto para o programa ou para páginas onde há listas de programas online. Outra fonte ampla de links de aplicativos web é o MakeUseOf.com, o site publica artigos regularmente com listas de aplicativos para pontos específicos. Algumas dessas listas também podem ser encontradas no meu delicious.

Use todas essas informações e links com moderação.

Saturday, January 24, 2009

E o meu substituto do Google Notebook é ...

Eu já disse aqui (e vocês devem saber por inúmeras fontes também) que o Google Notebook foi cancelado.

Dessa forma começou uma migração em massa dos usuários do Google Notebook para outros serviços. A um ponto interessante nessa frase. Como você usa o Google Notebook ?. O Google Notebook não é apenas um aplicativo para fazer clip de páginas da internet. Ele tem múltiplas faces (notas pessoais, extensões para firefox, integração com outros serviços, compartilhamento de notas e, claro, suporte a "web clipping", que vai de uma página ou fração dela a uma simples url) e várias formas de organização (divide "notebooks", com suporte a seções e labels).

Quando olhamos o problema nesse aspecto, parece até que o Google Notebook é único. Pois ele integra vários elementos em um único serviço. Dos possíveis candidatos eu selecionei três, por serem os únicos que encontrei que uniu duas características, que para meus interesses, são fundamentais. O suporte a criação de notas pelo usuários e a web clipping e a possibilidade de importar o conteúdo do Google Notebook para o seu sistema (isso porque eu não vou importar 89 notas manualmente entre sistemas)

Logo após o anúncio do Google, três serviços candidatos a substituto fizeram o anúncio de suporte a importação de notas do Google Notebook: o überNote, o Evernote e Zoho Notebook. E eu utilizei o serviço dos três para ver "qual era" a de cada um.

O überNote é sistema prático e simples. Ele não tem suporte a mais de um notebook, mas tem suporte a tags. A ferramenta de migração do Google Notebook para o überNote funciona bem. Mas, há vários problemas no sistema. Por exemplo, a formatação do CSS não é tão ajustada a tela quanto eu acredito que deveria ser. Eu até criei um estilo para o Stylish básico para resolver essa questão. Mas também tem uma certa lentidão do serviço (e instabilidade também) atribuída a aumento expressivo do número de usuários recentemente (algo que eu até poderia relevar por hora). De qualquer forma, o problema maior foi o fato de que o sistema não funciona de forma tão limpa quanto me pareceu a primeira vez. Está cheio de pequenos detalhes desagradáveis. Ele possuí bookmarklet (funcional) e uma extensão para o firefox (que eu não gostei). Não permite salvar o item novo de forma inteligente e organizada como no Google Notebook ao usar a extensão dele.

Existe alguns detalhes que me fizeram pensar que ele seria a minha escolha (o fato de ser simples, por exemplo). Cheguei mesmo a acreditar nisso. Mas ao ver os problemas e ver que a solução não viria rápido, mas, principalmente, ao ver que já havia outros que já tinha a solução do problema pronta, eu deixei ele de lado. Destaque positivo para o gerenciamento de tarefas dentro do sistema. O destaque negativo ficou para o design, que eu achei feio, e para os pequenos bugs do dia-a-dia.

O Zoho Notebook é muito bonito. É, provavelmente, o mais belo de todos. Possuí suporte a diversos notebooks e a várias páginas dentro de cada notebook, o que funciona como uma divisão de seção. Apesar da beleza, o Zoho Notebook tem baixa usabilidade. A parte esquerda da tela dá grande destaque aos itens que eu posso adicionar. Isso é muito chato, especialmente porque poderia ser substituído por coisas mais úteis, ou, pelo menos, dar mais destaque ao notebooks existentes. Nem cheguei a testar direto a extensão dele, mas me pareceu muito similar a do Google Notebook. Se eu tivesse que escolher entre ele e o überNote, apesar de todos os pequenos bugs, eu ficaria com o überNote. Ah! Não procurei direito, mas a primeira vista ele não tem suporte a tags.

Restou o Evernote, o último a criar a fermenta de migração do Google Notebook. E talvez por isso seja o que faz o melhor trabalho com essa migração. Ele possuí suporte a múltiplos notebooks (um notebook que você pode marcar como padrão, pode, portanto, funcionar como uma inbox do sistema), suporte a tags e subtags (eu já criei 4 níveis de tags apenas para testar, não sei se existe limite, mas, se esse existe, é maior que 4). E é justamente a questão da subtag que permite que você crie duas formas de organização. Uma por ações, outra para lugar, outra para seção, outra para referência temática ou o que mais você desejar/necessitar (o melhor do GTD, literalmente. Eu criei uma tag para cada notebook e utilizei as subtags para dividir as seções. Também criei tags de ação - to do, maybe, etc - e tags de lugar - web, home, work, etc).

E quando eu digo que a importação foi a que melhor se adaptou a saída do Google Notebook, está no fato de que cada notebook importado é criado com um tag Google e com subtags que são as seções e labels daquele notebook importado. Verá que se fizer uma ação conjunta de importar-organizar, tudo ficar muito limpo e fácil de gerenciar no novo sistema (se não fizer isso, pode virar um caos).

O Evernote também tem uma extensão bem fraquinha para o firefox e um bookmarklet. Na verdade eu acho que fizeram o bookmarklet e converteram a mesma como uma extensão. Elas permitem salvar o item em um notebook "a escolha" e colocar tags durante o salvamento da nota.

O Evernote têm (como os outros) suporte a vários tipos de mídia e assim como o überNote tem uma forma de criar lista de tarefas com caixinha de seleção de itens.

E tem vários recursos extras (que eu não usei ainda) como, entre outros, o reconhecimento óptico de caracteres e o suporte a notas de voz. E outros que eu já testei, como a possibilidade de salvar uma buscar realizada no sistema. Também tem um software de desktop para Mac e Windows (que funciona razoavelmente bem - mas não perfeito - no wine). Eu acreditei que consideraria isso dispensável, mas até que sou obrigado a reconhecer que ter uma cópia offline das minhas notas não é uma idéia tão ruim assim.

Seu ponto fraco é que ele tem duas versões, uma premium, paga, e uma free. A free permite um tráfego de 40 MB por mês. Não se assuste. Isso é muito se você quiser fazer apenas o que fazia no Google Notebook. Não conheço ninguém que faça 20 mil notas por mês ou que colete 270 páginas da web (números aproximados, claro). Contudo, para um sistema que promete ser o catálogo de tudo (suas fotos, inclusive), 40 MB não é legal.

De qualquer forma, você não precisa se preocupar com isso. Afinal, você era usuário do Google Notebook que não suportava nem upload de fotos, quanto mais notas de voz. De qualquer forma a tendência das pessoas é se empolgar com as novas coisas e utilizar tudo de tudo. Assim, esse índice pode ser algo que você deve ficar de olho. Eu por exemplo, decidi que a cada finalzinho de mês do "ciclo" de 40 MB eu vou aproveitar para fazer o upload de minhas fotos principais para o Evernote - aquelas que você realmente quer guardar. Também vou fazer o upload de documentos (o sistema suporta anexos) que eu considere tão importantes que eu não posso perder. Um verdadeiro drive na web.

Como já disse, de forma não explícita, eu escolhi o Evernote. Apesar de ter gostado muito do überNote, os pequenos bugs foram fatais. Além disso, o Evernote está, hoje, mais estável (porque já era grande, assim como o Zoho). Têm mais recursos de organização das notas e permite um melhor aproveitamento da interface.

Friday, January 16, 2009

O Fim do Google Notebook

Fui surpreendido ao ler essa notícia, que diz:
Google Notebook closes, though those with existing accounts can continue to save material. New accounts won’t be allowed, however — nor will the service be further developed, and the Google Notebook Extension for browsers will no longer work. Google told me it makes more sense to close this when it offers other services that allow for notetaking, such as Google SearchWiki, Google Docs and Google Bookmarks.
Em outras palavras, eles vão desativar o Google Notebook progressivamente. O lado bom, é que de uma forma ou de outra o que eu tenho lá vai ficar lá até eu decidir para onde ir e a migração não vai ser na base da urgência. Mas a questão ruim dessa história é que o Google SeachWiki não é exatamente o que eu chamo de um bom lugar para guardar notas, o Google Docs não é um lugar rápido para notas e, principalmente, o Google Bookmarks é uma porcaria, principalmente quando comparado com o seu principal concorrente. Aliás, porque não fechar o Google Bookmarks ?

A migração será "obrigatória", digo isso porque é muito ruim viver em um sistema que não receberá mais a atenção de alguém. Além de que iremos perder o suporte a extensões no firefox.

Então, terei de avaliar opções. Até agora eu sei que existe (e merecem ser avaliados) o überNote e o Evernote. Sei que existem milhares de alternativas ao Google Notebook, mas ter milhares de opções me deixa com milhares de dúvidas (confiabilidade, privacidade e disponibilidade, apenas para citar as três mais importantes). Quem tiver dicas, sou todo "olhos".

Ah! Alguns dos serviços que vão ser desativados eu nem sabia que existia.

[update]
Li a notícia em um lugar e continuei a processar minha leitura atrasada e acho um texto que traz sugestões de alternativas e outro que já aponta como transferir o conteúdo do Google Notebook para o überNote, que é um dos candidatos a sucessão do Google Notebook (ambos em inglês).
[/update]

Saturday, November 01, 2008

Sua senha é "forte" ?

Há um ano e meio atrás eu escrevi um texto que levantava a preocupação que eu tinha sobre a "força" das senhas.

Recentemente, eu li no Lifehacker, sobre um site que criou uma calculadora que estima o tempo que levaria para quebrar um certa senha. Vejam os resultados por si mesmo.

Uma nota na parte de baixo dessa página chama atenção sobre a origem desse algorítimo. Recomendo, fortemente, olhar essa planilha criada pela Mandylion Labs , porque é onde está o manual do programa e instruções de como utilizar os campos. Note apenas que a planilha foi criada em 2004 e o aplicativo online foi criado esse ano, então é interessante ler a planilha para saber o que escrever em cada campo e usar o aplicativo online para uma melhor precisão nos resultados.

Outra observação interessante é que o poder computacional utilizado na estimativa foi considerado 10 % do poder de uma máquina atual. Eu não sei qual é a opinião geral sobre isso, mas eu dividiria o tempo por 5, para obter o resultado caso a máquina usasse 50 % do seu poder.

Por fim, lembro que a maior parte dos sistemas que existem no mercado travam as tentativas de quebrar a senha após um certo número de falhas. Isso fornece certa tranqüilidade com relação a aquela sua senha de banco que 8 caracteres puramente numéricos.

Wednesday, October 01, 2008

Bloglines Beta vs Google Reader

Me lembro como se fosse hoje o dia que decidi acompanhar notícias por RSS. Eu fui entusiasmado em busca de uma solução "perfeita" e acabei ficando com o Bloglines. Na época, o Google Reader não existia e eu não queria um leitor de desktop (na época também tinham muitos problemas, pelo menos os de versão linux).

Alguns meses depois o Google Reader surgiu e eu vi um dos piores aplicativos online para leitura de RSS até então disponível. Sim, quem viu lembra. A primeira versão do Google Reader era completamente inútil se você tivesse mais que 50 feeds para ler (a quem diga - eu por exemplo - mais que 1 feed já era problema, mas deixo a polêmica a parte). Então, o Google, que não é bobo, atualizou seu aplicativo para algo muito próximo do que temos hoje. E no caso, algo bem superior em vários pontos que existia então no Bloglines. O Google simplesmente copiou tudo que o Bloglines fazia e acrescentou diversos recursos que todo mundo pedia e o Bloglines nunca implementava. Eis então que a roda gira e os usuários migraram do Bloglines para o Google Reader.

E o Bloglines não morreu. Ele tentou recuperar o crédito inseriu um recurso chamado Playlist (disponível até hoje na versão não beta do bloglines e que tentava competir com a forma de organização do Google Reader). E dizem as más línguas que ele nunca foi superado como o aplicativo mais popular no EUA (questionável, afinal, podem ser contas inativas, eu mesmo nunca deletei minhas 3 contas no bloglines, mas ... outra polêmica que fica para quem quiser).

Havia "um" problema. Toda a crítica feita (vamos dizer: 99 %) pelos blogueiros ou revistas especializadas aponta o Google Reader superior ao Bloglines. O Bloglines ouviu isso e quebrando todos os paradigmas fez a única coisa possível de ser feita em um caso desses. Criou um novo aplicativo do "zero". E o lançou como "Bloglines Beta".

Na ocasião do lançamento, ele parecia um Bloglines melhor, sem muitos recursos ou funções que chamassem a atenção para ele. Hoje, ele é uma cópia do Google Reader, com recursos adicionais e particularidades únicas, mas uma cópia estrutural tal qual o Google fez quando modificou o Google Reader para o visual atual.

Vamos colocar desse ponto. O Bloglines Beta não faz tudo que o Google Reader faz por que é um beta em desenvolvimento com uma "to do list" visível, tipo: vamos acrescentar o suporte a dispositivos móveis (algo ainda não feito enquanto escrevo esse texto, mas que existe na versão não beta do bloglines - dizem que é bom, eu nunca usei.).

A navegação entre os feeds do Bloglines Beta e o Google Reader é exatamente a mesma (com a opção secundária de ler o Bloglines Beta da mesma forma que se lê no Bloglines atual). Estrutura de diretório no Bloglines e Labels no Google Reader. O que significa que o mesmo feed pode estar em dois labels no Google Reader e apenas em um diretório no Bloglines. Para mim é indiferente. De qualquer forma, os itens vão sendo marcados como lidos individualmente no modo padrão de visualização de ambos. Nos dois sistemas também existe o modo de leitura de tópicos. Onde apenas o título é mostrado. E no Bloglines Beta existe um terceiro modo de visualização com 3-painéis que é similar a aplicativos de Desktop e ao Alesti (alguém ainda lembra dele ?). Vantagem para o Bloglines Beta, que permite 3 modos de visualização e cuja o modo é definido por feed ou diretório e não para todo o sistema como é no Google Reader (e existe a opção secundária de no Bloglines Beta de usar os modos de visualização no sistema todo, tal como no Google Reader). Ou seja, você pode querer ver um certo feed/diretório no modo de "3-painéis" e outro no modelo "quick" e outro no modo "full" e o sistema vai lembrar dessa configuração que você fez sempre que abrir aquele feed/ diretório.

O Google Reader permite marcar um artigo em um certo "marcador" e compartilhar essa label marcada como share. O Bloglines permite salvar um um certo artigo em um certo diretório e permite definir esse diretório como público. Portanto, ambos tem uma função similar. Ocorre que naturalmente o Google Reader tem uma integração melhor com o Gmail e possuí um compartilhamento mais sofisticado entre amigos e o Bloglines organizou melhor o lugar onde ficam os feeds salvos.

Embora eu não acredite que o compartilhamento entre amigos do Google Reader possa ser superado, eu diria que em termos práticos, é mais fácil achar material compartilhado no Bloglines. A baixa adesão do compartilhamento entre amigos do Google Reader é o motivo dessa observação. Conheço dezenas de pessoas que usam o Google Reader (sei disso porque estão disponíveis para mim no Google Reader) só 2 delas usam o sistema para compartilhar algo. Assim eu creio que o modelo de compartilhamento impessoal do Bloglines seja mais eficaz.

O Bloglines Beta tem um recurso chamado "My Start Page", lembra o iGoogle, porém, comparado ao iGoogle é muito inferior, sendo superior "apenas" as possibilidades de página inicial do Google Reader (era só isso que ele tinha que ser, então não é para pensar negativo por conta desse "apenas"). De qualquer forma, me parece que ele quer ser uma página inicial "quando crescer".

Em poucas palavras, deixei o Google Reader de lado e voltei para o Bloglines, mas para usar o Bloglines Beta. Ele possuí tudo que eu gosto no Google Reader e melhorou muito a forma de salvar os artigos de interessante (superando o Google Reader nesse ponto). Seu modo diferenciado de visualização também é um atrativo a parte. Há feeds que eu quero ver no modo de 3-painéis, exemplo, notícias de jornal, e outros que eu prefiro ler no modo full, mas o grande ponto é que eu defino o modo de visualização individualmente. Isso é muito bom.

Uma questão interessante é que você usa o Beta ou o Tradicional de acordo com sua vontade. Ou seja, se algo der errado no Beta, você pode viver no Tradicional por algumas horas até alguém corrigir o problema. Outro ponto, é para os paranóicos. Eu, por exemplo, já estou começando a ficar incomodado com a minha dependência do Google. Com a mudança, dos meus 8 principais aplicativos online, "apenas" 5 são do Google.

O lado negativo dessa história é eu retirei os tópicos compartilhados do blog. Não faz sentido manter esse sistema se eu não usar o Google Reader (acho que o Bloglines Beta vai permitir o mesmo recurso em um futuro próximo). Eu vou buscar uma solução alternativa. Pensei em algumas coisas, mas ainda não testei. Quando e se acontecer eu apresento o como eu fiz isso.

Aliás, a estabilidade do Bloglines Beta é aceitável, ou seja, você vai ver algumas coisas esquisitas, mas não vai ter grandes problemas. De qualquer forma é razoável manter um backup atualizado do opml. Nunca se sabe ... nunca se sabe...

Segue algumas imagens do "Bloglines Beta" (tiradas recentemente da conta que eu uso para gerenciar o blogroll ao lado). Clique nas imagens para ampliar.

Primeiro temos o modo full. "Cópia" do estilo difundido pelo Google Reader.
Tal como o modo "quick" também é uma cópia de um estilo difundido pelo Google Reader ("list view")
E de forma diferenciada, tempo o modo de visão em 3 painéis, estilo comum nos leitores de desktop e do Alesti.
Observe também o "My Start Page", muito melhor que página inicial do Google Reader, muito pior (menos recursos) que a maioria das "primeiras páginas" existentes por aí, tipo iGoogle.
E por fim, uma imagem da região onde você gerencia os artigos salvos. Note que eu tenho três diretórios nessa conta. Posso criar quantos eu quiser e eles ficam separados dos feeds. Para ver os itens salvos, pode-se selecionar qualquer um dos modos de visão.

Monday, January 07, 2008

Gmail e o RTM no gerenciamento pessoal

No meio de dezembro passado, o Remember The Milk* (RTM) lançou uma extensão que integra os serviços dele com o Gmail. A já algum tempo antes disso, o Gmail havia lançado uma nova versão que (entre outras coisas) modificou o modo de ver as tags, permitindo que você venha colorir elas.

Isso realmente pode revolucionar a forma que você vê as possibilidades de organização. O que não quer dizer que você tenha que mudar.

Ao colorir as tags você facilita enormemente a observação de certos e-mails em sua caixa de entrada. Experimente, por exemplo, usar aquele vermelho vivo para as coisas urgentes (exemplo, "tarefas") e você nunca deixará de notar que existe algo urgente na fila.

Mas ainda assim, em uma questão de "visualização" o Gmail deixa a desejar, não que fosse um problema, mas ter uma visão geral "do todo" não é trivial no Gmail. Note que um webmail nem de perto precisa ter essa função. Note também que não é função padrão do e-mail gerenciar tarefas, no máximo ele deve apenas integra-se adequadamente ao gerenciadores de tarefas, no caso do Gmail, com o Google Calendar e com o gerenciador de contatos (que é integrado ao Gmail).

Por outro lado, o Remember The Milk sempre foi um serviço que permite excelentes formas de gerenciar e visualizar as tarefas (ou melhor, sempre foi bom naquilo faz por definição), mas pecava enormemente em dois aspectos: o de integração com uma agenda e com e-mails. Isso fazia dele apenas mais um serviço.

O primeiro o pessoal do RTM resolveu rápido. Criaram uma extensão que integrava o RTM com o Google Calendar. Isso facilitava muito na hora de gerenciar agendamentos, mas não permitia gerenciar o tempo já que a maior parte dos problemas não devia ser integrado a um calendário, já que muitas vezes temos 'deadlines' e não compromissos do dia, previsões de deadlines são importantes, mas não basta ser lembrado no último dia. Claro que antes disso o RTM já contava com um sistema de lembretes por e-mail, mas a descentralização era um pecado.

O segundo ponto demorou a ser resolvido, uma lista de tarefas que não se integre adequadamente ao e-mail é tão útil quanto uma lista de tarefas que está em uma folha de papel presa em uma parede que te obriga sempre a levantar para ver o que está escrito nela. Entenda que eu não estou dizendo que os dois devem ser um só ou que um deve fazer a função do outro, mas eles devem se comunicar de forma muito eficaz para obter o máximo de desempenho, de preferência na mesma interface.

Por essa razão, o Gmail funcionava melhor para gerenciar tarefas do que o próprio RTM (minha opinião, claro), pois os pontos fracos do primeiro era menos significativos do que os do segundo (a idéia da folha de papel presa na parede é exatamente como eu me sentia na maioria das vezes). Mas você percebeu que eles são complementares ? Percebe que quem vive na frente do computador que boa parte da sua vida registrada no e-mail e quer criar uma metodologia que te lembre o que fazer quando abre/lê os e-mails ? Observe que você sempre está se perguntando: o que fazer agora ? Qual é a próxima "ação" ? Você pode adotar o GTD ou qualquer outra forma gerenciamento pessoal na sua vida, mas francamente na hora "H", quem executa é você. E consultar/gerenciar a lista precisa ser tão viciante quanto ver o e-mail e/ou tão natural quanto respirar.

A nova extensão do Remember The Milk não é apenas bem vinda. É o que faltava para esse serviço. Aliás, é o que falta para qualquer serviço que se propõem colocar ordem na minha vida.

Eu poderia passar horas descrevendo o que fazer ou o que é possível ser feito. Mas eu prefiro recomendar dois outros textos (ambos em inglês). No primeiro, você pode ver possibilidades sobre o gerenciamento de tarefas no RTM. No segundo, você verá quais são as possibilidades que foram abertas na integração do GTM (Google Task Manager) RTM (Remember The Milk) com o Gmail. E claro, eu não preciso dizer que existem centenas de milhares de páginas sobre o assunto na internet, né ?

Eu também recomendo a leitura do texto que apresenta a integração do RTM com o Google Calendar. Apesar de eu considerar essa integração menos interessante do que a com o Gmail, ela ainda é muito útil para quem usa o Google Calendar ou tem tarefas que devem ser repetidas no tempo de forma quase indefinida (exemplo, o calendário ainda é a melhor forma de gerenciar datas aniversários a serem lembradas, já que elas nunca expiram).

Em português, tem algum texto sobre o como usar ? Sim, são mais antigos, mas ainda muito úteis. O cuidado que eu tenho em indicar esse textos são observações negativas. Muitas foram corrigidas, outras tantas foram adicionadas dependendo da idade do texto pode-se ter mais ou menos informações. Mas temos:
Mas é só isso ? Não. Mas os textos começam a ficar repetitivos. Em português existem milhares de textos que apresentam o RTM quase como propaganda, ou seja, diz que existe e pronto.

Por fim eu não posso esquecer de lembrar que a ajuda oficial é muito boa. Que no blog do serviço não apenas são publicadas as melhores informações do serviço, como as melhores percepções inicias dos novos serviços adicionados. Acompanhar o blog do RTM devia ser obrigatório para todos os usuários, pois você não apenas fica sabendo do que está acontecendo com o serviço e quais são as novidades, mas recebe informações de técnicas sobre como melhor aproveitar o RTM. Da para saber, por exemplo, que não apenas de Gmail/Google Calendar vive a integração do RTM. Tem acesso off-line com o Google Gears (que para mim é a melhor utilização do Google Gears que eu já vi) e integração com o Gnome e uma vasta lista de serviços.

Críticas ? Francamente. Eu não tenho. Mas tenho sugestões. Na nova extensão lançada existe um recuso que permite transformar em tarefas um e-mail que seja marcado com uma determinada "label". Essa nova tarefa é criada na caixa de entrada do RTM. Não seria ótimo se ao aplicar a label ele transferisse a tarefa para dentro de uma respectiva lista dentro do RTM (a ser correlacionado nas configurações). O serviço sempre pode melhorar. Eu fico feliz apenas em saber que os desenvolvedores do RTM sabem disso e sempre estão em busca de melhorar o serviço prestado.

* Alguém além de mim acha esse nome infeliz ?

Tuesday, June 26, 2007

Google Docs & Spreadsheets

Estava eu usando o Google Docs, quando bingo !!! A interface é atualizada em um clique de mouse.

Friday, November 24, 2006

De novo o Google Reader

Na verdade, agora é apenas uma narração de fatos que ocorreram no últimos dias.

No dia 20 eu publiquei um tópico comparando o Bloglines com o Google Reader e colocando motivos para minha migração apesar de alguns problemas que eu apontei no Google Reader. No dia 23 boa parte desses problemas tinham sido "corrigidos", vide update no mesmo tópico, acrescentando novos recursos. Durante o acréscimo de novos recursos eles corrigiram problemas de compatibilidade com o IE7, hoje durante essa madrugada esses recursos foram removidos, motivo: problemas com o IE6.

A história toda, que vai desde quais foram as modificações feitas até o anúncio da remoção dos recursos, pode ser vista nesse tópico do grupo de discussão do Google Labs - Reader.

Minha esperança é que as novas funcionalidades que melhoraram tanto o desempenho do Google Reader realmente estejam de volta na próxima semana.

Deixo as conclusões para quem quiser tirar conclusões, apesar de eu compreender perfeitamente o ponto de vista dos desenvolvedores do Google Reader, francamente, estou furioso com isso e acho que não preciso explicar o motivo.

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Tuesday, November 21, 2006

Screenshots do Google Reader

Comentei sobre a melhora no visual do Google Reader no último post devido ao uso de um "script" stylish, o Google Reader Optimized, bem, aqui estão duas comparações visuais do Google Reader com e sem o Google Reader Optimized.

Clique nas imagens para ampliar. Primeiro sem o Google Reader Optimized.


Agora com o Google Reader Optimized.


Eu escrevi algumas observações na segunda imagem, mas não deu para escrever tudo. Assim, vou repetir aqui e completar as principais mudanças.
  • A primeira e a mais fácil de perceber, a área ativa "subiu", ela está mais acima e permite maior área visual. Ela é fácil de perceber porque o e-mail e o logo do Google Reader desaparecem.
  • A mudança que eu considero fundamental é o aumento da largura da região de leitura dos posts. Ela aumente mais ou menos 100 pixels. Com isso, ocorre a diminuição da região de labels, pode reparar que diminuí de forma perceptível, mas pelos menos eu não acho que atrapalhe.
  • A terceira e última mudança não pode ser percebida nessas imagens, referem-se a barra que acompanha post a post permitindo adicionar/remover "estrelas", compartilhar, mandar por e-mails, marcar como lida e editar as tags. Bem, essa é a parte que eu não gostei, essa barra em vai para a direta (veja nessa imagem), isso prejudica na hora de editar as tags a cada post (na verdade impossibilita, uma vez que o balão de edição sai da tela). Mas não tem problema, porque se ao colocar o script original não gostar da posição, é só recorrer a página do script que eu adicionei um comentário que menciona como colocar ela de volta na região esquerda do post. Só para ficar registrado nesse blog, basta editar o script e onde estiver escrito .entry-actions { float:right !important; } substitua o right por left ficando .entry-actions { float:left !important; }
O uso dessa configuração foi fundamental para minha adaptação ao Google Reader, mas nem de perto eu presumo unanimidade com essa opinião. Por outro lado, as mudanças são significativas e isso é um fato !!!

Technorati Tags:

Monday, November 20, 2006

Google Reader versus Bloglines

Não deu. Esse último final de semana foi a gota d'água ! O Bloglines (pelo menos a minha conta) ficou inacessível por quase 48 horas. E, como resultado, eu migrei para o Google Reader.

Em primeiro lugar, sou obrigado a reconhecer que o bloglines possuí uma característica única, a possibilidade de compartilhar os blogs em forma de blogroll, com esse visto aqui no meu blog. Isso, exatamente como o fornecido pelo bloglines, eu não conheço lugar que tenha, pelo menos não ainda.

Apesar de eu gerar o blogroll da minha conta do Bloglines, eu não publico aqui todos os feeds que assino, assim, mesmo que ninguém perceba, eu tenho mais ou menos 600 feeds assinados. Isso, por si só, já me dava muita dor de cabeça com o bloglines, mas como dizer, com essa quantidade de feeds, quase todos são lentos. De qualquer forma eu não recomendaria o bloglines a ninguém que tenha mais de 300 feeds e tenha pressa na leitura, apesar que recentes alterações no sistema melhoram essa parte significativamente.

O mais antigo dos problemas (que eu conheço) é uma incompatibilidade com alguns feeds de excelentes blogs como o Meio Bit e BrPoint. Seria ridículo, da minha parte, parar de ler os blogs por causa do software que eu uso para isso. Mas eu ia levando. Afinal, não é tão incomodo assim, mesmo com aumento progressivo de blogs com feeds que apresentam esse problema de compatibilidade.

Nesse meio tempo, as imagens começaram a ter problemas no Bloglines, elas simplesmente não apareciam em alguns feeds, principalmente do Blogger. E eu que acompanho blogs de fotografias (não estão no blogroll) sempre tinha trabalho dobrado. Mas eu ia levando...

Mas aí veio outro problema, alguns feeds, não estavam sendo localizados pelo bloglines, na verdade isso só aconteceu duas vezes até o momento e eu não prestei muita atenção no motivo/característica, mas eram apenas dois, e de baixo volume publicação, então eu coloquei no live bookmark do firefox.

Bom, aí veio o final de semana. Francamente. Foi a gota d'água. Depois do Bloglines ter me deixado feliz com a idéia de ter uma nova funcionalidade (os playlist, que basicamente "simulam" as tags múltiplas, não são tags, mas funcionam como se fossem) o sistema fica fora do ar. E não foi a primeira vez. Volta e meia o "encador" do Bloglines aparece no lugar do site propriamente dito. Só que dessa vez foi a última. Ou quase ...

A primeira opção na minha lista de substitutos é o Google Reader. Depois de sua última atualização eu já tinha experimentado só por curiosidade e até tinha gostado, mas deixei de lado. Agora migrei de vez.

A principal característica que chama atenção do Google Reader são as tags. Não sei se foi o google que "criou" essa filosofia, mas certamente foi ele que popularizou (principalmente devido ao gmail), juntamente com o del.icio.us a idéia de classificar conteúdo com tags.

A começar a importação do opml do Bloglines me deu muitos problemas. Primeiro porque os espaços não são permitidos nas tags, segundo porque o formato do opml do bloglines não parece ser o que o Google Reader "gosta mais". Assim, eu importei o opml no Akregator, modifiquei o que tinha que modificar, acertei tudo e exportei para outro opml que, esse sim, foi muito bem importado pelo Google Reader.

Depois foi só aproveitar os recursos, certo ? Errado. Não sei se já tentou manipular as tags do Google Reader, mas se tentou descobriu que isso (hoje) não é possível. Você não pode renomear uma tag. Só pode deletar ou criar. Até aí, como dizer, é diferente (do gmail), mas é possível. Mas tente gerenciar uma página com 600 links (nos caso a lista dos feeds inscritos) e verá como é demorado. Resultado. Não consegui corrigir o que eu queria no Google Reader. Tive que abrir o Akregator novamente e corrigir o erro que tinha no nome de algumas tags, e repetir o processo de exportar e importar. Algumas interações depois (eu errei mais de uma coisa !), algumas horas depois (3 horas, para ser preciso) lutando contra a lentidão do Google Reader e meus próprios erros (principalmente), eu finalmente consegui ter o que tinha no Bloglines. E segui a vida.

Não demorou muito eu eu tive mais um feed para guardar (eu tenho sempre uma novidade para acrescentar!). Tá, o Firefox 2 e o Bookmarklet do Google Reader funcionam diretinho (até com aqueles dois excluídos mencionados acima, lembra deles ?), mas demora .... ooooo.... naquele momento eu cheguei a conclusão que o pior do Google Reader é se inscrever em um novo feed. Usando o Bookmarklet ou o Firefox 2, não existe a possibilidade de adicionar a tag no momento da inscrição... isso é um absurdo que eu espero que não demore a ser corrigido [Já foi, vide update abaixo] . A única [Não é mais a única] forma de adicionar o feed dentro de uma tag no momento que se inscreve é quando usa o "Add subscription" ou se adiciona através dos diretórios de feeds. Bom, é possível editar as tags do texto que está lendo agora, mas não é possível acrescentar um feed inteiro dentro da tag, a menos que entre no modo de "gerenciamento" do Google Reader, que é o tal que com 600 feeds e é lento de dá dó... então... eu tomei uma medida drástica.

[update - 23/11/2006]
Certas coisas são, tão ... como dizer ... improdutivas (para ser educado) que são rapidamente corrigidas. A que citei acima foi corrigida. Agora é possível trocar o diretório de qualquer feed a qualquer momento usando o "Feed Actions" que aparece acima no canto superior direito da tela ao lado do título do Feed selecionado, antes só era possível desinscrever. Isso é muito, mas muito prático mesmo. Faz o processo de se inscrever em um novo feed seja muito mais produtivo e muito mais rápido, já que não é mais preciso entrar no "gerenciador de feeds" para adicionar o novo feed em um diretório.
[/update - 23/11/2006]


Não dá mais para usar o Bloglines para ler. Os problemas ficaram demais. Passou dos limites do aceitável (e olha que dá pena escrever isso, eu realmente gosto do Bloglines, mas é verdade, infelizmente), principalmente porque existe um agregador online similar, que é exatamente o Google Reader; mas o Google Reader ainda apresenta características desagradáveis na hora de inscrever-se em um feed novo. Então, agora eu uso o Bloglines para inscrever, exporto o opml, importo no Google Reader e tenho o novo feed dentro do novo sistema já com as tags nos seus devidos lugares. Tá, eu sei, isso é muito, mas muito 'idiota' ... mas é muito mais rápido, mas muito mesmo. O processo é um absurdo, mas plenamente justificável pela velocidade (até porque eu posso me inscrever em 5, 6 feeds pela velocidade de quem manipula uma tag).

Para isso eu tive que criar uma nova conta no Bloglines (sim, porque eu ainda uso o Bloglines para publicar o blogroll no blog, ano que vem eu mudo isso juntamente com a atualização do layout) e não me livrarei de dois problemas que reclamo acima, o primeiro do excesso de horas fora do ar e segundo de alguns feeds que não são reconhecidos no bloglines. Mas suas conseqüências já não são tão graves. Primeiro porque eu posso criar opml até no live bookmarks e depois seguir o mesmo processo, só não faço isso por comodidade do hábito, mas se necessário eu farei. Segundo porque se o bloglines sair do ar por um dia, o impacto na minha forma de ver a internet não será tão significativo.

Mas ainda existia um problema. Eu senti a tela pequena para ler. Demorei um bocado com essa sensação desagradável até olha uma dica no home do Google Reader, um "script" stylish, o Google Reader Optimized

Agora, eu tenho no Google Reader a mesma experiência de conforto na leitura que tinha no Bloglines, mas sem os inúmeros problemas que viam se acumulando ao longo do tempo, e que eu ignorava. Bastou dois dias lendo sem ver a mesma notícia repetida 10 vezes no dia, para eu perceber como o problema era grande. E assim, o Bloglines deixou de ser o meu número 1.

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